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Companhia de Jesus no Brasil

A história da Companhia de Jesus no Brasil teve início com a chegada dos jesuítas em 1549 à Bahia, no início do período do Brasil Colônia (1500–1815), onde fundaram um colégio religioso e iniciaram a catequese dos índios.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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Os jesuítas no Brasil

Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549 e começaram sua catequese erguendo um colégio em Salvador da Bahia, fundando a Província Brasileira da Companhia de Jesus. Vinham na armada de Tomé de Sousa, chefiados por Manuel da Nóbrega, e eram eles os Padres Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Vicente Rodrigues, Antonio Pires e o Irmão Diogo Jácome. A segunda leva aconteceu em 1550 na armada de Simão da Gama. O primeiro Bispo chegou em 1552 e em 1553 aportou José de Anchieta na armada de Duarte Góis. Também em 1553, os jesuítas do Brasil passaram a ser organizados enquanto Província da Companhia, independente da Província Jesuítica de Portugal, foi a primeira província jesuítica a ser estabelecida no continente americano. Cinquenta anos mais tarde já tinham colégios pelo litoral, de Santa Catarina ao Ceará. Quando foram expulsos em 1759, eram 670 por todo o país, distribuídos em aldeias, missões, colégios e seminários.

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Trabalho no século XVII

Durante o século XVII, os esforços de colonização portugueses se concentraram na região entre Valença a Itacaré, onde se localizava a sesmaria dos jesuítas. A região passou a ter o papel de produtora de gêneros alimentícios e materiais de construção para Salvador e para o Recôncavo canavieiro. A aldeia de Boipeba, por exemplo, teve grande crescimento, devido à fuga de colonos do continente, temerosos dos ataques dos Aimorés, sendo elevada a vila entre 1608 e 1610. Os jesuítas, por seu turno, criam na aldeia de Nossa Senhora da Assunção (em Camamu) um engenho que se encontrava em construção em 1604 e seria destruído pelos holandeses em 1640. Criaram, também, a Aldeia da Purificação, ou Nossa Senhora das Candeias de Maraú (1654), atual Barcelos do Sul; a Residência de São Francisco Xavier, no Morro do Galeão (1623), e a Igreja de Santo Inácio, ambas em Cairu Estado da Bahia, além da Aldeia de Santo André e São Miguel de Sirinhaém (1683), atual Ituberá.

Embates em São Paulo e no Rio de Janeiro

Houve violentas disputas em São Paulo com os bandeirantes. Em 10 de junho de 1612 houve uma reclamação do «povo de São Paulo» perante o conselho, contra os jesuítas; assinaram José Ortiz de Camargo, Amador Bueno, Antônio Raposo Tavares, Bartolomeu Bueno, Pedro Leme, Aleixo Leme, Henrique da Cunha Gago, Antônio Bicudo, Antônio de Oliveira, Sebastião Leme, Antônio Fernandes, Domingos Pires, Diogo Pires, Pedro Nunes de Pontes, Geraldo Correia Sardinha, Belchior da Costa, Gonçalo Madeira, Pascoal Leite Furtado, Duarte Machado, Manuel Godinho, André Gonçalves, Ascenso Ribeiro, Manuel Francisco Pinto, Fernão Dias, Pedro Dias, Francisco Preto, Rafael de Oliveira, João do Prado, e outros.

Motins em São Paulo

Em 1640, ocorreu o episódio mais grave no Brasil Colônia, conhecido como «a botada dos padres fora» que durou muitos anos (padres queriam o cumprimento das bulas do Papa Urbano VIII sobre a liberdade dos índios). Somente em 14 de maio de 1653, os oficiais da Câmara de São Paulo assinaram um termo, homens bons e padres da Companhia pelo qual foram os direitos «restituídos aos seus colégios na capitania». Foi importante o papel do bandeirante Fernão Dias Pais, cujo irmão foi o Padre João Leite da Silva, celebrado por suas virtudes, instrução, letras e zelo apostólico. Eram frequentes na colônia ocorrerem dissídios entre as autoridades do Reino e as eclesiásticas.

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Região Sul

Por outro lado, a Companhia de Jesus teve uma atuação notável também no sul do Brasil, na área que antigamente estava sob o domínio espanhol (1580-1640) que compreendia todo o oeste dos atuais estados meridionais, concentrando-se na região do Guayrá, atual Paraná, e Itatins, atual Mato Grosso do Sul. Ali se formou uma civilização à parte da brasileira, mas também baseada no sistema de aldeamentos de indígenas adotado pelos jesuítas portugueses em outras partes do Brasil, as Reduções ou Missões, dentre as quais se destacaram os chamados Sete Povos das Missões. Suas relíquias arquitetônicas e artísticas comprovam o elevado nível cultural ali adquirido, sendo parte desta riqueza declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, como o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Significativa estatuária ainda permanece em diversos museus locais como o Museu das Missões e o Museu Júlio de Castilhos, e espalhada em templos e colégios e coleções privadas, e hoje em conjunto é patrimônio nacional tombado pelo IPHAE.

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Século XIX

Apesar de desprovidos de permissão formal, por volta de 1840, um grupo de jesuítas vindos da região do Rio da Prata conseguiu estabelecer-se na província de Santa Catarina para promover a educação secundária.

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Atualmente

A Companhia de Jesus continua ativa no trabalho missionário e na educação, hoje em dia. No Brasil, os jesuítas são responsáveis por diversas universidades altamente reconhecidas no cenário nacional e internacional, suas principais são a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS-RS) e o Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), além das instituições de ensino superior também é responsável por diversos colégios importantes, como o Colégio São Luís em São Paulo, o Colégio Santo Inácio no Rio de Janeiro, o Colégio Catarinense em Florianópolis e o Colégio Loyola em Belo Horizonte. Em Pernambuco, até 2006 funcionava o Colégio Nóbrega Jesuítas, no Recife. O Colégio funcionava no campus da UNICAP, funcionando no Palácio da Soledade, sede do Governo da Confederação do Equador. Atualmente o Colégio Nóbrega Jesuítas forma o Complexo Educacional Nóbrega, que é a nova sede do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, também mantido pela Ordem dos Jesuítas, sob a orientação da UNICAP, o Liceu que se trata de uma instituição de mais de 130 anos reconhecida no mundo inteiro, recebeu o nome de Liceu Nóbrega. As obras dos jesuítas são inúmeras. Ocupam-se da formação do clero. Mantêm casas de exercícios espirituais inacianos pelo Brasil. Dois movimentos religiosos foram promovidos pelos jesuítas: o Apostolado da Oração e a Congregação Mariana. Vários jesuítas dedicam-se ao apostolado intelectual, quer nas universidades próprias da Companhia de Jesus, quer em outras universidades ou centros de formação. Algumas paróquias foram confiadas pelos bispos diocesanos aos jesuítas, que também se dedicam a este tipo de apostolado. O apostolado social consiste sobretudo na formação de pessoas e lideranças e assessoramento ao movimento social. Como parte deste apostolado social, mantêm centros que realizam análises sociais e econômicas para orientar as comunidades e movimentos sociais na defesa dos direitos humanos e promoção integral das pessoas. Colaboram também com a CNBB e a CRB.

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Colégios e Universidades Jesuítas no Brasil

Atualmente, os jesuítas são mais conhecidos no Brasil por seu trabalho na área da educação. Os colégios jesuítas são tradicionais e reconhecidos centros de ensino. Esta é a lista dos colégios e Instituições de Ensino Superior jesuítas no Brasil:

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Fontes consultadas

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