Juan Carlos da Espanha
Juan Carlos I, ou João Carlos I foi o Rei da Espanha de 1975 até sua abdicação em 2014. Após sua renúncia, ele continua a usar o título de rei com caráter honorário, mantendo o tratamento de "Sua Majestade", e tornou-se Capitão General das Forças Armadas na reserva, embora sem exercer funções constitucionais. Na Espanha, desde sua abdicação, Juan Carlos geralmente é chamado de "rei emérito" pela imprensa.
Nascido em Roma, Itália, onde seu avô paterno, o rei Afonso XIII, e a família real espanhola estavam exilados. Filho do Infante João, Conde de Barcelona e de sua esposa e prima, a Princesa Maria das Mercedes de Bourbon-Duas Sicílias, foi baptizado com os nomes de Juan Carlos Alfonso Víctor María pelo Cardeal Eugenio Pacelli, o futuro Papa Pio XII. Através de sua avó paterna, a rainha Vitória Eugénia de Battenberg, Juan Carlos era um tetraneto da rainha Vitória do Reino Unido. A infância e juventude de Juan Carlos foram largamente moldadas pelas considerações políticas do seu pai e do general Francisco Franco. Em 1948, mudou-se para Espanha, a fim de prosseguir os estudos, após o seu pai ter convencido Franco a permitir tal decisão. Iniciou a sua formação em San Sebastián e concluiu os estudos secundários, em 1954, no Instituto San Isidro, em Madrid. Posteriormente, ingressou no exército, realizando a sua formação de oficial entre 1955 e 1957 na Academia Militar de Saragoça. Segundo a sua irmã Pilar, enfrentou dificuldades nos estudos devido à dislexia.
Morte do irmão
Na noite de Quinta-feira Santa, 29 de março de 1956, o Infante Afonso faleceu na sequência de um acidente com arma de fogo ocorrido na residência da família, a Villa Giralda, no Estoril, na Riviera Portuguesa. A Embaixada da Espanha em Portugal emitiu então o seguinte comunicado oficial: Na manhã desse mesmo dia, Afonso vencera um torneio local de golfe juvenil, tendo posteriormente assistido à missa vespertina. Ao regressar a casa, subiu apressadamente ao quarto para se encontrar com o seu irmão Juan Carlos, que regressara de licença da escola militar para as férias da Páscoa. Ambos, Juan Carlos, com 18 anos, e Afonso, com 14, estariam alegadamente a manusear uma pistola automática Star Bonifacio Echeverria calibre .22LR, pertencente a Afonso. Como se encontravam sozinhos no quarto, as circunstâncias do disparo que vitimou o Infante permanecem pouco claras. Segundo o testemunho de Josefina Carolo, costureira da mãe de Juan Carlos, este teria apontado a arma a Afonso e puxado o gatilho, desconhecendo que a mesma se encontrava carregada. Bernardo Arnoso, amigo português de Juan Carlos, afirmou igualmente que este lhe dissera ter disparado acidentalmente a arma, sem saber que estava carregada, acrescentando que o projétil teria ricocheteado numa parede, atingindo Afonso no rosto. A escritora grega Helena Matheopoulos, que conversou com a irmã dos infantes, Pilar, relatou que Afonso estaria fora do quarto e, ao regressar, ao empurrar a porta, esta terá batido no braço de Juan Carlos, provocando o disparo acidental da arma.
Educação
Em 1957, Juan Carlos passou um ano na Escola Naval de Marín, em Pontevedra, e outro na Escola da Força Aérea em San Javier, na província de Múrcia. Entre 1960 e 1961, frequentou a Universidade Complutense de Madrid, onde estudou Direito, Economia Política Internacional e Finanças Públicas. Posteriormente, passou a residir no Palácio da Zarzuela e iniciou o desempenho de funções oficiais.
