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México

México, oficialmente Estados Unidos Mexicanos, é uma república constitucional federal localizada na América do Norte. O país é limitado a norte pelos Estados Unidos; ao sul e oeste pelo Oceano Pacífico; a sudeste pela Guatemala, Belize e Mar do Caribe; a leste pelo Golfo do México. Com um território que abrange quase 2 milhões de quilômetros quadrados, o México é o quinto maior país da América por área total e o 14.º maior país independente do mundo. Com uma população estimada para 2020 de 126 milhões de habitantes, é o 11.º país mais populoso do mundo e o mais populoso país da hispanofonia. O México é uma federação composta por 31 estados e a Cidade do México (capital). O México figura também como o segundo país mais populoso e segundo em PIB da América Latina, em ambos os casos superado apenas pelo Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Etimologia

Depois de a Nova Espanha conquistar a independência do Império Espanhol, foi decidido que o novo país teria o nome de sua capital, a Cidade do México, que foi fundada em 1524 em cima da antiga capital asteca de Tenochtitlán-México. O nome vem da língua náuatle, mas seu significado é desconhecido. Mēxihco era o termo em náuatle usado para se referir ao coração do império asteca, o Vale do México, e ao seu povo, os astecas, no que depois se tornou o futuro estado do México como uma divisão da Nova Espanha antes da independência. O sufixo -co é um locativo em náuatle, o que torna a palavra o nome de um lugar. Além disso, a etimologia do termo ainda é incerta. Tem sido sugerido que ele é derivado de Mextli ou Mēxihtli, um nome secreto para o deus da guerra e patrono dos astecas, Huitzilopochtli, caso em que Mēxihco significa "Lugar onde Huitzilopochtli vive". Outra hipótese sugere que Mēxihco deriva de um amálgama das palavras náuatle para "Lua" (Metztli) e centro (xīctli). Este significado ("lugar no centro da Lua") pode referir-se à posição de Tenochtitlán no meio do lago de Texcoco. O sistema de lagos interligados, dos quais Texcoco formava o centro, tinha a forma de um coelho, que os mesoamericanos associavam pareidoliamente à Lua. Ainda há outra hipótese que sugere que a palavra é derivada de Mēctli, a deusa do agave.

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História

Em 1910, Porfirio Díaz venceu as eleições de modo fraudulento. O candidato derrotado da classe média, Francisco I. Madero, não aceitou os resultados. Ao mesmo tempo, grupos camponeses, liderados no norte por Pancho Villa e no sul por Emiliano Zapata, pegaram em armas para exigir a deposição de Díaz e reformas sociais em prol da massa camponesa e indígena, como a reforma agrária. Iniciou-se, assim, a Revolução Mexicana. Em 1911, Díaz foi deposto e Madero assumiu a presidência. No entanto, o novo presidente enfrentou dissidências na elite e entre os camponeses e não fez a reforma agrária e, devido a isso, os revolucionários se recusaram a depor as armas. Em 1913, Madero foi deposto e morto pelo General Victoriano Huerta, que tentou reprimir os camponeses. Com isso, Villa e Zapata se aliaram ao movimento constitucionalista liderado por Venustiano Carranza, liberal. Em 1914, Huerta foi deposto. Carranza assumiu a presidência e fez reformas sociais, mas a reforma agrária não foi cumprida, o que levou os revolucionários de volta à luta armada em 1915. Em 1917, foi promulgada uma nova Constituição, que persiste até hoje, na qual foi estabelecida a educação gratuita e obrigatória, direitos trabalhistas básicos e o poder do Estado de fazer a reforma agrária.

Culturas pré-colombianas

Há muito debate acerca do povoamento da América. Estudos genéticos comprovam a tese de que os ancestrais dos povos ameríndios eram caçadores-coletores asiáticos do leste da Sibéria. A data em que o homem chegou à América vindo da Ásia Setentrional é bastante debatida, pois alguns estudiosos propõem que ocorreu há 30 mil anos ou até 40 mil anos, mas tais datas não são aceitas pela comunidade científica, que afirma que a data de chegada foi em algum momento por volta de há 20 mil anos. Também é debatida a rota de chegada do homem à América a partir da Sibéria: a mais aceita é a da travessia a pé da Beríngia e uma posterior passagem por um corredor terrestre descongelado no extremo norte do continente, mas também é proposta uma rota alternativa por meio da navegação em pequenos barcos próximo ao litoral.

