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Escada Imóvel

A Escada Imóvel é uma escada de madeira encostada na janela direita no segundo andar da fachada da Igreja do Santo Sepulcro na Cidade Velha de Jerusalém. A escada repousa sobre uma saliência e abaixo de uma janela de propriedade da Igreja Apostólica Armênia. A escada é um símbolo de disputas interdenominacional dentro do Cristianismo. Sua presença em sua localização atual simboliza o cumprimento de um acordo entre seis denominações cristãs, que coletivamente são donas da igreja, de não mover, consertar ou alterar nada na igreja sem o consentimento de todas as seis denominações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

O aparecimento da Escada Imóvel na fachada da Igreja do Santo Sepulcro está ligado aos conflitos entre denominações cristãs pelo controle dos santuários do Santo Sepulcro e à divisão da igreja entre seis denominações cristãs. Várias partes da igreja são atualmente de propriedade da Igreja Católica, Igreja Ortodoxa Grega, Igreja Apostólica Armênia, Igreja Ortodoxa Siríaca, Igreja Ortodoxa Etíope e Igreja Ortodoxa Copta. A escada aparece representada em todas as fotos e todos os desenhos feitos da igreja desde, pelo menos, 1835.

Contexto

A luta pelo controle dos santuários cristãos em Jerusalém remonta aos acontecimentos descritos no Novo Testamento. A partir do século XVI, os conflitos entre cristãos pelo direito de controlar os santuários tornaram-se progressivamente mais violentos. Quase todas as denominações cristãs participaram desses conflitos, mas os católicos e os cristãos ortodoxos gregos — comunidades mais numerosas, ricas e influentes na época — eram particularmente mais hostis entre si. Durante o período em que Jerusalém esteve sob o domínio dos mamelucos do Egito (nos séculos XIV e XV), os franciscanos, em virtude das monarquias europeias que lhes ofereceram apoio financeiro e político, conseguiram se estabelecer como os verdadeiros "guardiões do Santo Sepulcro", bem como de outros lugares sagrados. Os ortodoxos gregos, buscando contestar os direitos concedidos aos franciscanos, apresentaram um documento supostamente recebido do califa Umar no século VII, transferindo a eles todos os direitos aos santuários cristãos. Em resposta, os católicos questionaram a autenticidade de tal documento, acusando-o de ser uma falsificação posterior, e ressaltaram que no século VII o cristianismo ainda estava unificado, então o decreto do califa, ainda que genuíno, se aplicaria a todas as denominações cristãs sem restrição. Os católicos também se referiram a sua continuidade com os cruzados e acusaram os ortodoxos de terem se recusado a participar nas Cruzadas.

Propósito da escada

Existem várias teorias sobre os usos originais da escada. Uma teoria sugere que os monges armênios usavam a cornija e a escada para levar água e comida através de uma corda. Isso teria sido feito para evitar sair da igreja e pagar a taxa de entrada cobrada pelas autoridades otomanas. No lado esquerdo da entrada da igreja, havia um local onde os guardas turcos ficavam posicionados. A taxa de entrada na igreja (conhecida como kaffar) chegava a 500 piastras. Para acessar as áreas atrás das janelas do segundo nível, era necessário passar pelo território pertencente à Igreja Grega, o que às vezes era impossível. A cornija servia como um local para os monges tomarem um pouco de ar fresco, pois alguns deles, para evitar pagar aos turcos pela entrada, não saíam da igreja durante meses, ou mesmo anos.

Firmã do Sultão de 1757 e Status Quo

O registro mais antigo da escada está em uma gravura de 1728 feita por Elzearius Horn . Em 1757, no mesmo ano em que o Status Quo foi introduzido, o sultão otomano Abdul Hamid I mencionou a escada num firmã (um tipo de decreto real), e como tudo deveria ser deixado "como estava", de acordo com o firmã, a escada também teve de permanecer como estava. Uma litografia de 1842 de David Roberts também mostra a escada no lugar. A primeira fotografia que mostra a escada data da década de 1850. No final do século XIX, a escada estava sendo usada para levar comida aos monges armênios presos pelos turcos. Relatos turcos mencionam que a escada era usada por monges armênios para limpar as janelas acima da saliência. A cornija bizantina onde a escada se apoia tem sido usada pelo público durante os festivais.

Simbolismo e remoções

Desde então, escada foi ganhou um significado simbólico. A presença da escada em seu lugar significa a observância de um acordo entre seis denominações cristãs donas da igreja: não mover, consertar ou alterar nada na igreja sem o consentimento de todas as seis denominações. Durante sua peregrinação à Terra Santa em 1964, o Papa Paulo VI referiu-se à escada como um “símbolo visível da divisão no cristianismo” e um “símbolo visível da adesão ao "Statu Quo". Em 1997, a escada foi puxada pela janela e escondida atrás de um altar por um protestante com a intenção de "mostrar a tolice da discussão sobre de quem é a saliência". Ele foi devolvido à saliência semanas depois, e uma grade foi instalada na janela. Em 2009, a escada foi colocada contra a janela esquerda por um curto período antes de ser movida de volta.

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Fontes consultadas

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