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A Garra Cinzenta

A Garra Cinzenta é uma história em quadrinhos brasileira, que foi publicada originalmente no formato de tira no suplemento "A Gazetinha" do jornal A Gazeta entre 1937 e 1939 e que conseguiu reconhecimento mundial na época, sendo publicada no México, França e Bélgica. O personagem principal é um vilão, perseguido pelos inspetores de polícia Higgins e Miller.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Publicação

Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-ND · Openverse

Entre 1937 e 1939, o único arco de história do Garra Cinzenta foi publicada no formato de pranchas no suplemento A Gazetinha do jornal A Gazeta com roteiros de Francisco Armond e arte de Renato Silva, totalizando 100 páginas, a série tem forte influência dos pulps da época. Silva iniciou a carreira nos quadrinhos em 1937 nas páginas do Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, onde ilustrou uma história protagonizada pelo detetive Nick Carter, um personagem da literatura pulp. o jornal compilou a tira em dois álbuns, publicados entre dezembro de 1939 e janeiro de 1940. Armond também roteirizou a série O enigma do espectro de James Hull, ilustrada por Messias de Mello e também publicada em A Gazetinha entre agosto de 1939 e março de 1940. Entre 1944 e 1947 foi publicado na Bélgica na revista semanal Le Moustique com o título La Grife Grise, apesar da periodicidade irregular, todas as 100 páginas foram publicadas. Os belgas e os franceses chegaram pensar que a série era de origem mexicana. Em 1977, a Rio Gráfica Editora publica parte da pranchas da A Garra Cinzenta em seu Almanaque do Gibi Em 1988, Worney Almeida de Souza publicou todas as 100 páginas da série no seu fanzine Seleções do Quadrix # 3. Em 2011, Worney lança pela Conrad Editora, o álbum de luxo Garra Cinzenta. Em setembro de 2024, a Editora Criativo republicou a série em 3 volumes.

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Sinopse

Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-ND · Openverse

Na história passada em Nova York, Garra Cinzenta é um vilão, que apesar de não possuir nenhum poder, tem um grande conhecimento de vários ciências, como química, cirurgia e mecânica, que usa para realizar experimentos macabros e assassinatos elaborados. Não se sabe com certeza sua origem, sabendo-se apenas que foi um grande cientista no passado, mas como ele virou um vilão ou se a caveira de sua cara é uma mascara ou um acidente que deixou sua caveira exposta não é revelado. Seus principais inimigos eram os inspetores de polícia Higgins e Miller, que apesar de tentarem de tudo, nunca conseguiam pegá-lo. Seus capangas eram um gorila com um cérebro transplantado de um antigo amigo, o professor Cuberry; sua antiga secretária Katty, que sofreu lavagem cerebral e virou a Dama de Negro; e um robô construído pelo próprio Garra, chamado Flag, que apesar de ter enorme força, podia falar apenas por barulhos.

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Francisco Armond

Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-ND · Openverse

Um dos fatos que contribui para que esse HQ se tornasse cult foram os mistério em tornos da autoria das histórias. O maior deles é o fato de por muito tempo, não se ter informações sobre o roteirista, Francisco Armond, o que levou muitos a acreditarem que ele seria um pseudônimo da jornalista Helena Ferraz de Abreu, que assinava no jornal independente Correio Universal com o nome de Álvaro Armando (pseudônimo que também era compartilhado pelo marido de Helena, Maurício Ferraz), e que Francisco seria uma variação desse pseudônimo já existente. O filho de Helena, Arnaldo Ferraz, entretanto, nega tal fato. O suplemento de quadrinhos do jornal, publicou pela primeira vez no Brasil, as tiras de O Fantasma de Lee Falk em 1937, no entanto, Helena também escreveu histórias em quadrinhos, com o pseudônimo Álvaro Armando, Helena roteirizou O Marido da Madame, com desenhos de Alceu Penna, publicados entre 1948 e 1954 na revista A Cigarra.

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