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Robert Taylor (ator estadunidense)

Robert Taylor, nome artístico de Spangler Arlington Brugh foi um ator estadunidense.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Era filho único de Spangler Andrew Brugh, um médico, e de sua esposa, Ruth Stanhope Brugh. Quando jovem, Spangler Arlinghton era tímido e muito estudioso, e estudava violoncelo. Muitas vezes, acompanhava o pai nas visitas domésticas que fazia como médico e assistia todo o seu trabalho - desde partos até amputações - mostrando-se muito interessado na profissão de Hipócrates. As amigas da mãe faziam comentários sobre sua beleza, e ela lhes dizia que estava determinado a manter o jovem Arlinghton "puro" e "melhor do que os outros meninos", e sempre repetia: "Mostre-me o que um menino de doze anos é, e eu lhe mostrarei o que ele será pelo resto de sua vida". No tempo em que cursava a universidade, Arlinghton já atingira a 1m80 de altura, sendo dotado de esplendorosos olhos azuis e belos cabelos castanhos escuros. Sua bela aparência e habilidade no tênis, além de outros esportes, lhe valeram grande popularidade. Esforçou-se por superar seus problemas de fala, e acabou por se dar muito bem como orador, com uma voz muito boa e bem articulada.

O primeiro teste e o nome artístico

Continuando os estudos em Neely Dixon, conseguiu um teste cinematográfico nos estúdios de Samuel Goldwyn, que não resultou em nada. Acidentalmente, despertou a atenção de Oliver Tinsdell, um instrutor dramático da MGM. Trabalhou arduamente com Tinsdell e, em fevereiro de 1934, foi premiado com um contrato de sete anos com a MGM, começando com 35 dólares por semana, com escala prevista para aumentos periódicos. Logo, surgiu a necessidade de um nome artístico para o novo ator. Ida Kiverman, secretária particular e braço direito de Louis B. Mayer, sugeriu Robert Taylor. A mãe - muito vaidosa - queria que fosse Robert Stanhope. Porém, prevaleceu a vontade de Mayer, e Robert Taylor foi o nome escolhido e mantido.

Os primeiros filmes

Nos estúdios, ninguém ignorava as pequenas possibilidades e o limitado talento do novo contratado, que tinha a seu favor um fato muito importante - fotografava excepcionalmente bem. Antes de arriscar um empréstimo à velha Fox, que necessitava de um ator jovem para fazer o namorado de Mary Carlisle, em Receita para a Felicidade/Handy Andy, em 1934, com o excelente Will Rogers, de quem Bob (apelido de Robert) Taylor diria mais tarde, que ele foi, em sua típica maneira americana, muito bondoso para com ele, e bastante encorajador. Na MGM, logo vieram O Tesouro Enterrado/Buried Loot, em 1935; Especialistas em Amor/Society Doctor, 1935; Cadetes do Ar/West Point of The Air, 1935; O Cruzador Misterioso/Murder in the Fleet, também de 1935, onde se firmou em definitivo como o ídolo de todas as moças, recebendo um volume de cartas de fãs que já ultrapassavam Clark Gable, o que provava que ele estava agradando. Na ocasião, Robert Taylor já ganhava 450 dólares por semana. Veio então Melodia da Broadway de 1936/Broadway Melody of 1936, em 1936.

O galã das maiores estrelas

Entre 1936 e 1939, Robert Taylor atuou ao lado de algumas das maiores estrelas de Hollywood: Janet Gaynor em Garotas do Interior/Small Town Girl (1936); Loretta Young em O Amor É Assim/Private Number (1936); Barbara Stanwyck em A Mulher que Eu Amo/His Brother's Wife (1936) e A Força do Coração/This Is My Affair (1936); Joan Crawford em Mulher Sublime/The Gorgeous Hussy (1937); Greta Garbo em A Dama das Camélias/Camillie (1937); Jean Harlow em Seu Criado, Obrigado/Personal Property (1937); Myrna Loy em Noite Feliz/Lucky Night (1939); e Hedy Lamarr em Flor dos Pântanos/Lady of the Tropics (1939).

A Dama das Camélias e Greta Garbo

Em razão dos trajes de época lhe caíram muito bem em Mulher Sublime, Louis B. Mayer e Irving Thalberg, chefes de produção da MGM, acharam que já era chegado a hora dele contracenar com a divina Greta Garbo. E isso aconteceu em Camille (br: A Dama das Camélias; pt: Margarida Gauthier) filme dirigido por George Cukor. Taylor esteve impecável como Armand Duvall, o ardente apaixonado de Marguerite Gautier. Dizem que foi Greta Garbo que o escolhera como galã, mas não foi bem isso. O que Mayer e Thalberg queriam mesmo era que o filme desse dinheiro e, para isso, nada melhor que reunir sua maior estrela, e o novo ator, cujo nome crescia a cada dia como uma das mais fortes rendas de bilheteria, e acertaram em cheio. Camille foi um dos campeões de bilheteria da década de 1930, e o segundo grande sucesso da carreira de Robert Taylor, valendo à Garbo a sua segunda indicação para o prêmio da Academia, na categoria de melhor atriz.

Barbara Stanwyck

Virginia Bruce, então em processo de divórcio com John Gilbert, foi a primeira sophisticated lady a ensinar Robert Taylor como se livrar da ascendência da mãe. Depois de alguns meses, o romance com a loura atriz terminou, pois a MGM insistia para que não houvesse casamento, uma vez que o público feminino preferia ver o novo ídolo com a imagem de "disponível". Bob contracenou com Barbara Stanwyck durante as filmagens de A mulher do meu irmão, mas eles já se conheciam pessoalmente, apresentados por Zeppo Marx, sócio de Stanwyck numa fazenda de criação de cavalos. Ele estava completamente desimpedido, e ela, em processo de divórcio com Frank Fay. Barbara havia passado por grandes dificuldades e era, em muitas coisas básicas, o oposto de Bob. Faltava-lhe uma sólida educação, havia perdido os pais muito cedo, e viera para Hollywood via Broadway. A Metro continuava a desaprovar qualquer ideia de casamento, e assim o namoro entre Barbara e Bob se estendeu por três anos, resultando em casamento somente em maio de 1939.

A década de 1940

Em 1940, Robert Taylor alcançou um dos seus maiores sucessos, num filme que ele havia considerado o melhor que havia feito, e no qual teve o seu desempenho preferido, A Ponte de Waterloo, sob a direção de Mervyn LeRoy. Vivien Leigh, que dois anos antes tivera um papel menor em um outro filme de Bob, Um Ianque em Oxford/A Yank at Oxford, de Jack Conway, tivera seu nome creditado antes do dele, devido ao resultado recente do magnífico triunfo de ... E o Vento Levou/Gone With the Wind, em 1939. Foi neste filme em que Robert Taylor apareceu com os caprichados bigodinhos que tão bem o identificaram em outros filmes posteriores, embora vez ou outra, os raspasse caso o papel exigisse, como Gentil Tirano/Billy The Kid, em 1941, seu primeiro western.

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