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A Nobreza do Amor

A Nobreza do Amor é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo desde 16 de março de 2026. Substituiu Êta Mundo Melhor!, sendo a 103.ª "novela das seis" exibida pela emissora.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/06/2026
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Enredo

Imagem: ...anna christina... · BY-NC-SA · Openverse

O reino fictício de Batanga, abrigo de grandes riquezas naturais como o tungstênio e localizado na costa ocidental da África, foi liberto dos colonizadores portugueses no final do século XIX, graças aos esforços do rei e rainha Cayman II (Welket Bunguê) e Niara (Erika Januza), junto ao homem de confiança do casal, Jendal (Lázaro Ramos), que se tornou primeiro-ministro do país. Da união entre Cayman e Niara nasceu a princesa Alika (Duda Santos), cujo nome significa “a mais bela entre as belas”. Porém, mesmo em tempos de paz, uma profecia dos oráculos Oruka (Vado) e Chinua (Hilton Cobra), alertando sobre o fim da dinastia real, faz com que Alika seja prometida em casamento ainda criança a Jendal, em uma tentativa de garantir a segurança da princesa. Na década de 1920, Alika, agora crescida, se recusa a casar-se com Jendal, além de atrapalhar seus planos de conquista de poder, convencendo seus pais a firmarem um acordo comercial com os turcos, representados pelo paxá Soliman (Marco Ricca), e seu filho Omar (Rodrigo Simas), que se encanta por Alika. Jendal, contrariado por ter seu acordo pela exploração do tungstênio com os ingleses ameaçado, trama um golpe de estado com estes e consegue assumir o trono, ordenando à princesa que se case com ele em troca da vida de seus pais. O casamento é realizado, mas não consumado, graças a Omar, que organiza a fuga da família real. Cayman morre na fuga, e Omar é preso, mas Niara e Alika conseguem escapar para o Brasil, no interior do Rio Grande do Norte, onde mora o engenheiro Zambi (Bukassa Kabengele), irmão do rei morto, que agora é conhecido como José. Como fugitivas, mãe e filha assumem, respectivamente, as identidades de Vera e Lúcia.

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Produção

Imagem: jonycunha · BY-SA · Openverse

Com o sucesso de Amor Perfeito (2023), que registrou os maiores índices da faixa desde a reprise de Flor do Caribe (2013) em 2020, e considerando as novelas inéditas, teve a maior média desde Éramos Seis (2019–20), o trio formado por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. apresentou uma sinopse para o horário das seis como sucessor de Êta Mundo Melhor! em 2026. No entanto, em abril de 2024, a TV Globo reprovou o primeiro enredo da equipe por questões orçamentárias e solicitou um novo argumento para ser apresentado. Uma nova sinopse foi entregue em janeiro de 2025 e posteriormente seria aprovada em abril após o trio realizar as alterações solicitadas. A novela recebeu como título A Nobreza do Amor. Apesar de serem apontadas pelo público algumas semelhanças com Cordel Encantado (2011), também de Duca Rachid, a trama não é uma adaptação do título citado. Essa é a sexta telenovela da TV Globo a utilizar a monarquia como temática central e a quarta no horário das seis depois de Cordel Encantado, Novo Mundo (2017) e Nos Tempos do Imperador (2021–22), apesar das duas últimas serem baseadas na vida da família real brasileira em acontecimentos que antecederam e sucederam a Independência do Brasil. Considerando o uso de reinos fictícios, é a terceira novela desde Deus Salve o Rei (2018) a trazer essa temática, apesar desta ser na faixa das sete.

Gravações

Inicialmente marcadas para novembro de 2025, acabaram sendo adiadas para janeiro de 2026 para dar mais tempo na escalação do elenco. Com o adiamento das gravações, a novela também teve a sua data de estreia modificada. Marcada inicialmente para o dia 2 de março de 2026, a trama foi transferida para o dia 16, forçando o esticamento de Êta Mundo Melhor! para mais duas semanas, já que até então, a sua antecessora já havia sido emendada para fugir do período de carnaval, quando os índices costumam cair com as mudanças na programação.