Colonização espanhola (1519–1821)

As primeiras expedições espanholas no México partiram de Cuba a mando do governador Diego Velázquez de Cuéllar e exploraram a região da Península de Iucatã e a costa do Golfo do México, sendo elas as de Francisco Hernández de Córdoba (1517) e Juan de Grijalva (1518). Em março de 1519, Hernán Cortés desembarcou no litoral de Tabasco. Pouco tempo depois, fundou a cidade de Veracruz, base para a conquista do Império Asteca, de onde partiu em direção a Tenochtitlán, chegando ali em novembro, tendo contatos amistosos com os astecas. No entanto, os espanhóis sequestraram o imperador asteca Montezuma II em seguida, assim iniciando conflitos. Cortés foi forçado a voltar para Veracruz, para lutar contra as tropas do governador de Cuba, de quem havia se tornado inimigo, e deixou seus homens em Tenochtitlán. Em junho de 1520, Montezuma foi substituído por Cuitláhuac, que ordenou uma guerra total contra os conquistadores, o que resultou no episódio conhecido como Noite Triste, no qual metade dos espanhóis morreu. Após uma epidemia de varíola, doença introduzida pelos europeus, que dizimou milhões de indígenas, e a formação de alianças com tribos inimigas dos astecas, em abril de 1521 as tropas de Cortés iniciaram o Cerco de Tenochtitlán, que finalizou-se em agosto, com a rendição do último imperador asteca, Cuauhtémoc. Nos anos seguintes, os europeus conquistaram o restante do Império Asteca, anexando-o ao Império Espanhol.

Independência (1810–1821)

Em 1808, Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha, tirou do trono Fernando VII e nomeou como rei o seu irmão José Bonaparte. Este foi o estopim para a independência do México. Em 16 de setembro de 1810, o Padre Miguel Hidalgo emitiu na cidade de Dolores Hidalgo, Guanajuato, o Grito de Dolores, clamando a população para lutar pelo fim do domínio espanhol e pela igualdade de todos. O primeiro grupo insurgente era formado por Hidalgo, o capitão do exército vice-reinal espanhol Ignacio Allende, o capitão de milícias Juan Aldama e "La Corregidora" Josefa Ortiz de Domínguez. Hidalgo e alguns de seus soldados foram capturados pelas tropas realistas e executados por um pelotão de fuzilamento em Chihuahua em 31 de julho de 1811. Após sua morte, a liderança foi assumida pelo padre José María Morelos, que ocupou as principais cidades do sul.

Primeiro Império e Primeira República (1821–1846)

Em maio de 1822, Iturbide foi aclamado Imperador, com o título de Agostín I. No entanto, a relação com o Congresso foi se deteriorando e o monarca mandou fechá-lo no final de outubro daquele ano, passando a governar por meio de uma junta, o que o fez perder popularidade entre a elite e os militares. Em dezembro de 1822, o General Antonio López de Santa Anna proclamou a república e o imperador foi forçado a renunciar e ir para o exílio, mas retornou ao México em 1824, sendo preso e executado logo em seguida. Até a adoção da primeira Constituição mexicana, em 1824, o país vivia grandes dificuldades econômicas, pois a economia estava se deteriorando, a dívida externa aumentando e muitas revoltas militares ocorriam devido à falta de dinheiro para pagar o Exército.

