Katharine Hepburn
Katharine Houghton Hepburn foi uma atriz estadunidense. A carreira de Hepburn em Hollywood durou mais de 60 anos. Ela era conhecida por sua independência obstinada, personalidade espirituosa e franqueza, cultivando uma personalidade de tela que combinava com essa imagem pública, o que a fez interpretar regularmente mulheres sofisticadas e com muita força de vontade. Seu trabalho foi em uma variedade de gêneros, indo da comédia ao drama literário, o que lhe rendeu vários feitos, incluindo quatro prêmios Oscar, um Emmy e indicações para um Grammy e dois Prêmios Tony; o que a torna uma das poucas artistas a receber indicações para todos os quatro principais prêmios de entretenimento. Em 1999, Hepburn foi eleita pelo Instituto Americano de Cinema como a maior estrela feminina do cinema clássico de todos os tempos.
Katharine Houghton Hepburn nasceu em Hartford, Connecticut, em 12 de maio de 1907, a segunda de seis filhos. Seus pais eram Thomas Norval Hepburn (1879–1962), um urologista do Hospital Hartford, e Katharine Martha Houghton Hepburn (1878–1951), uma ativista feminista. Quando era criança, a mãe de Hepburn entrou em vários protestos a favor dos "votos das mulheres". Ambos os pais lutaram pela mudança social nos EUA: Thomas Hepburn ajudou a estabelecer a Associação de Higiene Social da Nova Inglaterra, que educava o público sobre doenças venéreas, enquanto Katharine Martha chefiava a Associação de Sufrágio Feminino de Connecticut, e mais tarde fazia campanha pelo controle de natalidade ao lado de Margaret Sanger. As crianças Hepburn foram criadas para exercer suas liberdades de expressão, e encorajadas a pensar e debater sobre qualquer assunto que desejassem. Seus pais foram criticados pela comunidade por suas visões progressistas, o que estimulou Hepburn a lutar contra as barreiras que encontrou. Hepburn disse que percebeu desde jovem que era o produto de "dois pais muito notáveis", e se creditou como "enormemente sortuda" por sua educação fornecer a base para seu sucesso. Ela permaneceu perto de sua família ao longo de sua vida.
"Pat and Mike" foi o último filme que Hepburn completou em seu contrato com a MGM, tornando-a livre para selecionar seus próprios projetos. Ela passou dois anos descansando e viajando, antes de se comprometer com o drama romântico "Quando o Coração Floresce" (1955). O filme foi filmado em Veneza, com Hepburn interpretando uma solteirona solitária que tem um caso apaixonado e repleto de amor. Ela descreveu isso como "uma parte muito emocional" e achou fascinante trabalhar com Lean. Por insistência própria, Hepburn caiu em um canal e desenvolveu uma infecção ocular crônica como resultado. O papel lhe rendeu outra indicação ao Oscar e foi citado como um de seus melhores trabalhos. Lean mais tarde disse que esse era seu favorito dos filmes que fez, e Hepburn sua atriz favorita. No ano seguinte, Hepburn passou seis meses em turnê pela Austrália com a companhia teatral de Old Vic, interpretando Pórcia em "O Mercador de Veneza", Catarina em "A Megera Domada", e Isabella em "Medida por Medida". A turnê foi bem-sucedida e Hepburn ganhou aplausos significativos pelo esforço.
Iniciando no teatro (1928–1932)
Hepburn deixou a universidade determinada a se tornar atriz. Um dia depois de ter se formado, viajou para Baltimore para conhecer Edwin H. Knopf, que dirigia uma bem-sucedida companhia de teatro. Impressionado com sua força de vontade, Knopf escalou Hepburn em sua produção atual, "The Czarina" ("A Czarina"). Ela recebeu boas críticas por seu pequeno papel, e a Printed Word descreveu seu desempenho como "atrativo". Recebeu o papel no show da semana seguinte, mas sua segunda apresentação foi menos bem recebida. Foi criticada por sua voz estridente, e então deixou Baltimore para estudar com um professor de voz em Nova Iorque. Knopf decidiu produzir "Um Romance em Veneza" em Nova Iorque, e escalou Hepburn como substituta da protagonista. Uma semana antes das apresentações começarem, a protagonista foi demitida e Katharine a substituiu, o que lhe deu um papel principal apenas quatro semanas depois do início de sua carreira no teatro. Na noite de estreia, Hepburn chegou tarde, misturou suas falas, tropeçou e falou rápido demais para ser compreendida. Ela foi imediatamente demitida e a protagonista original foi recontratada. Implacável, Hepburn juntou forças com o produtor Arthur Hopkins e aceitou o papel de uma colegial em "These Days". Sua estreia na Broadway aconteceu em 12 de novembro de 1928, no Teatro Cort, mas as críticas ao show foram ruins, e ele foi encerrado depois de oito noites. Hopkins prontamente contratou Hepburn como a substituta da atriz principal em "Holiday", peça de Philip Barry. No início de dezembro, depois de apenas duas semanas, ela desistiu de se casar com Ludlow Ogden Smith, um conhecido da faculdade. Hepburn planejava deixar o teatro para trás, mas começou a sentir falta do trabalho e rapidamente retomou o papel de substituta em "Holiday", que ocupou por seis meses.
