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Abdalazize da Arábia Saudita

Abdalazize da Arábia Saudita, também conhecido como Abdulaziz bin Abdul Rahman Al Saud ou Ibn Saud no Ocidente, foi um influente líder de guerra, estadista e religioso najdi. Ele é reconhecido como o fundador e primeiro Rei da Arábia Saudita, governando de 23 de setembro de 1932 até sua morte em 1953. Sua ascensão ao poder começou em 1902, e ele deteve vários títulos, incluindo Emir, Sultão, Rei de Négede e Rei de Hejaz, antes da unificação do reino.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 04/10/2026

Pontos-chave

  • Abdalazize Al Saud foi o fundador e primeiro Rei da Arábia Saudita, reinando de 1932 a 1953.
  • Ele reconquistou Riade em 1902, marcando o início do terceiro Estado saudita e sua ascensão ao poder.
  • A descoberta de petróleo em 1938 impulsionou o poder e a influência do reino sob seu governo.
  • Ibn Saud unificou diversas tribos nômades e impôs a ideologia wahhabista no novo reino.
  • Ele estabeleceu as bases das relações modernas entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.
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Origens e Juventude de Ibn Saud

A família Al Saud, com forte presença na Arábia central por 130 anos, havia estabelecido o primeiro Estado saudita, o Emirado de Diriyah, sob a influência do Wahhabismo, até sua destruição no início do século XIX. Abdulaziz bin Abdul Rahman, ou Ibn Saud, nasceu em 15 de janeiro de 1876 em Riade. Ele era o quarto filho de Abdul Rahman bin Faisal, um dos últimos governantes do Emirado de Négede, o segundo Estado saudita. Sua mãe era Sara bint Ahmed Al Sudairi. Ibn Saud tinha vários irmãos e meio-irmãos que desempenharam papéis no governo saudita e recebeu educação religiosa em Riade.

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Exílio e a Reconquista de Riade

Em 1891, os Al Saud foram forçados ao exílio após a conquista de Riade pelos rivais Al Rashid. Ibn Saud, então com 15 anos, e sua família buscaram refúgio com a tribo Al Murrah, no deserto, e depois no Catar e Bahrein, antes de se estabelecerem no Kuwait por quase uma década. Lá, Ibn Saud desenvolveu uma relação com o governante Mubarak Al Sabah. Em 14 de novembro de 1901, ele liderou uma expedição ao Négede, visando tribos associadas aos Rashidis. Apesar dos pedidos para cancelar o plano, Ibn Saud persistiu e, na noite de 15 de janeiro de 1902, ele e 40 homens invadiram Riade, matando o governador rashidi Ajlan. Essa reconquista marcou o início do terceiro Estado saudita.

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Ascensão ao Poder e Consolidação

Após a captura de Riade, Ibn Saud, um líder carismático, atraiu muitos apoiadores e, nos dois anos seguintes, recuperou quase metade do Négede dos Rashidis. Em 1904, os otomanos intervieram em apoio aos Rashidis, infligindo uma derrota a Ibn Saud. No entanto, ele reagrupou suas forças e iniciou uma guerra de guerrilha, interrompendo as rotas de suprimento otomanas e forçando-os a recuar. Em fevereiro de 1905, os otomanos mudaram de aliança, nomeando Ibn Saud como qaimmaqam do Négede do sul. A vitória de Ibn Saud em Rawdat Muhanna, em outubro de 1906, onde Abdulaziz Al Rashid morreu, encerrou a presença otomana na região e fortaleceu a preeminência saudita, embora tenha tensionado sua aliança com Mubarak Al Sabah.

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Petróleo e Transformações no Governo

A descoberta de petróleo na Arábia Saudita em 1938, após uma concessão à Chevron Corporation em 1933, trouxe imenso poder e influência a Ibn Saud. Em 1944, ele concedeu autoridade substancial sobre os campos de petróleo a empresas americanas. Desde 1915, um pacto de 'amizade e cooperação' com a Grã-Bretanha ajudou a controlar sua milícia. A riqueza do petróleo permitiu-lhe forçar tribos nômades a se estabelecerem, acabando com 'pequenas guerras' e vendetas. Ele impôs amplamente a ideologia wahhabista, incluindo o fim de ritos de peregrinação tradicionais. Após a supressão da revolta dos Ikhwan em 1929, a década de 1930 consolidou a ideologia de Ibn Saud, encerrando quase 1.400 anos de práticas religiosas aceitas em torno do Hajj.

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Guerras e Acordos de Fronteira

Após a unificação do Reino da Arábia Saudita, Ibn Saud focou na segurança de suas fronteiras. O principal conflito foi a Guerra Saudita-Iemenita de 1934, motivada por disputas territoriais em Asir, Jazan e Najran. As forças sauditas avançaram rapidamente, e a guerra terminou com o Tratado de Taif, que reconheceu a soberania saudita sobre as regiões disputadas, enquanto Ibn Saud retirou suas tropas de territórios iemenitas ocupados. Além disso, ele trabalhou para estabilizar a fronteira norte, reprimindo incursões não autorizadas dos Ikhwan em mandatos britânicos e assinando acordos de fronteira, como o Tratado de Hadda, para garantir relações pacíficas com os vizinhos haxemitas sob arbitragem britânica.