Segundo Império e Segunda República (1855–1876)

A insatisfação com o retorno de Santa Anna ao poder levou ao surgimento de uma nova geração da oposição liberal, cujo principal nome era o do indígena zapoteca Benito Juárez. Seus membros assinaram o Plano de Ayutla (1854). No ano seguinte, Santa Anna foi deposto por uma revolta liberal e Ignacio Comonfort assumiu a presidência. O novo governo adotou reformas, conhecidas como La Reforma, cujo principal arquiteto foi Juárez: os militares e clero perderam privilégios e a Igreja foi forçada a vender suas terras. Em 1857, foi adotada uma nova Constituição, de caráter liberal e progressista, estabelecendo o México como um país federal e democrático e diminuindo o poder da Igreja. Comonfort renunciou logo em seguida, sendo substituído por Juárez. As medidas laicistas e anticlericais da nova Carta Magna irritaram os conservadores, levando a uma guerra civil, a Guerra da Reforma, entre liberais e conservadores. Em janeiro de 1861, os liberais conquistaram a Cidade do México, vencendo a guerra, e proclamaram Juárez presidente.

Porfiriato (1876–1911)

Em 1876, Lerdo foi deposto pelo General Porfirio Díaz. Díaz governou o México pela primeira vez entre 1876 e 1880. Entre 1880 e 1884, o poder esteve nas mãos de seu aliado Manuel González. Em 1884, Porfirio retornou ao poder, ali permanecendo até 1911, sendo reeleito cinco vezes consecutivas. O período entre 1876 e 1911 ficou conhecido como Porfiriato, caracterizado pela continuidade do projeto modernizante que Juárez e Lerdo elaboraram e implementaram, notáveis realizações econômicas, investimentos nas artes e ciências, mas essas medidas beneficiaram apenas a elite mexicana e houve uma forte desigualdade econômica e repressão política. As primeiras indústrias nas grandes cidades surgiram nessa época e os operários eram bastante explorados e ganhavam salários baixos.

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Geografia

O México está localizado a cerca de 23 ° N e 102 ° W na porção sul da América do Norte. Quase todo o México está na Placa Norte-americana, com pequenas partes da península de Baja California nas placas do Pacífico e de Cocos. Geofisicamente, alguns geógrafos incluem o território a leste do Istmo de Tehuantepec (cerca de 12% do total) na América Central. Geopoliticamente, no entanto, o México é totalmente considerado parte da América do Norte, juntamente com o Canadá e com os Estados Unidos. A área total do México é de 1 972 550 km², tornando-o o 14.º maior país do mundo em área total, e inclui cerca de 6 000 km² de ilhas no Oceano Pacífico (incluindo as ilhas Guadalupe e Revillagigedo), Golfo do México, Caribe e no Golfo da Califórnia. No norte, o país divide uma fronteira de 3 141 km com os Estados Unidos. Os meandros do Río Bravo del Norte (conhecido como Rio Grande, nos Estados Unidos) definem a fronteira Estados Unidos-México a leste de Ciudad Juárez até o Golfo do México. Uma série de marcadores naturais e artificiais delineiam o resto da fronteira a oeste de Ciudad Juárez até o Oceano Pacífico. Ao sul, o México divide uma fronteira de 871 km com a Guatemala e outra com 251 km com Belize.

Clima

O Trópico de Câncer efetivamente divide o país em zonas temperadas e tropicais. Terras ao norte do vigésimo quarto paralelo têm temperaturas mais baixas durante os meses de inverno com forte caída de neve nas serras e planaltos. Ao sul do vigésimo quarto paralelo, as temperaturas são constantes durante todo o ano e variam apenas em função da altitude. Isto dá ao México um dos sistemas climáticos mais diversos do mundo. Áreas ao sul do vigésimo quarto paralelo com elevações de até 1 000 m (a parte sul de ambas as planícies costeiras, bem como a Península de Yucatán), têm uma temperatura média anual entre 24 e 28 °C. As temperaturas permanecem elevadas aqui durante todo o ano, com apenas 5 °C de diferença entre o inverno e o verão, na temperatura média.