Sucesso em Hollywood (1932–1934)
Um olheiro do agente Leland Hayward, de Hollywood, viu a performance de Hepburn em "The Warrior's Husband" e pediu que ela fizesse um teste para o papel de Sydney Fairfield em "Vítimas do Divórcio", o próximo filme da RKO Pictures. O diretor George Cukor ficou impressionado com o que viu: "Havia essa criatura estranha", lembrou ele, "ela era diferente de todas que eu já tinha ouvido". Ele gostou particularmente da maneira como ela pegou um copo: "Achei que ela era muito talentosa nessa ação". Oferecendo o papel, Hepburn exigiu US$ 1 500 por semana, uma grande quantia para uma atriz desconhecida. Cukor encorajou o estúdio a aceitar suas exigências e eles assinaram com Hepburn um contrato temporário, com uma garantia de três semanas. O chefe da RKO, David O. Selznick, contou que acatou uma "tremenda chance" ao escalar a atriz.
Contratempos na carreira (1934–1938)
Após o fracasso de "Spitfire" e "The Lake", RKO escalou Hepburn para "Sangue Cigano" (1934), baseado em um romance vitoriano de J. M. Barrie, na tentativa de repetir o sucesso de "Little Women". Não houve tal recorrência, e a produção foi um fracasso comercial. O drama romântico "Corações em Ruínas" (1935), com Charles Boyer, também foi mal-recebido e perdeu dinheiro. Depois de três filmes esquecíveis, o sucesso voltou a Hepburn com "A Mulher Que Soube Amar" (1935), a história do desespero de uma garota para subir socialmente. Hepburn adorou o livro e ficou encantada com a oferta do papel. O filme foi um sucesso e se tornou um dos favoritos de Hepburn, dando à atriz sua segunda indicação ao Oscar. Hepburn recebeu a segunda maior votação, depois da vencedora Bette Davis.
Ressurgimento (1939–1942)
Após o declínio em sua carreira, Hepburn tomou medidas para criar seu próprio veículo de retorno. Deixou Hollywood para procurar um projeto nos palcos e assinou contrato para estrelar a nova peça de Philip Barry, "The Philadelphia Story". O roteiro foi adaptado para mostrar a similaridade da atriz com a personagem socialite Tracy Lord, incorporando uma mistura de humor, agressão, nervosismo e vulnerabilidade. Howard Hughes, o parceiro de Hepburn na época, sentiu que a peça poderia ser seu ingresso de volta ao estrelato de Hollywood e comprou os direitos para um filme antes mesmo de estrear no palco. "The Philadelphia Story" primeiro excursionou pelos Estados Unidos, recebendo críticas positivas, e depois estreou em Nova Iorque, no Teatro Shubert, em 28 de março de 1939. Foi um grande sucesso financeira e criticamente, com 417 apresentações e depois uma segunda turnê de sucesso.
Desaceleração (1942–1949)
Em 1942, Hepburn voltou à Broadway para aparecer em outra peça de Philip Barry, "Without Love", que também foi escrita com a atriz em mente. Os críticos não ficaram tão entusiasmados com a produção, mas com a popularidade de Hepburn em alta, a peça durou 16 semanas. A MGM estava ansiosa para reunir Tracy e Hepburn para um novo filme e escolheu "Fogo Sagrado" (1942). Um filme de mistério com uma mensagem de propaganda sobre os perigos do fascismo, o filme foi visto por Hepburn como uma oportunidade de fazer uma declaração política digna. A produção recebeu críticas ruins, mas foi um sucesso financeiro, confirmando a popularidade do par criado por Tracy e Hepburn.
Expansão profissional (1950–1952)
A década de 1950 viu Hepburn enfrentar uma série de desafios profissionais e se esforçar mais do que em qualquer outro momento de sua vida em uma idade em que a maioria das outras atrizes começaram a recuar. Berg descreveu a década como "o coração de seu vasto legado" e "o período em que ela realmente se destacou". Em janeiro de 1950, Hepburn voltou aos palcos, interpretando Rosalinda em "Como Gostais", peça de Shakespeare. Ela esperava provar que poderia atuar em materiais já estabelecidos, e disse: "É melhor tentar algo difícil e fracassar do que esperar algo seguro o tempo todo". A peça estreou no Cort Theatre em Nova Iorque com um grande público, e foi esgotada depois de 148 shows. A produção então saiu em turnê. As críticas a Hepburn variaram, mas ela foi notada como a única protagonista de Hollywood que estava apresentando material de alto calibre nos palcos.