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Ações de Caridade de Ibn Saud

A generosidade de Ibn Saud era amplamente conhecida e lhe rendeu grande respeito entre seu povo. O rei frequentemente direcionava dinheiro aos empobrecidos, o que fazia com que sua aparição fosse ansiosamente aguardada em aldeias, cidades e até no deserto. Há relatos de que ele ordenou a entrega de dez sacos de dinheiro a uma idosa e, ao perceber sua dificuldade em transportá-lo, providenciou ajuda para levá-lo até sua casa. Em outra ocasião, ao encontrar um idoso com frio e sem roupas adequadas, Ibn Saud removeu sua própria capa para doá-la e ofereceu um estipêndio para suas despesas diárias. Essas ações solidificaram sua imagem de líder compassivo.

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Últimos Anos e Encontros Históricos

Ibn Saud manteve a Arábia Saudita neutra na Segunda Guerra Mundial, embora fosse geralmente visto como favorável aos Aliados. Contudo, em 1938, ele concedeu refúgio ao embaixador alemão Fritz Grobba, após um ataque a um oleoduto britânico no Iraque ser ligado a ele. Relatos indicam que ele desfavorecia os britânicos a partir de 1937. Nos últimos estágios da guerra, Ibn Saud teve encontros cruciais: com o presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt em 14 de fevereiro de 1945, a bordo do USS Quincy, que estabeleceu as bases das futuras relações EUA-Arábia Saudita; e com o primeiro-ministro britânico Winston Churchill em fevereiro de 1945, um encontro que os sauditas consideraram improdutivo, focado na questão da Palestina.

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Vida Pessoal e Legado Familiar

Ibn Saud era notavelmente alto para sua época, com uma altura entre 1,85 m e 1,88 m. Ele possuía uma personalidade encantadora e carismática, o que lhe rendeu respeito. Sua família o descrevia como um homem afetuoso e cuidadoso. Teve vinte e duas consortes, muitos de seus casamentos arranjados para formar alianças. Além das esposas legais, mantinha concubinas. Foi pai de quase cem filhos, incluindo 45 meninos. Em 1924, um de seus cônjuges tentou envenená-lo, resultando em pouca visão em um olho, mas ele a perdoou e se divorciou. Suas consortes favoritas incluíam Al Jawhara, Hussa, Munaiyir e Shahida.

Relações com Membros da Família

Ibn Saud era muito próximo de sua tia paterna, Jawhara bint Faisal, que o inspirou desde jovem a recuperar a glória da Casa de Saud. Durante o exílio no Kuwait, ela o motivou a retornar ao Négede. Bem-educada em islamismo, costumes árabes e relações tribais, Jawhara foi uma conselheira confiável e influente, a quem o rei consultava sobre governantes passados e lealdades tribais. Ela era respeitada pelos filhos do rei e ele a visitava diariamente até sua morte por volta de 1930.

Tentativas de Assassinato

Em 15 de março de 1935, durante o Hajj, três homens armados de Omã tentaram assassinar Ibn Saud. Ele sobreviveu ileso graças à intervenção do príncipe herdeiro, e os atacantes foram mortos por guarda-costas. Outra tentativa ocorreu em 1951, quando o capitão Abdullah Al Mandili da Força Aérea Real Saudita tentou bombardear o acampamento do rei de um avião. A tentativa falhou, e Al Mandili fugiu para o Iraque com ajuda tribal.

Sucessor

O filho mais velho de Ibn Saud, Turki, príncipe herdeiro dos Reinos de Négede e Hejaz, morreu aos 18 anos. Em 1933, Ibn Saud nomeou seu segundo filho, Príncipe Saud, como herdeiro, apesar das disputas com seu irmão Muhammad bin Abdul Rahman, que queria seu filho Khalid como sucessor. Antes de sua morte, o rei favorecia o Príncipe Faisal como sucessor devido ao seu vasto conhecimento e experiência em guerra e diplomacia, reconhecendo-o como o mais capaz. No entanto, ele manteve o Príncipe Saud como príncipe herdeiro para garantir a estabilidade.

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Visões e Políticas de Ibn Saud

Ibn Saud enfatizava a importância da religião e dos direitos herdados para o Estado e seu povo, afirmando: 'Duas coisas são essenciais para nosso Estado e nosso povo ... religião e os direitos herdados de nossos pais.' Ele também expressou uma atitude encorajadora em relação à educação feminina, declarando: 'É permitido que as mulheres leiam'. Embora mantivesse servos e regulasse a escravidão em 1936, foi seu filho, o rei Faisal, quem a aboliu em 1967. Sobre os britânicos, ele disse: 'Os ingleses são meus amigos, mas caminharei com eles apenas até onde minha religião e honra permitirem'. Suas visões sobre os Estados Unidos eram mais positivas, especialmente em finanças; em 1947, ele preferiu fazer negócios e contrair dívidas com os EUA em vez de outras nações ou agências internacionais.

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Morte e Legado

Nos seus últimos anos, Ibn Saud sofreu de doença cardíaca, semicegueira e artrite. Em outubro de 1953, sua condição piorou. Na noite de 8 de novembro, ele recitou a shahada várias vezes, suas últimas palavras. Faleceu dormindo de um ataque cardíaco no Palácio Shubra, em Ta'if, em 9 de novembro de 1953, aos 77 anos, com o príncipe Faisal ao seu lado. A oração fúnebre foi realizada em Al Hawiyah, Ta'if, e seu corpo foi levado para Riade, onde foi sepultado no Cemitério de Al Oud, ao lado de sua irmã Noura. O presidente dos EUA, Dwight D. Eisenhower, e o secretário de Estado, John Foster Dulles, emitiram mensagens lamentando sua morte, destacando suas realizações como estadista.

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Fontes consultadas

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