Hidrografia

Os rios do México se agrupam em três aspectos: a vertente do Pacífico, a do Golfo e a do Altiplano, que não possui saída para o mar. O mais longo dos rios mexicanos é o rio Grande, da vertente do Golfo. Ele tem 3 034 km de extensão e serve como limite com os Estados Unidos. Outros rios desta vertente são o Usumacinta, que faz o limite com a Guatemala; o rio Grijalva talvez seja o que tem a maior quantidade de água do país; e o rio Pánuco, cuja bacia faz parte do Vale do México.[carece de fontes?] No Pacífico desembocam os rios Lerma e Balsas, que têm vital importância para as cidades das terras altas do México, os rios Sonora, Fuerte, Mayo e Yaqui sustentam a próspera agricultura do noroeste do país,[carece de fontes?] e o rio Colorado, que é compartilhado com os Estados Unidos. Os rios interiores, ou seja, aqueles que não desembocam no mar, são curtos e têm pouco volume. Destacam-se o rio Casas Grandes no Chihuahua e o Nazas, em Durango. A maior parte dos rios do México têm pouco volume, e quase nenhum deles é navegável.

Meio ambiente e biodiversidade

Pelo menos 1 500 espécies de mamíferos podem ser encontradas no México, uma diversidade relevante se comparada com outros países da região. Alguns animais são vistos quase que exclusivamente no país, como o monstro-de-gila, o coelho dos vulcões — segundo menor leporídeo do mundo — e o ajolote (Ambystoma mexicanum), um anfíbio também conhecido como monstro aquático. Algumas espécies de iguanas, patos e borboletas, bem como mais de 50 espécies de colibris, também compõem a fauna mexicana, que conta ainda com mais de 1 000 espécies de pássaros, destacando-se a águia pescadora, garça-azul e araras. O México possui uma das floras mais variadas entre os países do mundo, podendo ser encontradas várias paisagens naturais diversificadas. Há uma peculiaridade quanto aos cactos, com o país abrigando mais da metade das espécies de cacto existentes, entre as quais a pita. Cerca de 30 000 espécies de plantas e 600 espécies de orquídeas estão disseminadas em pastagens, desertos, bosques e selva tropical, distribuídos ao longo do território mexicano. Em torno de 14,14% da área é composta de selva tropical, enquanto 19,34% são bosques de coníferas. 37% da superfície está coberta de plantas que sobrevivem com pouca água.

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Demografia

De acordo com estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México, em 2020, o país tinha 126 milhões de habitantes, o que o torna o país de língua espanhola mais populoso do mundo. Em 1900, a população mexicana era de 13,6 milhões. Durante o período de prosperidade econômica que os economistas chamaram de "Milagre Mexicano", o governo investiu em programas sociais eficientes que reduziram a taxa de mortalidade infantil e aumentaram a expectativa de vida. Essas medidas levaram a um intenso aumento demográfico entre 1930 e 1980. A taxa de crescimento anual da população foi reduzida de um pico de 3,5% em 1965 para 0,99% em 2005. O México está passando para a terceira fase da transição demográfica, visto que cerca de 50% da população em 2009 tinha 25 anos ou menos. As taxas de fertilidade também diminuíram de 5,7 filhos por mulher em 1976 para 2,2 em 2006.

Religião

O censo de 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia, apontou o catolicismo romano como a principal religião do país, com 82,7% da população, enquanto 9,7% (10 924 103) pertencem a outras denominações cristãs, incluindo os evangélicos (5,2%), pentecostais (1,6%), outros protestantes ou reformados (0,7%), Testemunhas de Jeová (1,4%), Adventistas do Sétimo Dia (0,6%) e a Igreja Mórmon SUD (0,3%). 172 891 (ou menos de 0,2% da população) pertenciam a outras religiões não cristãs; 4,7% declararam não ter religião; 2,7% não especificaram. Os 92 924 489 de católicos no México são, em termos absolutos, a segunda maior comunidade católica do mundo, depois do Brasil. O dia da festa da Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira do México, é comemorado em 12 de dezembro e é considerado por muitos mexicanos como o mais importante feriado religioso de seu país.