Imagem pública
Hepburn era conhecida por ser ferozmente reservada, não dando entrevistas nem falando com fãs durante grande parte de sua carreira. Hepburn se distanciou do estilo de vida conhecido pelas celebridades, desinteressada de uma cena social que via como tediosa e superficial, chegando a usar roupas casuais em público, o que ia fortemente contra as convenções em uma era de puro glamour. Ela raramente aparecia em público, até mesmo evitando restaurantes, e uma vez arrancou uma câmera da mão de um fotógrafo quando ele tirou fotos sem sua permissão. Apesar de seu zelo pela privacidade, ela gostou de sua fama e mais tarde confessou que não gostaria que a imprensa a ignorasse completamente. A atitude protetora em relação à sua vida privada derreteu à medida que envelhecia; começando com uma entrevista de duas horas no "The Dick Cavett Show" em 1973, tornou-se mais aberta ao público.
Relacionamentos
O único casamento de Hepburn foi com Ludlow Ogden Smith, um empresário da Filadélfia que ela conheceu enquanto estudava em Bryn Mawr. O casal se casou em 12 de dezembro de 1928, quando ela tinha 21 anos e ele 29. Smith mudou seu nome para S. Ogden Ludlow a pedido de Hepburn para que ela não fosse chamada de "Kate Smith", que considerava muito simples. Ela nunca se comprometeu totalmente com o casamento, decidindo priorizar sua carreira. A mudança para Hollywood em 1932 cimentou o distanciamento do casal. Hepburn pediu o divórcio em Yucatán em 30 de abril de 1934, e foi finalizado em 8 de maio. Hepburn muitas vezes expressava sua gratidão a Smith por seu apoio financeiro e moral nos primeiros dias de sua carreira, e em sua autobiografia ela se chamava de "uma porca terrível" por explorar o amor de seu ex-marido. A dupla permaneceu amiga até a morte dele em 1979.
Anos finais e morte
Hepburn declarou em seus oitenta anos: "Eu não tenho medo da morte. Deve ser maravilhoso, como um longo sono". Sua saúde começou a se deteriorar pouco depois de sua última aparição nas telas, e ela foi hospitalizada em março de 1993 por exaustão. No inverno de 1996, foi hospitalizada com pneumonia. Em 1997, ficou muito fraca, falando e comendo muito pouco. Amigos e familiares temiam que ela morresse devido a isso. Ela mostrou sinais de demência em seus últimos anos. Em maio de 2003, um tumor agressivo tomou conta do pescoço de Hepburn. A decisão tomada foi para não intervir medicamente, e ela morreu de parada cardíaca em 29 de junho de 2003, um mês após seu aniversário de 96 anos na casa da família Hepburn em Fenwick, Connecticut. Foi enterrado no Cemitério Cedar Hill em Hartford, também em Connecticut. Hepburn solicitou que não houvesse serviço memorial.
"Seus melhores filmes foram quando ela foi apresentada como uma mulher em seu cavalo alto com ideias ligeiramente pretensiosas, muitas vezes cômicas, sobre o mundo. Era para os homens derrubá-la e fazê-la se revelar uma boa garota, esportiva e democrática. Gostávamos da ideia de que pessoas aristocráticas seriam humanizadas por valores democráticos – no caso dela, por homens levemente rudes e bem-humorados". — O historiador e crítico de cinema Richard Schickel explica o papel típico de Hepburn e seu apelo. Segundo relatos, Hepburn não era uma atriz instintiva. Ela gostava de estudar o texto e a personagem com cuidado, certificando-se de conhecê-los completamente, e depois ensaiar o máximo possível e filmar várias tomadas de uma só cena. Com uma paixão genuína por atuar, ela se comprometia fortemente com cada papel, insistia em aprender todas as habilidades necessárias e realizava acrobacias. Ela era conhecida por aprender não apenas suas próprias falas, mas também as de suas co-estrelas. Comentando sobre sua motivação, Stanley Kramer disse: "Trabalho, trabalho, trabalho. Ela consegue trabalhar até todo mundo cair". Hepburn se envolveu na produção de cada um de seus filmes, fazendo sugestões para o roteiro e dando sua opinião sobre tudo, desde figurinos até iluminação e trabalho de câmera.
