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La usurpadora

La usurpadora é uma telenovela mexicana produzida por Salvador Mejía e dirigida por Beatriz Sheridan para a Televisa e exibida pelo Canal de las Estrellas de 9 de fevereiro a 24 de julho de 1998. Foi exibida originalmente em 120 capítulos, tendo os primeiros 35 duração de meia hora e os demais, uma hora. Para a exibição internacional, no entanto, todos os capítulos passaram a ter uma hora de duração, sendo reduzidos a 102 no total. Substituiu María Isabel e foi substituída por El privilegio de amar. Foi escrita por Carlos Romero, sendo um remake da original venezuelana, exibida pela RCTV em 1971.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Produção

Imagem: lugar a dudas · BY-NC-SA · Openverse

As localidades retratadas na trama foram a Cidade do México (onde a trama se centrou, e onde a maior parte dela foi gravada), Cancún, Cuernavaca, Monterrey, Acapulco, Mônaco, Paris e o Havaí. A primeira atriz cogitada para o papel das gêmeas foi Thalía, que não aceitou, pois tinha de divulgar seu álbum mais vendido, o «Amor a la Mexicana». Vários outros nomes foram cotados, até que o autor Carlos Romero sugeriu a então desconhecida Gabriela Spanic, que havia participado do Miss Venezuela em 1992. Gabriela Spanic tem, na vida real, uma irmã gêmea: Daniela Spanic, que é modelo. Nos primeiros capítulos, quando as gêmeas Paulina e Paola apresentaram-se juntas em uma cena, Daniela Spanic trabalhou como dublê com Gabriela. Quando Daniela Spanic foi Paola, Gabriela Spanic foi Paulina e vice-versa. Eventualmente, Gabriela fez ambos os papéis usando truques gráficos durante o resto da telenovela. A Usurpadora não é a primeira novela em que Gabriela Spanic interpreta gêmeas e tendo sua irmã Daniela como dublê: elas já haviam trabalhado assim em Como tú, ninguna, telenovela da Venevisión em 1994. Em 2001, elas voltariam a retratar irmâs gêmeas em La intrusa, novamente produzida pela Televisa.

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Prolongamento

Imagem: lugar a dudas · BY-NC-SA · Openverse

La usurpadora ganhou uma continuação com o especial Más Allá de La Usurpadora, que se passa 1 ano após os eventos da primeira trama. Foi produzida também por Salvador Mejía Alejandre e dirigida por Beatriz Sheridan.O elenco principal da primeira trama foi mantido Gabriela Spanic volta como Paulina, assim como Fernando Colunga como Carlos Daniel. A nova antagonista é a personagem Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo. Foi exibida em quatro ocasiões no Brasil: em 1999, na primeira reprise de 2000, na quinta reprise de 2013 e na sexta reprise de 2015. A continuação é apresentada pelo SBT após o fim regular da telenovela, recebendo o nome de Além da Usurpadora, em 3 capítulos.

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Enredo

Imagem: lugar a dudas · BY-NC-SA · Openverse

Duas mulheres idênticas na aparência e distintas em sentimentos e personalidade se encontraram por casualidade e participam de um terrível plano. Paula Martins, uma mulher pobre e humilde, tem duas filhas gêmeas, Paola e Paulina, porém devido à situação lastimável de miséria em que vive, ela abandona Paola, que no futuro é adotada pela família rica Montaner. Já Paulina cresceu em extrema pobreza ao lado da mãe, enfrentando grandes dificuldades na vida, porém sem perder o bom caráter e a generosidade. Com o passar dos anos, Paulina cresceu e reveza seu tempo trabalhando como camareira em Cancún e cuidando da mãe, que está prestes a morrer devido a uma doença grave. Enquanto isso, Paola cresceu cercada de luxo, priorizando a riqueza acima de tudo e todos, se tornando uma mulher ambiciosa, dissimulada, fria e calculista. Paola é casada com Carlos Daniel Bracho, um empresário muito rico. Tendo casado apaixonado, com o tempo ela se torna infiel, sendo um milionário quase falido que está em seu segundo casamento e possui dois filhos: a esperta e encantadora Lizete e o rebelde e problemático Carlinhos. Carlos Daniel é paquerado por sua ambiciosa prima distante Leda Durán, que pretende ser a sua esposa quando ele se divorciar, mas, por ser casado, ele não corresponde às investidas da moça. Ardilosa, Paola também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso Willy, casado com a atormentada e fanática Estephanie Bracho, uma mulher amargurada e ressentida com a vida que veste-se de forma horrível. Paola também desperta o vício em álcool da sua sogra, Vovó Piedade Bracho, e trata mal os seus enteados.