Composição étnica

O governo mexicano não realiza censos raciais, não sendo possível aferir a contribuição de cada origem na população mexicana. Segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização Latinobarómetro, 52% dos mexicanos se disseram mestiços entre indígenas e europeus, 19% indígenas, 6% brancos, 2% mulatos e 3% "outra raça". Na obra The World Factbook, publicada pela CIA, grande referência na área de estatística sobre países, consta que a composição étnica do México é a seguinte: 62% mestiços entre indígenas e espanhóis, 21% predominantemente ameríndios, 7% ameríndios e 10% outros (em grande parte, brancos). Já Francisco Lizcano afirma, em seu artigo Composición Étnica de las Tres Áreas Culturales del Continente Americano al Comienzo del Siglo XXI (“Composição Étnica das três áreas culturais do continente americano no início do século XXI” em português), que a população mexicana é assim composta etnicamente: 69% mestiços indígenas-europeus, 18% brancos, 12% ameríndios e 1% outros (negros, mulatos e asiáticos).

Idiomas

Não existe de jure uma língua oficial constitucional em nível federal no México. O país tem a maior população de língua espanhola no mundo, sendo que quase um terço de todos os falantes nativos do espanhol vivem no México. Aproximadamente 5,4% da população fala uma língua indígena e 1,2% não fala espanhol. Os povos indígenas têm direito a receber serviços públicos e documentos em suas línguas nativas. A Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas reconhece a língua dos Kikapú, que imigraram dos Estados Unidos, e reconhece as línguas dos refugiados indígenas guatemaltecos. Há cerca de 80 mil menonitas de língua alemã no México. O chipilenho é uma língua falada por descendentes de italianos que colonizaram a cidade de Chipilo, uma linguagem irmã do talian brasileiro.

Imigração e emigração

O México é o lar do maior número de cidadãos estadunidenses no exterior (estimados em um milhão em 1999), o que representa 1% da população mexicana e 25% de todos os cidadãos estadunidenses no exterior. Outras comunidades importantes de estrangeiros são os da América Central e do Sul, principalmente da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Cuba, Venezuela, Guatemala e Belize. Embora as estimativas variem, a comunidade argentina é considerada a segunda maior comunidade estrangeira no país (estimada em algum lugar entre 30 mil e 150 mil). O México também recebeu um grande número de libaneses. A comunidade mexicana-libanesa gira em torno de 400 mil pessoas.

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Política

Governo

Os Estados Unidos Mexicanos são uma federação cujo governo é representativo, democrático e republicano, baseado em um sistema presidencialista de acordo com a Constituição de 1917, que estabelece três níveis de governo: a União federal, os governos estaduais e os governos municipais. De acordo com a constituição, todos os estados constituintes da federação devem ter uma forma republicana de governo composta de três ramos: o executivo, representado por um governador e um gabinete nomeado, o poder legislativo, constituído por um congresso, e o judiciário, que inclui um Supremo Tribunal de Justiça do Estado. O legislativo federal é o bicameral Congresso da União, composto pelo Senado da República e pela Câmara dos Deputados. O Congresso faz leis federais, declara guerra, impõe impostos, aprova o orçamento nacional e os tratados internacionais e ratifica as nomeações diplomáticas.

Forças armadas

O México tem o terceiro maior orçamento de defesa da América Latina, com relato de gastos militares anuais de 24,944 bilhões de dólares ou cerca de 1,6% do PIB. Desde os anos 1990, quando os militares escalaram seu papel na guerra contra as drogas, uma importância crescente tem sido colocada em adquirir plataformas de vigilância aérea, aviões, helicópteros, tecnologias digitais de combate, equipamento de guerra urbana e transporte rápido de tropas. As forças armadas do México têm dois ramos: o Exército mexicano (que inclui a Força Aérea Mexicana) e a Marinha mexicana. As forças armadas mexicanas mantêm infraestruturas importantes, incluindo as instalações de design, pesquisa e experimentação de armas, veículos, aviões, navios, sistemas de defesa e eletrônica; os centros de fabricação da indústria militar para a construção de tais sistemas e estaleiros navais que constroem navios de guerra pesados e tecnologia de mísseis avançados.