Casamento
Juan Carlos casou-se em 14 de maio de 1962 com a Princesa Sofia da Grécia e Dinamarca, filha do Rei Paulo da Grécia. A cerimónia realizou-se, em primeiro lugar, segundo o rito católico romano, na Igreja de São Dinis, seguida de uma cerimónia segundo o rito ortodoxo grego, na Catedral Metropolitana de Atenas. A princesa Sofia converteu-se da fé Ortodoxa Grega ao Catolicismo Romano. Do casamento nasceram três filhos: Ao longo da sua vida conjugal, Juan Carlos manteve várias relações extraconjugais, fato que afetou negativamente o seu matrimônio. Em 2021, o antigo responsável policial José Manuel Villarejo testemunhou que Juan Carlos teria recebido tratamento com hormonas para reduzir o desejo sexual, por se considerar que tal comportamento constituía um problema de Estado.
O regime ditatorial de Francisco Franco ascendeu ao poder durante a Guerra Civil Espanhola, um conflito que opôs um governo composto por democratas, anarquistas, socialistas e comunistas — apoiado pela União Soviética e por voluntários internacionais — a uma rebelião de conservadores, monárquicos, nacionalistas e fascistas, apoiados por Hitler e Mussolini. Os rebeldes acabariam por vencer o conflito. O governo autoritário de Franco manteve-se dominante em Espanha até à década de 1960. Com o avançar da idade do ditador, intensificaram-se os protestos oriundos da esquerda, ao mesmo tempo que as facções da extrema-direita exigiam o restabelecimento de uma monarquia absolutista de linha dura. Na época, o herdeiro legítimo ao trono da Espanha era o Infante D. João, Conde de Barcelona, filho do rei Afonso XIII. No entanto, Franco via-o com extrema desconfiança, considerando-o um liberal contrário ao seu regime.
Francisco Franco faleceu a 20 de novembro de 1975 e, dois dias depois, a 22 de novembro, as Cortes Espanholas proclamaram Juan Carlos como Rei da Espanha. No seu discurso perante as Cortes, Juan Carlos referiu-se a três fundamentos da sua ascensão: a tradição histórica, as leis nacionais e a vontade do povo, invocando assim um processo que remontava à Guerra Civil de 1936–1939. Prestou juramento com a seguinte fórmula: "Juro por Deus e pelos Santos Evangelhos cumprir e fazer cumprir as Leis Fundamentais do Reino e guardar lealdade aos Princípios do Movimento Nacional". A 27 de novembro, celebrou-se uma Missa do Espírito Santo na igreja de San Jerónimo el Real, em Madrid, para assinalar o início do seu reinado. Optou por não adotar os nomes régios de Juan III ou Carlos V, escolhendo em vez disso o nome de Juan Carlos I. Segundo relatos, Juan Carlos terá sido pressionado pelo então presidente francês Valéry Giscard d’Estaing a dizer pessoalmente ao ditador chileno Augusto Pinochet — que se deslocara a Espanha para o funeral de Franco — que não deveria participar na cerimónia da sua proclamação. No entanto, Pinochet acabou por estar presente na proclamação no Palácio das Cortes, em Madrid, mas não compareceu ao Te Deum que se seguiu. Em privado, Pinochet viria mais tarde a expressar o seu desagrado pelaquilo que considerou ser uma falta de reconhecimento, por parte de Juan Carlos I, do legado de Franco no seu discurso perante as Cortes.
Transição Espanhola
A ascensão de Juan Carlos ao trono encontrou relativamente pouca oposição parlamentar. Alguns membros do Movimiento Nacional votaram contra o seu reconhecimento como rei, e um número ainda maior votou contra a Lei para a Reforma Política de 1976. No entanto, a maioria dos membros do Movimiento apoiou ambas as medidas. Juan Carlos instituiu rapidamente reformas, o que gerou grande descontentamento entre os falangistas e os setores conservadores (monárquicos), especialmente no seio das Forças Armadas, que esperavam que o novo monarca mantivesse o Estado autoritário herdado de Franco. Em julho de 1976, Juan Carlos demitiu o primeiro-ministro Carlos Arias Navarro, que procurava prolongar as políticas franquistas, em oposição aos esforços de democratização do rei. Nomeou, em seu lugar, Adolfo Suárez, antigo dirigente do Movimiento Nacional, como chefe do governo.