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Lançamento e repercussão

Imagem: Televisa S.A. de C.V. · BY-SA · Openverse

Audiência

Em sua primeira transmissão brasileira no SBT, A Usurpadora foi um sucesso imediato, alcançando no Brasil um índice semanal de audiência entre 19, 20 e 21 pontos, segundo o Ibope. Cada ponto na época equivale a cerca de 80 mil telespectadores na Grande São Paulo. É um ótimo índice, principalmente quando se comparada com as audiências da época de Força de um Desejo, que tinha de 20 e 23 pontos. e de Suave Veneno, a novela mais vista da TV brasileira na ocasião, que atinge médias entre 35 e 38 pontos. Seu último capítulo exibido em 9 de novembro de 1999, teve picos de 30 pontos, com média de 27, para o SBT segundo o Ibope. Nas demais exibições, A Usurpadora conquistou também bons índices ao SBT, como aconteceu no capítulo exibido em 28 de fevereiro de 2005 da segunda reprise, a produção mexicana teve 13 pontos contra 20 de Laços de Família em Vale a Pena Ver de Novo sendo que, durante 55 minutos, a novela global venceu A Usurpadora por apenas quatro pontos (19 a 15). A trama foi subindo e em 7 de março de 2005, no horário das 14h53 às 15h44 concorrendo com Laços de Família, Rede Globo e SBT tiveram contagem média de 14 pontos no Ibope, sendo que o SBT chegou a apresentar um pico de 15 pontos. Cada ponto equivale a 49,5 mil domicílios. Mesmo com uma reprise de sucesso não conseguiu ganhar em nenhum momento de Laços de Família, ao contrário da reprise de Deus Nos Acuda que deixou o horário em baixa e foi encurtada.

Avaliação em retrospecto

Especialistas em novelas afirmaram que La usurpadora é um autêntico resgate dos folhetins franceses do século XIX, das radionovelas cubanas e das fotonovelas brasileiras. O novelão, como é conhecido na América Latina, tornou-se tema de estudos acadêmicos. O mestre em novelas pela USP, Mauro Alencar, é um de seus defensores: "Adoro A Usurpadora. A protagonista, Gabriela Spanic, é lindíssima. Vi em vários países o poder de atração dessa novela", diz. Ele descreve que é no cenário "paradisíaco" de Cancún, "o mais belo balneário mexicano", que se passa o folhetim melodramático, as mazelas da sociedade dividida entre ricos e pobres: "As pessoas têm de entrar nesse jogo de teleficção, onde a trama se torna verossímil. Acredito que falta um pouco de edição de imagens à A Usurpadora, além de uma melhor trilha sonora e um bom stock-shot (recurso de imagens gravadas)", afirmou Alencar, para quem a teledramaturgia permite a integração latino-americana, a ponto de se converter em tema de sua futura tese de doutorado.

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Exibição

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No México

Em seu país de origem, o primeiro capítulo de La usurpadora foi exibido no dia 9 de fevereiro de 1998, substituindo María Isabel na faixa das 21h pelo El Canal de las Estrellas com capítulos de 30 minutos. Durante sete semanas, dividiu o horário com as últimas semanas da telenovela Huracán, e por isso apresentou capítulos de 30 minutos. A partir de 30 de março de 1998, após o fim de Huracán passou a oferecer capítulos de uma hora, que somaram no total 120 capítulos, mais 1 capítulo duplo depois do final intitulado Más allá de La usurpadora que durou 2 horas, terminando com 122 capítulos e sendo sucedida no México por El privilegio de amar. Foi reprisada pelo seu canal original entre 11 de setembro de 2006 a 10 de janeiro de 2007 substituindo Vivo por Elena e sendo substituída por El privilegio de amar e pela segunda vez entre 10 de julho a 4 de outubro de 2024, substituindo Esmeralda e sendo substituída por Hasta que el dinero nos separe ás 14h30.

No Brasil

No Brasil, foi exibida pela primeira vez de 22 de junho a 9 de novembro de 1999, em 120 capítulos, substituindo a telenovela brasileira Pérola Negra, e sendo substituída pela telenovela mexicana inédita O Privilégio de Amar. Um sucesso imediato que, devido a isto, foi reprisada diversas vezes pelo SBT. Parte do sucesso se deveu à dublagem, realizada pelo estúdio Herbert Richers. Foi reprisada pela primeira vez pelo SBT entre 03 de julho, quase oito meses depois da sua primeira exibição, a 04 de dezembro de 2000 na sessão Tarde de Amor, em 101 capítulos, substituindo Passa ou Repassa e sendo substituída por Coração Selvagem. Foi reprisada pela segunda vez pelo SBT entre 3 de janeiro a 20 de maio de 2005, em 100 capítulos, substituindo Maria do Bairro e sendo substituída por A Madrasta.

Em Portugal

Foi exibida em Portugal pela RTP1 entre 25 de outubro de 1999 a 31 de março de 2000.

Exibição Internacional

A telenovela foi vendida para 120 países e traduzida em mais de 25 idiomas.

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Prêmios e indicações

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La usurpadora foi apelidada em espanhol, The queen of the ratings (A rainha dos votos), enquanto transmitida pela Univision, em 2000. Embora a telenovela mexicana tenha recebido votos massivos, ela faturou apenas um prêmio das premiações anuais Prêmio TVyNovelas de 1999, na categoria de "melhor direção de câmeras", além disso, a novela acabou perdendo na categoria principal da premiação, de "melhor telenovela" para sua sucessora, El privilegio de amar.

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Fontes consultadas

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