Escolha do elenco

Camila Pitanga foi o primeiro nome desejado para viver uma das protagonistas da trama, mas sua presença não foi oficialmente confirmada pela imprensa. Duda Santos, confirmada no papel de Alika, retorna ao posto de protagonista das 18h após Garota do Momento (2024–25). Para viver o vilão Jendal, Gustavo Fernandez ofereceu o papel à Lázaro Ramos, que até então estava confirmado em Coração Acelerado para viver o antagonista Roney Soares. Ramos acabaria aceitando o personagem e deixou o elenco da então futura novela das sete, retornando à faixa das 18h desde Elas por Elas (2023–24), com Thomás Aquino assumindo o seu papel na trama citada. Ítalo Martins foi confirmado no elenco, estreando no horário das seis após se destacar em Guerreiros do Sol (2025). Para fazer o mocinho Tonho, foi escolhido o ator Ronald Sotto, que volta ao gênero desde Malhação: Toda Forma de Amar (2019–20), além de estrear no horário das seis.

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Exibição

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O primeiro teaser da novela foi ao ar no dia 21 de janeiro de 2026 durante o intervalo de Três Graças. A novela também foi a primeira do horário das 18h a adotar um novo modelo de exibição, tendo seus capítulos reapresentados nas madrugadas, tal qual acontece na faixa das 19h desde Cara e Coragem (2022–23), sendo transmitida após o Jornal da Globo e aos sábados após o Supercine. Não irá ao ar nos dias 13 e 24 de junho de 2026 devido à cobertura de partidas da Copa do Mundo FIFA de 2026.

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Trilha sonora

Imagem: jonycunha · BY-SA · Openverse

A TV Globo divulgou no dia 17 de março de 2026, um dia após a estreia da novela, a trilha sonora da trama através de uma playlist no seu perfil oficial do Spotify:

Músicas africanas

Para ilustrar a narrativa sobre a África e representar a cultura do continente, a trilha sonora de A Nobreza do Amor também inclui as canções:

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Repercussão

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Estreou com 17,3 pontos, segundo dados consolidados do IBOPE, referentes à Região Metropolitana de São Paulo, correspondendo ao pior índice de uma estreia desde Lado a Lado (2012–13), que detinha o título de um primeiro capítulo menos assistido da história da faixa. Sua reapresentação registrou 4,2 pontos. O segundo capítulo registrou 17,1 pontos. O sexto capítulo registrou 13,6 pontos. Em 26 de março de 2026, impulsionada com o amistoso entre Brasil e França, a novela registrou 21,8 pontos, pico de 25,8 e share de 36%, sendo esse o seu primeiro recorde. Apesar de ter registrado índices abaixo do esperado em sua primeira semana ficando na casa dos 17 pontos, a novela passou a esboçar reação a partir de seu primeiro mês, registrando médias entre 18 e 20 pontos, mantendo a estabilidade no horário das seis.

Críticas

A Nobreza do Amor recebeu alguns elogios da crítica especializada pelos recortes raciais e o destaque para personagens negros da história, em especial Mundica (Samantha Jones), que foi um dos destaques dos críticos. Além disso, Alika (Duda Santos) foi outra personagem elogiada, destacando que o tom de Duda se diferencia bastante de Beatriz Dias em Garota do Momento (2024–25), trama ainda recente no horário, do mesmo modo que Samantha que participou recentemente de Vale Tudo (2025). Mesmo que alguns temas não sejam inovadores como a obsessão do vilão Jendal (Lázaro Ramos) por Alika e a ambientação da região nordeste, uma vez que ambos já foram abordados em Cordel Encantado (que inicialmente levou comparações com Nobreza pelo mesmo tema, acreditando ser um remake), Órfãos da Terra, Mar do Sertão, No Rancho Fundo e Êta Mundo Melhor!, a novela se destacou pelo tom correto desses núcleos sem estereótipos, somado também a ambientação da África e a cultura afro-brasileira. No caso de Cordel, os personagens Maria Cesária (Lucy Ramos) e Augusto Frederico Ávila III (Carmo Dalla Vecchia) fizeram uma rápida participação na trama, confirmando uma ligação entre os universos das duas novelas de Duca Rachid.

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