Relações internacionais

A política externa do México é dirigida pelo presidente e executada através da Secretaria de Relações Exteriores. Seus princípios são constitucionalmente estabelecidos no Artigo 89, Seção 10, e incluem: autodeterminação dos povos, não intervenção, resolução pacífica de conflitos, proibição do uso da força nas relações internacionais, igualdade jurídica dos Estados, cooperação internacional para o desenvolvimento e luta pela paz e segurança. A partir de 1930, a Doutrina Estrada serviu como um complemento importante a estes princípios. Desde a sua independência, as relações exteriores do México têm sido dirigidas principalmente aos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, bem como aos seus vizinhos historicamente ligados na América Latina e no Caribe. Devido a problemas internos, como a Revolução Mexicana, no início do século XX, o México manteve-se praticamente isolado dos assuntos internacionais. Uma vez com a ordem restabelecida, a sua política externa foi construída baseada em prestígio hemisférico nas décadas seguintes. Demonstrando sua independência dos Estados Unidos, o México apoiou a consolidação do governo revolucionário de Cuba nos anos 1960, a Revolução Sandinista na Nicarágua durante a década de 1970 e grupos revolucionários de esquerda em El Salvador nos anos 1980.

Crime e aplicação da lei

A segurança pública é realizada nos três níveis de governo, cada qual com diferentes prerrogativas e responsabilidades. Os departamentos de polícia locais e estaduais são primariamente responsáveis pela aplicação da lei, ao passo que a Polícia Federal Preventiva é responsável por funções especializadas. Todos os níveis reportam à Secretaria de Segurança Pública. O Gabinete do Procurador-Geral da República (PGR) é a agência executiva encarregada de investigar e reprimir crimes no nível federal, principalmente os relacionados com narcotráfico, tráfico de armas, espionagem e roubos bancários. O PGR opera a Polícia Federal Ministerial, uma agência de investigação e prevenção.

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Subdivisões

O México está dividido em 31 estados autônomos mais a Cidade do México, formando uma união federal, que se listam abaixo por ordem alfabética, seguidos do nome da respectiva capital. A área metropolitana da Cidade do México e partes adjacentes do estado do México, é uma das áreas mais populosas do mundo. Cada estado tem sua própria constituição, congresso e um judiciário, e seus cidadãos elegem por votação direta para governador por um período de seis anos, e representantes para os respectivos congressos estaduais unicamerais por três anos. A Cidade do México é uma divisão política especial que pertence à federação como um todo e não a um estado particular, e, como tal, tem um governo local mais limitado do que os estados da nação.

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Economia

A economia do México é, atualmente, a 14.ª maior do mundo se consideramos seu Produto Interno Bruto (PIB) nominal (dados de 2011), bem como a 11.ª se for levado em conta seu PIB medido em Poder de Compra (além de ser, efetivamente, a 2.ª mais desenvolvida da América Latina, superada somente pelo Brasil). Desde a crise de 1994, as administrações têm melhorado os fundamentos macroeconômicos do país. O México não foi significativamente influenciado pela crise sul-americana de 2002 e tem mantido taxas positivas de crescimento após um breve período de estagnação em 2001. As agências de risco Moody's (março 2000) e a Fitch Ratings (em janeiro de 2002) emitiram ratings de grau de investimento para a dívida soberana do México. Apesar de sua estabilidade macroeconômica sem precedentes, o que reduziu a inflação e as taxas de juro para níveis recordes e aumentou a renda per capita, as disparidades continuam enormes entre a população urbana e a rural, os estados do norte, centro e sul, e entre os ricos e os pobres, embora tenha havido uma crescente classe média desde meados da década de 1990.

Turismo

O México tem a 23.ª maior renda de turismo no mundo e a maior da América Latina. A grande maioria dos turistas que vêm ao México são dos Estados Unidos e do Canadá, seguidos por visitantes de países da Europa e da Ásia. Um número menor também vêm de outros países latino-americanos. No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011, o México ficou em 43.º lugar no mundo e em quarto na América.

