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Sardanápalo

Sardanápalo foi, segundo o autor grego Ctésias de Cnido, o último rei da Assíria, uma distinção que é atualmente atribuída a Assurubalite II (r. 612–609 a.C.).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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História

Imagem: mmarftrejo · BY-NC-SA · Openverse

Segundo Diodoro, Sardanápalo ultrapassou todos os seu antecessores em ociosidade e luxúria, tendo passado toda a sua vida em autoindulgência. Vestia roupa feminina e usava maquilhagem. Tinha muitas concubinas, não só mulheres mas também homens. Escreveu o próprio epitáfio, onde dizia que o prazer físico é o único propósito na vida. O seu estilo de vida causou insatisfação no Império Assírio, que levou a uma conspiração contra ele liderada por um tal de "Arbaces". Uma aliança de medos, persas e babilónios desafiou os assírios. Sardanápalo envolveu-se pessoalmente nos combates e repeliu várias vezes os rebeldes, mas não conseguiu derrotá-los. Pensando que o tinha conseguido, Sardanápalo voltou ao seu estilo de vida decadente, ordenando sacrifícios e celebrações. Entretanto os rebeldes receberam reforços da Báctria e as tropas de Sardanápalo foram surpreendidas quando festejavam e foram derrotadas.[carece de fontes?]

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Historicidade

Imagem: mmarftrejo · BY-NC-SA · Openverse

Não há qualquer rei chamado Sardanápalo na Lista de reis da Assíria. Algumas partes da história de Sardanápalo parecem ter alguma relação com eventos ocorridos nos últimos anos do Império Assírio, que envolvem conflitos entre o rei assírio Assurbanípal e o seu irmão Samassumauquim, que governava a Babilónia como vassalo, em nome do irmão. Embora Sardanápalo seja geralmente identificado com Assurbanípal, a sua alegada morte no fogo do seu palácio é mais coerente com a hipótese de ter sido Samassumauquim, que adotou uma posição a favor do nacionalismo babilónio e formou uma aliança com os babilónios, caldeus, elamitas, árabes e suteanos contra o seu soberano, numa tentativa de transferir a capital do vasto império de Nínive para a Babilónia.[carece de fontes?] Não há evidências provenientes da Mesopotâmia que Assurbanípal ou Samassumauquim tivessem um estilo de vida hedonística. As fontes apresentam ambos como governantes fortes, disciplinados e ambiciosos e Assurbanípal era conhecido como um rei letrado e estudioso que se interessava por matemática, astronomia, astrologia, história, zoologia e botânica.

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Suposto túmulo

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Segundo os biógrafos de Alexandre Magno, na véspera da Batalha de Isso (333 a.C.) foi mostrado ao imperador macedónio aquilo que segundo os locais era o túmulo de Sardanápalo em Anquíale na Cilícia, o qual tinha um relevo com o rei batendo palmas por cima da cabeça e uma inscrição que os locais traduziram como "Sardanápalo, filho de Anacindaraxe, construiu Anquíale e Tarso num só dia; estranho, come, bebe e faz amor, pois outras coisas humanas não valem isto" (referindo-se ao bater de palmas). No entanto, não há qualquer registo histórico de um rei assírio ter morrido ou ter sido sepultado na Cilícia.

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Sardanápalo na arte e literatura

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Nas páginas da introdução do Livro I da Ética a Nicómaco de Aristóteles aqueles que (erradamente, segundo o filósofo) consideram a boa vida com a vida de prazer brutal são comparados a Sardanápalo. A morte de Sardanápalo foi tema de uma pintura de 1827 do artista romântico francês Eugène Delacroix — A Morte de Sardanápalo — que por sua vez foi inspirada na peça de teatro de 1821 Sardanápalo, de Byron, baseada na obra de Diodoro. Nas suas notas sobre as obras de Byron, Ernest H. Coleridge escreve: O compositor romântico francês Hector Berlioz compôs uma cantata inspirada na morte de Sardanápalo, com a qual ganhou o Prix de Rome, promovido pelo Conservatório de Paris, a que já tinha concorrido três vezes anteriormente sem sucesso. Grande parte da partitura dessa cantata perdeu-se.[carece de fontes?] Franz Liszt começou a compor uma ópera sobre Sardanápalo — Sardanapale — que nunca chegou a completar. Na sua autobiografia Walden, Henry David Thoreau escreveu:

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