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Tinta a óleo

A tinta a óleo é uma tinta de secagem lenta que consiste numa mistura de partículas de pigmento em suspensão num óleo secante, sendo o mais comum, o óleo de linhaça. A viscosidade da tinta pode ser alterada pela adição de solvente tal como a Terebentina ou Éter de petróleo. Pode ser adicionado Verniz para aumentar o brilho do filme de tinta a óleo seco. As tintas a óleo têm sido usadas na Europa desde o Século XII para decoração simples e adoptadas largamente a partir do inicio do Século XIV, como meio de expressão artística.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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História

A história do desenvolvimento da tinta de óleo e das datas de introdução dos vários componentes (Secantes, diluentes, etc) é ainda pouco compreendida, apesar de ser estudada desde o século XVIII. Existem muitas teorias e informações incorrectas e, em geral, tudo o que foi publicado até 1952 deve ser tratado com cautela e cepticismo. As pinturas a óleo mais antigas que se tem conhecimento datam do ano 650 d.C. e foram encontradas em 2009, em cavernas do Vale de Bamian no Afeganistão. De acordo com os estudos feitos, estas tintas de óleo eram feitas à base de óleos de noz e de papoila. Nas antigas civilizações do Mediterrâneo, Grécia, Roma e Egipto usaram óleos vegetais, mas existem poucas provas que foram usados como meio de expressão artística em pintura, pois o óleo de linhaça demorava muito tempo a secar e tinha tendência para escurecer e fissurar ao contrário do Mastique e da cera. Escritores gregos, como Aetius Amidenus registaram receitas envolvendo óleos secantes como o óleo de noz, óleo de papoila, óleo de cânhamo, óleo de pinho, óleo de rícino e óleo de linhaça. Quando espessos, os óleos ficavam resinosos e podiam ser usados como verniz para selar e proteger as pinturas da acção da humidade. Adicionalmente, quando se adicionava pigmento amarelo, podia ser usado como uma alternativa barata à douragem.

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A Resina

Características

As tintas de óleo tradicionais requerem um óleo que endureça gradualmente, formando um filme estável e impermeável. Esses óleos são chamados de óleos secantes ou sicativos que são caracterizados pelos seus altos níveis de ácidos gordos polinsaturados. Uma medida comum para medir as propriedades secantes destes óleos é o seu índice de iodo, o número de gramas de Iodo que 100 gramas de óleo podem absorver. Óleos com índices de Iodo maiores de 130 são considerados secantes. Entre 115 e 130 são considerados semi-secantes e os com índice de Iodo inferiores a 115 são não secantes. O óleo de linhaça possuiu um índice de Iodo entre 174 e 204. Quando expostos ao ar, os óleos secantes não sofrem o mesmo processo de evaporação que a água. Em vez disso, as suas cadeias insaturadas reagem com o oxigénio do ar, polimerizando por reticulação passando a um estado semi-sólido e mais tarde a sólido. A velocidade deste processo varia dependendo do óleo usado. É este processo lento que permite ao artista fazer alterações e/ou correcções à sua pintura.

Fontes dos óleos

A resina mais usada continua a ser o óleo de linhaça, obtido por esmagamento da semente da planta do linho. Apesar de os processos modernos usarem vapor e calor para a produção de variedades refinadas de óleo com menos impurezas, os artistas continuam a preferir as variedades obtidas por pressão a frio. Outras variedades vegetais Cânhamo, óleo de papoila, óleo de noz, óleo de girassol, óleo de cártamo e óleo de soja podem ser usados como alternativa à linhaça por uma variedade de razões. Por exemplo, o óleo de cártamo e o de papoila são mais pálidos que a linhaça e por isso permitem brancos mais vibrantes.

Extração e métodos de processamento

Assim que o óleo é extraído, podem ser adicionados aditivos para modificarem as suas propriedades químicas. Desta maneira consegue-se que a tinta seque mais rapidamente, ou possua níveis de brilho distintos. Assim sendo, as tintas de óleo modernas podem ter estruturas químicas complexas, as quais, por exemplo, podem aumentar a sua resistência aos raios ultravioleta ou uma aparência tipo Camurça.

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Pigmento

A cor das tintas de óleo deriva das partículas de pigmento que são misturadas à resina. Os pigmentos mais comuns incluem sais minerais como certos óxidos brancos, de zinco e titânio e vermelhos, óxido de ferro ou cádmio. Outra classe de pigmentos incluem os pigmentos de argilas naturais como o ocre ou a terra de siena. Por fim já estão disponíveis tintas de óleo com pigmentos sintéticos.

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Fontes consultadas

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