Hepburn é considerada uma figura cultural importante e influente. Ros Horton e Sally Simmons a incluíram em seu livro "Women Who Changed The World", que homenageia 50 mulheres que ajudaram a moldar a história e a cultura do mundo. Ela também é nomeada na lista das "300 Mulheres que Mudaram o Mundo", feita pela Encyclopædia Britannica, o livro "100 Mulheres Mais Importantes do Século 20", do Ladies Home Journal, "100 Ícones do Século", da revista Variety, e ela é a número 84 na lista dos "200 Maiores Ícones da Cultura Pop de Todos os Tempos", da VH1. Em 1999, Hepburn foi eleita pelo Instituto Americano de Cinema como a maior estrela feminina do cinema clássico de todos os tempos. Em relação ao legado cinematográfico de Hepburn, um de seus biógrafos, Sheridan Morley, disse que ela "quebrou o molde" para as mulheres em Hollywood, onde trouxe uma nova geração de mulheres cheias de força de vontade para as telas. O acadêmico de cinema Andrew Britton escreveu uma monografia estudando a "presença chave de Hepburn na Hollywood clássica, uma perturbação consistente e potencialmente radical", e aponta sua influência "central" em trazer questões feministas para o cinema.
Memoriais
Hepburn foi homenageada com vários memoriais. A comunidade Turtle Bay, na Cidade de Nova Iorque, onde manteve residência por mais de 60 anos, dedicou um jardim em seu nome em 1997. Após a morte de Hepburn em 2003, o cruzamento da East 49th Street com a 2nd Avenue foi renomeado para "Katharine Hepburn Place". Três anos depois, o Bryn Mawr College, alma mater de Hepburn, lançou o Katharine Houghton Hepburn Center. É dedicado tanto à atriz quanto à sua mãe, e incentiva as mulheres a abordar questões importantes que afetam seu gênero. O centro concede a Medalha Katharine Hepburn anual, que "reconhece as mulheres cujas vidas, trabalhos e contribuições incorporam a inteligência, o impulso e a independência da atriz quatro vezes vencedora do Oscar" e cujas premiadas "são escolhidas com base em seu compromisso e contribuições para as maiores paixões das mulheres e de Hepburn – engajamento cívico e artes". O Centro de Artes Culturais Katharine Hepburn foi inaugurado em 2009 em Old Saybrook, a localização da casa de praia da família Hepburn, que ela amava e possuiu mais tarde. O edifício inclui um espaço para performances e um museu focado em Katharine Hepburn.
Caracterizações
Hepburn é o tema de uma peça composta somente por uma mulher, "Tea at Five", escrita por Matthew Lombardo. O primeiro ato apresenta Hepburn em 1938, depois de ser rotulada como "veneno de bilheteria", e o segundo ato em 1983, onde ela reflete sobre sua vida e carreira. A peça estreou em 2002 no Hartford Stage. Hepburn foi retratada em "Tea at Five" por Kate Mulgrew, Tovah Feldshuh, Stephanie Zimbalist, e Charles Busch. Uma versão revisada da peça, eliminando o primeiro ato e expandindo o segundo, estreou em 28 de junho de 2019, no Huntington Theatre de Boston, com Faye Dunaway interpretando Hepburn. Feldshuh também apareceu como Hepburn em "The Amazing Howard Hughes" ("O Incrível Howard Hughes"), um telefilme de 1977, enquanto Mearle Ann Taylor mais tarde a retratou em "The Scarlett O'Hara War" ("A Guerra de Scarlett O'Hara"), de 1980. No filme biográfico de Howard Hughes, "O Aviador" (2004), dirigido por Martin Scorsese, Hepburn foi interpretada por Cate Blanchett, o que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz secundária. Isso marcou a primeira vez que uma atriz que interpretava uma atriz já vencedora do Oscar, ganhou um Oscar.
Durante sua carreira de 66 anos, Hepburn apareceu em 44 longas-metragens, 8 telefilmes e 33 peças. Sua carreira no cinema incluiu uma variedade de gêneros, incluindo comédias malucas, dramas de época e adaptações de obras dos principais dramaturgos estadunidenses. Ela apareceu nos palcos em todas as décadas de 1920 a 1980, interpretando peças de Shakespeare e Shaw, e um musical da Broadway.
Hepburn ganhou quatro Oscars, o número recorde para um artista, e recebeu um total de 12 indicações de Melhor Atriz — um número superado apenas por Meryl Streep . Hepburn também detém o recorde de maior intervalo de tempo entre a primeira e a última indicação ao Oscar, com 48 anos. Ela recebeu dois prêmios e cinco indicações do BAFTA, um prêmio e seis indicações do Emmy, oito indicações ao Globo de Ouro, duas indicações ao Tony, e prêmios do Festival de Cannes, Festival de Veneza, Associação de Críticos de Nova Iorque, People's Choice, e outros. Hepburn foi introduzida no American Theatre Hall of Fame em 1979. Ela também ganhou um Prêmio de Contribuição em Vida do Screen Actors Guild em 1979, e recebeu o Prêmio Kennedy, que reconhece uma vida de realizações nas artes, em 1990. Hepburn foi reconhecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pelas seguintes performances:


