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A Saga de Gösta Berling

A Saga de Gösta Berling - em sueco Gösta Berlings saga - é o primeiro romance literário da autoria da escritora sueca Selma Lagerlöf, primeira mulher laureada com o Prêmio Nobel de Literatura, e publicado originalmente em 1891. É considerado um dos romances mais importantes da autora e obteve aclamação nacional e internacional, passando a figurar entre as leituras preferidas do público sueco.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Trama

Imagem: Gunner, Dan · CC0 · Openverse

O herói da saga, Gösta Berling, é um pastor luterano destituído do cargo por conta de sua vida desregrada. Vivendo como um mendigo, ele decide dar cabo da própria vida suicidando-se em meio à neve, porém é salvo pela toda poderosa Senhora de Ekeby, dona de sete grandes fundições da região as quais controla com mão de ferro. Dissuadindo-o da morte, a Senhora convence Gösta a se tornar um dos doze Cavaleiro de Ekeby, pensionistas que trabalham para ela em troca de uma vida fácil, repleta de bailes e regada a bebidas e diversão. Na véspera de Natal, Sintram, o cruel patrão da fundição de Fors, cujo maior prazer é disfarçar-se de Diabo, sela um pacto de sangue com Gösta Berling e os Cavaleiros de Ekeby que marcará a ruína e o fim de Värmland. A jornada de Gösta Berling é repleta de uma série de aventuras, encontros românticos, batalhas com as forças da natureza e criaturas místicas. Ao longo da narrativa, os temas de redenção, amor e o espírito duradouro da comunidade são explorados.

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Estilo da Obra

Imagem: · BY · Openverse

Com a sua trama pouco estruturada e o seu enredo imaginativo que ultrapassa os limites da realidade, Selma Lagerlöf desafiou os padrões habituais da época. Utilizando-se de elementos sobrenaturais provenientes de contos e lendas escandinavas - fantasmas, bruxas, duendes, ninfas, espíritos da natureza - e personagens excêntricos de diversas classe e camadas sociais, Selma Lagerlöf projeta uma imagem exótica da Värmland da década de 1820. Gösta Berling se apaixona muitas vezes por diferentes mulheres, e seus casos amorosos frequentemente terminam de maneira trágica. No entanto, estes acontecimentos dão origem a novas histórias, e esta teia de histórias é a força motriz de todo o livro. Embora Gösta Berling seja o personagem principal da obra de Selma Lagerlöf, existem muitas outras personalidades distintas e coloridas que provavelmente foram, pelo menos em parte, inspiradas por pessoas reais que viveram na Värmland do século XIX.

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Processo de Escrita

Segunda a própria Selma Lagerlöf, a ideia para o livro surgiu enquanto caminhava rapidamente pela Malmskillnadsgatan, uma famosa rua de Estocolmo, onde lhe sobreveio uma espécie de epifania na qual brilhou sobre ela o mundo de lendas e fábulas de Värmland em que estivera imersa durante toda a infância. A autora narra essa história em "En saga om en saga och andra sagor" [De Saga em Saga], um conto/ensaio de 1908: — A referida citação encontra-se transcrita em um placa inaugurada em 1999, na própria Malmskillnadsgatan, em homenagem à Selma Lagerlöf Nos anos que se seguiram, a autora tentou repetidamente escrever o livro de acordo com a receita do realismo vigente naquele período, porque “admirava os grandes mestres da época e nunca pensou que se pudesse usar uma linguagem diferente daquela que eles usavam”. Embora seu cérebro estivesse transbordando de histórias de fantasmas e amor selvagem, de belas damas e cavaleiros aventureiros, ela procurou escrever sobre isso com uma tranquila prosa realista, até que finalmente sua própria natureza assumiu o controle e ela decidiu "com toda humildade escrever o livro à sua maneira". Em sumo, ela empreendeu escrevê-lo apenas para seu próprio prazer e presumiu que o público iria ignorá-lo.

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Recepção Crítica

Inicialmente, A Saga de Gösta Berling obteve baixa vendagem e dividiu as opiniões da crítica pelo seu estilo excêntrico. Somente após o influênte crítico dinamarquês Georg Brandes publicar um artigo extremamente positivo à tradução dinamarquesa do livro, em 1893, foi que as avaliações começaram a melhorar e a vendagem do livro foi impulsionada. Em sua crítica publicada no jornal Politiken, Brandes escreveu: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

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Adaptações cinematográficas

Imagem: · BY · Openverse

A Saga de Gösta Berling foi transformado em filme em 1924 pelo diretor sueco Mauritz Stiller , que também escreveu o roteiro. A duração deste filme mudo é de 165 minutos. O papel título foi interpretado por Lars Hanson, e o papel de Elisabeth Dohna foi interpretado por Greta Garbo, então com 19 anos .

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Fontes consultadas

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