Genoveva de Paris
Santa Genoveva é a santa padroeira de cidade de Paris. Nas tradições católica romana e ortodoxa, foi uma virgem e santa católica francesa. Seu dia de festa é mantido em 3 de janeiro.
Infância e juventude
Genoveva nasceu por volta do ano 419[nota 1] em Nanterre, uma pequena vila francesa, a quase sete quilômetros ao oeste de Paris, filha de Severo e Gerontia, que provavelmente eram de origem germânica ou possivelmente franca. Uma vela é um de seus atributos mais comuns; ela é por vezes representada junta do diabo, que é dito ter soprado sua vela enquanto ela estava orando à noite. Santa Genoveva aparece no Martirológio de Jerônimo; seu vita apareceu vários séculos após sua morte, embora o hagiógrafo David Attwater afirme que o texto diz ter sido escrito por um contemporâneo de Genoveva, e que "sua autenticidade e valor são objeto de muita discussão". De acordo com o historiador Moshe Sluhovsky, o "Vida de Santa Genoveva" foi escrito no final do século VI, brevemente após sua morte, sendo baseado no vita de Martinho de Tours. Em 1310, a primeira edição francesa de seu vita foi publicada; em 1367, a primeira tradução francesa. Segundo David Farmer, "pouco se pode saber sobre ela com certeza, mas seu culto floresceu no âmbito do orgulho civil e nacional".
Vida posterior e morte
Após a morte de seus pais, Genoveva foi viver com sua madrinha Lutécia[nota 2] em Paris, devotando-se à oração e a trabalhos de caridade. Ficou severamente paralisada e quase morreu. Depois de sua recuperação, relatava ter tido visões do céu. Em Paris, ela se tornou admirada por sua piedade e devoção aos trabalhos caritativos. Jejuava, praticava "severa austeridade corporal", e a ascese, que incluía a abstenção de carne e a quebra de seu jejum apenas duas vezes por semana. Ela jejuou entre os 15 e os 50 anos, do domingo à quinta-feira e da quinta-feira ao domingo; sua dieta consistia em grãos e pão de cevada, e ela nunca fez uso de bebidas alcoólicas. Após ter completado 50 anos de idade, e por ordem de seus bispos, ela adicionou peixe e leite à sua alimentação. Devotamente, ela guardava vigília todas as noites de sábado, "seguindo os ensinamentos do Senhor sobre o servo que aguardava o retorno do mestre de uma festa de casamento".
De acordo com Jo Ann McNamara, durante os vários cercos dos francos a Paris, Genoveva tinha que convencê-los "que ela e seu Deus eram aliados que valia a pena se ter". A historiadora também afirma que ela "alinhou-se com os pobres e os conquistados contra o poder secular desenfreado". McNamara acredita, entretanto, que sua condição como uma mulher sem nenhum status oficial ou poder político "tornou-a inócua no contexto do poder secular" e relata que Genoveva inspirou os francos a respeitar os santos da Gália e forneceu evidências aos governantes de ambos os lados de que Deus respondia às suas orações. Ela diz, ainda, que "O poder, expresso por meio de milagres, protegeu Quilderico e seus sucessores da possibilidade de que qualquer misericórdia e indulgência que demonstrassem para com os santos e para com os pobres que defendiam pudesse ser interpretada como um sinal de fraqueza imprópria para um guerreiro". Sluhovsky afirma que curas milagrosas, as quais incluíam a restauração da visão aos cegos, a cura de mulheres paralíticas e a expulsão de demônios de pessoas possessas aconteceram tanto durante a vida de Genoveva quanto após sua morte.


