Abdul Fatah Khalil Al-Sisi
Abdel Fattah Saeed Hussein Khalil el-Sisi, mais conhecido como General Sisi, é um militar e político egípcio, atual presidente do Egito desde 2014. Desde agosto de 2012 é o chefe das Forças Armadas e o ministro da Defesa do país transcontinental. Tornou-se protagonista no golpe de Estado que derrubou Mohamed Morsi, o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito. Em maio de 2014 foi eleito o novo presidente do Egito. Em 1 de abril de 2018, foi reeleito com 97,08% para um novo mandato de presidente em uma eleição contestada com acusações de fraude.
Filho de pequenos negociantes do bairro de Gamalaya, no Cairo, a escolaridade de Sisi foi rapidamente assumida pelo Exército, e ele se formou na academia militar em 1977. Estudou ciências militares no Egito, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Casado e pai de quatro filhos, o militar passou por diferentes postos de responsabilidade nas fileiras do Exército, desde o comando do batalhão de Infantaria Mecanizada a chefia do departamento de Inteligência Militar das Forças Armadas. Também ocupou o cargo de adido militar na Arábia Saudita, o que lhe rendeu projeção internacional entre os países do Golfo Pérsico. Em agosto de 2012, foi nomeado ministro da Defesa pelo então presidente Mohamed Morsi, tornando-se o mais jovem militar a assumir o cargo de chefe das Forças Armadas do país. A iniciativa foi interpretada, na época, como uma "reforma" na hierarquia militar que consolidava a autoridade de Morsi, mas também era visto como um homem de confiança entre os líderes islamitas. Mas a ruptura veio ainda naquele ano, quando a Irmandade Muçulmana pretendeu aprovar seu projeto de Constituição ao qual os militares se opunham. O general Sisi tentou fazer uma conciliação, mas foi ignorado. A partir de então, sob o comando de Sisi, o Exército continuou a atuar como uma força autônoma no Egito. Em janeiro de 2013, quando milhares de egípcios voltaram a se manifestar, desta vez contra Morsi, o general comentou que o conflito entre o governo e oposição poderia levar ao "colapso" do Estado. Em julho do mesmo ano, os militares pressionaram pela renúncia de Morsi, que ao se recusar, acabou deposto por um Golpe de Estado formalizado por Sisi.