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Infraestrutura

Ciência, tecnologia e educação

De acordo com dados do Scopus, um banco de dados de registros bibliográficos e revistas científicas, o México se posiciona na 28ª posição no mundo em matéria de publicações científicas, ocupando o segundo lugar entre os países da América Latina, depois do Brasil, e também o segundo lugar entre os países hispanofalantes, atrás da Espanha. Em 2010, o índice de alfabetização era de 69% para jovens com menos de 14 anos, e 91% para as pessoas acima de 15, colocando o México em 24.º lugar no ranking mundial de acordo com a UNESCO. Na década de 1970, o México estabeleceu um sistema de "ensino a distância" através de comunicações de satélite para atingir pequenas comunidades rurais e indígenas inacessíveis por outros meios. Escolas que usam esse sistema são conhecidas no México como telesecundarias. O ensino a distância da educação secundária no México também é transmitido para alguns países da América Central e para a Colômbia, e é usado em algumas regiões do sul dos Estados Unidos como um método de educação bilíngue. Há aproximadamente 30 mil telesecundarias e cerca de um milhão de estudantes de telesecundaria no país.

Energia

A produção de energia no México é gerida por empresas estatais: a Comissão Federal de Eletricidade (Comisión Federal de Electricidad, CFE) e a Pemex (Petróleos Mexicanos). A CFE é responsável pela operação de usinas geradoras de eletricidade e sua distribuição em todo o território nacional desde outubro de 2009, quando assumiu a área sob responsabilidade da extinta Luz y Fuerza del Centro. A maior parte da eletricidade é gerada em usinas termoelétricas, embora a CFE opere várias usinas hidrelétricas, bem como a energia eólica, geradores de energia geotérmica e nuclear. Os recursos naturais são "propriedade da nação" pela constituição. Como tal, o setor petrolífero é administrado pelo governo, com diferentes graus de investimento privado. O México é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, com 3,7 milhões de barris por dia.

Saúde

Desde o início da década de 1990, o México entrou em um estágio de transição em relação à saúde de sua população e alguns indicadores, como o índice de mortalidade, estão similares àqueles encontrados nos países desenvolvidos. Apesar de todos os mexicanos poderem receber tratamento médico pelo estado, 50,3 milhões de mexicanos não possuíam plano de saúde em 2002. Têm sido feito esforços para aumentar esse número de pessoas, e a administração pretendia completar um sistema de saúde universal até 2011. A infraestrutura médica do México é muito boa na sua maior parte e pode ser excelente nas principais cidades, mas nas áreas rurais e comunidades indígenas a cobertura médica é pobre, forçando as populações a viajar para a área urbana mais próxima para receber tratamento médico especializado.

Transportes

A rede de estradas pavimentadas no México é a segunda mais extensa da América Latina, com 116 802 km em 2005 (atrás apenas do Brasil, com 212 798) sendo 10 474 km de vias duplicadas ou vias expressas, a maioria das quais pedagiadas. No entanto, como o México tem uma orografia diversificada, com a maioria do território atravessado por cadeias de montanhas altas, além dos desafios econômicos, que levaram a dificuldades na criação de uma rede integrada de transportes, embora a rede tenha melhorado, ainda não é considerada eficaz o bastante para satisfazer as necessidades nacionais de forma adequada. O transporte de massa no México é modesto. A maior parte das necessidades de transporte doméstico de passageiros é servida por uma extensa rede de ônibus, com várias dezenas de empresas de exploração por regiões. O transporte de passageiros entre as cidades é limitado.

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Cultura

A cultura mexicana reflete a complexidade da história do país através da mistura das civilizações pré-hispânicas e da cultura da Espanha, transmitida durante a colonização de 300 anos da Espanha no México. Elementos culturais exógenos, principalmente dos Estados Unidos, foram incorporados à cultura mexicana. A era Porfiriana (el Porfiriato), no final do século XIX e primeira década do século XX, foi marcada pelo progresso econômico e pela paz. Após quatro décadas de conflito civil e guerra, o México assistiu ao desenvolvimento da filosofia e das artes, promovido pelo presidente Díaz. Desde aquele tempo, o que foi acentuado durante a Revolução Mexicana, a identidade cultural teve sua fundação na mestiçagem, cujo elemento é o núcleo indígena. À luz das diversas etnias que formaram o povo mexicano, José Vasconcelos, em sua publicação "La Raza Cósmica" ("A Raça Cósmica") (1925), definiu o México como um caldeirão de todas as raças (alargando assim a definição do mestiço), não apenas biologicamente mas culturalmente também. Esta exaltação da mestiçagem era uma ideia revolucionária que contrastava fortemente com a ideia de uma raça superior pura predominante na Europa na época.