Tentativa de Golpe de Estado
Uma tentativa de golpe militar, conhecida como 23-F, ocorreu a 23 de fevereiro de 1981, quando as Cortes foram ocupadas por membros da Guarda Civil, que invadiram a câmara parlamentar durante uma sessão. Durante o golpe, o Rei Juan Carlos, envergando o uniforme de Capitão-General das Forças Armadas, fez uma declaração pública transmitida pela televisão, apelando ao apoio inequívoco ao governo democrático legítimo. A transmissão televisiva é amplamente considerada como um fator determinante para o fracasso do golpe. Os líderes do golpe tinham prometido a muitos dos seus potenciais apoiantes que estavam a agir em nome do Rei e com a sua aprovação, mas não conseguiram apresentar qualquer prova nesse sentido. A intervenção televisiva — transmitida pouco depois da meia-noite — deixou clara a oposição do monarca aos golpistas.
Atuação na política espanhola
Como chefe de Estado, Juan Carlos "detinha poder político, expressava a sua opinião e exercia a sua influência na esfera económica, por exemplo, na área de fusões empresariais ou na formulação de políticas públicas durante o período de transição", analisa a jornalista Ana Pardo. A honra da família real é especificamente protegida contra insultos pelo Código Penal espanhol. Sob esta proteção, o independentista basco Arnaldo Otegi e os cartoonistas de El Jueves foram julgados e punidos. Em fevereiro de 2018, o rapper espanhol Valtònyc (Josep Miquel Arenas) foi condenado em Espanha a três anos e meio de prisão por injúrias à Coroa, devido a letras de suas músicas que faziam referências ao rei Juan Carlos. Após a condenação, fugiu para a Bélgica, onde a justiça belga recusou a sua extradição, considerando que as suas ações estavam protegidas pela liberdade de expressão.Em outubro de 2023, a pena prescreveu, permitindo-lhe regressar a Espanha sem risco de prisão. Valtònyc é considerado o primeiro músico espanhol a ser preso por suas letras desde a restauração da democracia na Espanha em 1977. Similarmente, o rapper espanhol Pablo Hasél também foi condenado pela justiça espanhola por injúrias e calúnias contra a monarquia espanhola. Sua posterior prisão gerou indignação e uma onda de protestos por toda a Espanha.
Viagem de caça em Botsuana
Em abril de 2012, o rei Juan Carlos enfrentou críticas generalizadas após uma viagem de caça a elefantes em Botsuana. A viagem tornou-se pública apenas depois que o monarca sofreu uma queda que resultou numa fratura no quadril, necessitando de ser transportado de emergência para Madrid, onde foi submetido a uma cirurgia. As autoridades espanholas afirmaram que as despesas da viagem não foram pagas pelos contribuintes nem pelo palácio, mas por Mohamed Eyad Kayali, um empresário de origem síria. Cayo Lara Moya, do partido Izquierda Unida, afirmou que a viagem do rei "demonstrou falta de ética e respeito por muitas pessoas neste país que estão a sofrer muito", enquanto Tomás Gómez, do Partido Socialista, afirmou que Juan Carlos deveria escolher entre "responsabilidades públicas ou uma abdicação". Em abril de 2012, o desemprego em Espanha estava em 23% e quase 50% entre os jovens. O El País estimou o custo total de uma viagem de caça em 44.000 euros, cerca do dobro do salário médio anual em Espanha. Uma petição pediu a demissão do rei do cargo de presidente honorário da filial espanhola do World Wide Fund for Nature. A própria WWF respondeu pedindo uma entrevista com o rei para resolver a situação. Em julho de 2012, a WWF Espanha realizou uma reunião em Madrid e decidiu, por 226 votos contra 13, destituir o rei da sua presidência honorária. Mais tarde, ele pediu desculpa pela viagem de caça.
Abdicação
Em 2013, a imprensa espanhola começou a especular sobre o futuro do rei Juan Carlos, após críticas públicas pela sua viagem de caça a elefantes em Botsuana e um escândalo de desvio de fundos envolvendo sua filha, Infanta Cristina, Duquesa de Palma de Mallorca e seu marido Iñaki Urdangarin (Caso Nóos). O secretário privado do rei, Rafael Spottorno, negou em uma coletiva de imprensa que a "opção de abdicação" estivesse sendo considerada. Na manhã de 2 de junho de 2014, o primeiro-ministro Mariano Rajoy anunciou publicamente que o rei Juan Carlos lhe comunicara a intenção de abdicar. Mais tarde, o rei fez um discurso televisionado e anunciou que abdicaria do trono em favor do príncipe das Astúrias. A Casa Real descreveu a escolha do rei como uma decisão pessoal que ele vinha contemplando desde seu 76º aniversário no início do ano. O rei teria dito: "Não queremos que meu filho definhe esperando como o príncipe Carlos".