Belas artes

A arte pós-revolucionária no México tinha a sua expressão nas obras de artistas renomados como Frida Kahlo, Diego Rivera, José Orozco, Rufino Tamayo, Federico Cantú Garza, David Siqueiros e Juan O'Gorman. Diego Rivera, a figura mais conhecida do muralismo mexicano, pintou o Man at the Crossroads no Rockefeller Center, em Nova Iorque, um imenso mural que foi destruído no ano seguinte devido à inclusão de um retrato do líder comunista russo Lênin. Alguns dos murais de Rivera são exibidos no Palácio Nacional mexicano e no Palácio de Belas Artes.

Literatura

A literatura do México iniciou-se antes da chegada dos colonizadores europeus, com a produção literária nos assentamentos indígenas da Mesoamérica. O poeta mexicano pré-colombiano mais conhecido é Nezahualcóyotl. A literatura moderna mexicana foi influenciada pelos conceitos da colonização espanhola da América Central. Escritores e poetas coloniais proeminentes incluem Juan Ruiz de Alarcón e Juana Inés de la Cruz. O poeta Octavio Paz recebeu o Nobel de Literatura em 1990. Outros escritores importantes são: Alfonso Reyes, José Joaquín Fernández de Lizardi, Ignacio Manuel Altamirano, Carlos Fuentes, Renato Leduc, Jaime Labastida, Mariano Azuela e Juan Rulfo. B. Traven escreveu "El tesoro de Sierra Madre", que foi adaptado para o cinema em 1948.

Cinema

Filmes mexicanos desde a Idade de Ouro entre 1940 e 1950 são os maiores exemplos de cinema latino-americano, com uma enorme indústria comparável à de Hollywood naqueles anos. Foram exportados filmes mexicanos e expostos em toda a América Latina e Europa. Maria Candelaria (1944), de Emilio Fernandez, foi um dos primeiros filmes no Festival de Cannes em 1946, na primeira vez em que o evento foi realizado após a Segunda Guerra Mundial. O famoso diretor espanhol Luis Buñuel nasceu no México. Atores e atrizes famosos deste período incluem María Félix, Pedro Infante, Dolores del Río, Jorge Negrete e os comediantes Cantinflas e Roberto Gomez Bolaños.

Culinária

Em 2006, o México apresentou a candidatura de sua gastronomia como parte do Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Foi a primeira vez em que um país apresentou sua tradição gastronômica para tal posto. No entanto, o resultado foi negativo, porque, de acordo com a decisão, a comissão não colocou ênfase adequada sobre a importância do milho na culinária mexicana. Finalmente, em 16 de novembro de 2010, a culinária mexicana foi reconhecida pela UNESCO como Património Mundial, com o argumento de que a cozinha local manteve sua identidade intacta desde suas raízes pré-hispânicas. O título abrange desde os ingredientes clássicos, como milho, feijão, abóbora e pimentão, até os sabores atuais, influenciados pela colonização europeia.

Esportes

A Cidade do México organizou os Jogos Olímpicos de Verão de 1968, tornando-se a primeira cidade latino-americana a receber o evento. O país também recebeu a Copa do Mundo da FIFA duas vezes, em 1970 e 1986, além de receber a de 2026, dividindo sede com os Estados Unidos e o Canadá. O esporte mais popular do México é o futebol. Com frequência, acredita-se que o futebol foi introduzido no México pelos mineiros córnicos no final do século XIX. Em 1902, uma liga de cinco equipes emergiu com uma forte influência britânica. Os maiores campeões da Liga MX, a principal competição do país são o América (16 títulos), o Guadalajara (12 títulos), o Toluca (11 títulos), o Cruz Azul (9 títulos), o Tigres UANL e o Club León(ambos com 8). Antonio Carbajal foi o primeiro jogador a jogar em cinco Copas do Mundo e Hugo Sánchez foi nomeado o melhor jogador da CONCACAF do século XX pela IFFHS.

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Fontes consultadas

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