Após a sua abdicação, Juan Carlos manteve um papel como representante institucional da Coroa. De junho de 2014 a junho de 2019, participou em várias cerimónias de posse presidencial na América Latina, incluindo a segunda posse de Juan Manuel Santos como presidente da Colômbia, a posse de Tabaré Vázquez como presidente do Uruguai e a posse de Mauricio Macri como presidente da Argentina. Além disso, representou a Coroa em diversos eventos culturais, desportivos, funerais e cerimónias de entrega de prémios. O antigo monarca esteve também presente nas celebrações do 40.º aniversário da Constituição espanhola de 1978. Em 27 de maio de 2019, Juan Carlos comunicou ao seu filho, Felipe VI, por meio de uma carta, a sua intenção de retirar-se da vida pública a partir de 2 de junho de 2019.
Investigações de corrupção
Em março de 2020, a procuradoria anticorrupção da Espanha fez um pedido formal ao Ministério Público suíço para investigar uma doação de 65 milhões de euros a uma conta bancária na Suíça em nome de Corinna Larsen, amante de Juan Carlos de 2004 a 2014, e oriunda de uma fundação no Panamá. O pedido de informações surge na sequência de as autoridades judiciais terem realizado um pedido semelhante a Madrid. Corinna Larsen afirmou que o dinheiro que recebeu do rei da Espanha em 2012 foi um presente por amor e por gratidão. Espanhóis e suíços suspeitam que a fonte do dinheiro é a Arábia Saudita e está relacionado com um alegado crime de suborno na construção da linha ferroviária de alta velocidade que liga Meca a Medina.
Bárbara Rey
Bárbara Rey (nascida María García, foi alçada à fama após ter sido Miss Espanha, tendo participado do Miss Mundo 1971 e depois se tornado vedete) foi amante de Juan Carlos entre 1976 e 1994. Havia sido o então Presidente do Governo, Adolfo Suárez, quem a havia apresentado ao rei em 1976. Depois os amantes passaram a se reunir num apartamento localizado em uma urbanização de Boadilla del Monte, sempre sob o "controle" e "proteção" dos serviços de Segurança do Estado, o Cesid (hoje CNI). Em 1994, Juan Carlos rompeu o relacionamento a atriz, que então começou a chantageá-lo com gravações de seus encontros íntimos que o Cesid sequer sabia existirem. Estima-se que ela tenha ganhado 4 milhões de euros para manter silêncio, mas em setembro de 2022 os áudios foram revelados numa série da HBO Max.
Corinna Larsen
Durante muitos anos, a imprensa falou sobre diversos relacionamentos extraconjugais de Juan Carlos, inclusive reportando que o casamento com Sofia havia fracassado apenas alguns anos após as bodas. Vários nomes de possíveis amantes foram vinculados ao rei, sendo o mais notório deles o de uma empresária alemã, Corinna Larsen. Diversas pessoas do entorno de Juan Carlos confirmaram a relação depois de sua abdicação, quando o assunto estava mais que nunca repercutindo na imprensa espanhola. Álvaro de Orleans, um parente do rei, disse em julho de 2020 que a relação dos dois lhe dava "calafrios". "Aquilo havia se transformado numa paixão muito forte. Havia se transformado em algo tóxico.
Alegações de assédio
Em 2020, Corinna Larsen, residente no Reino Unido, apresentou uma ação por assédio em Londres contra Juan Carlos, alegando que ele a pressionou a devolver o dinheiro que lhe foi dado após o término do relacionamento em 2012. Em 2022, Juan Carlos obteve ganho de causa numa apelação, sendo reconhecida a sua imunidade em relação às alegações referentes ao período de 2012 a 2014, quando ainda era rei. Em 2023, o Tribunal Superior de Inglaterra e País de Gales rejeitou o caso com base na falta de jurisdição, sem emitir julgamento sobre o mérito das alegações.
Autoexílio
Na tarde do dia 03 de agosto de 2020, inesperadamente, a Casa Real anunciou através de um comunicado que o rei Juan Carlos havia deixado a Espanha para proteger a instituição. Uma carta do ex-rei foi divulgada, onde se lia: "devido a repercussão pública que estão gerando certos acontecimentos passados da minha vida privada (…) comunico minha imediata decisão de transferir-me para fora da Espanha". A decisão repercutiu em toda imprensa espanhola e internacional. O El País da Espanha escreveu, por exemplo, uma matéria intitulada "Ascensão e queda de Juan Carlos I". Internacionalmente, houve matérias na BBC, CNN, Financial Times, Reuters, G1, entre outros.
Em 1972, Juan Carlos, um entusiasta da vela, competiu na classe Dragão nos Jogos Olímpicos, terminando em 15.º lugar. Durante as férias de verão, toda a família passava tempo no Palácio de Marivent (Palma de Maiorca) e no iate Fortuna, onde participavam em competições de vela. O rei integrou a tripulação da série de iates Bribón. No inverno, a família frequentemente praticava esqui em Baqueira-Beret e Candanchú (Pirineus). Atualmente, os seus passatempos incluem embarcações clássicas de vela. Ele também caça ursos; em outubro de 2004, irritou ativistas ambientais ao matar nove ursos no centro da Roménia, uma das quais estava grávida. Alegou-se pelas autoridades regionais russas que, em agosto de 2006, Juan Carlos abateu um urso domesticado embriagado (Mitrofan, o Urso) durante uma viagem de caça privada à Rússia; o Gabinete da Casa Real Espanhola negou esta alegação. É membro da Fundação Mundial Escutista e dos Filhos da Revolução Americana.
Em maio de 2010, foi removido um tumor benigno de 17 a 19 milímetros do pulmão direito do monarca, numa operação realizada sob anestesia geral no Hospital Clínic de Barcelona. A operação seguiu-se a um exame médico de rotina, e não foi necessário tratamento adicional. O rei foi tratado na Clínica Planas. Em abril de 2012, Juan Carlos sofreu uma queda durante uma caçada de elefantes em Botsuana, resultando numa fratura tripla da anca. Foi operado no Hospital San José, em Madrid. Em setembro de 2013, foi submetido a uma nova intervenção na anca esquerda no Hospital Quirón de Madrid. Em 24 de agosto de 2019, foi realizada uma cirurgia cardíaca no rei.
A sua vida entre 1948 e 1993 é retratada na minissérie de 2014 El Rey. A partir de 2021, estão em desenvolvimento quatro projetos televisivos destinados a retratar o ex-rei, alguns dos quais abrangem um período temporal mais amplo da Casa Real: Palacio Real. Brillo y tragedia de la monarquía española (Diagonal TV), El rey (The Mediapro Studio), El emérito (Mandarina Producciones) e XRey (Starzplay, Sony Pictures TV e The Weekend Studio).
Títulos e estilos
Em 1969, Juan Carlos foi nomeado sucessor do general Francisco Franco e recebeu o título de "Príncipe da Espanha". Com a morte de Franco em 1975, Juan Carlos ascendeu ao trono espanhol. A atual Constituição espanhola designa o monarca simplesmente como "Rei da Espanha". Além deste título, a Constituição permite o uso de outros títulos históricos relacionados à monarquia espanhola, sem especificá-los. Esta disposição foi reiterada por um decreto promulgado em 6 de novembro de 1987, que trata dos títulos dos membros da família real. Desde sua abdicação em 2014, o Rei Juan Carlos manteve, por cortesia, o título de rei e o tratamento de "Sua Majestade" que possuía durante seu reinado. Da mesma forma, conserva seu posto militar na reserva.
Brasão
A descrição heráldica do brasão de armas do Rei da Espanha está estabelecida na Regra número 1 do Título II do Real Decreto 1511/1977, de 21 de janeiro, que aprova o Regulamento de Bandeiras e Estandartes, Guiones, Insígnias e Distintivos.


