Abede Adar ibne Cuçai
Abede Adar ibne Cuçai foi um proeminente líder coraixita durante a Época da Ignorância. Filho de Cuçai ibne Quilabe e Huba binte Hubexia, ele fundou o ramo dos abedadaritas. Seu pai o designou como seu sucessor na administração de Meca e da Caaba, confiando-lhe as principais magistraturas religiosas e políticas da cidade. Abede Adar desempenhou um papel crucial na organização institucional dos coraixitas. A disputa pela sucessão de seu pai entre sua linhagem e a de seu irmão, Abede Manafe ibne Cuçai, levou a uma redistribuição das magistraturas em Meca, moldando a estrutura administrativa da cidade até o surgimento do Islã.
Pontos-chave
- Abede Adar ibne Cuçai foi um líder coraixita e fundador dos abedadaritas.
- Seu pai, Cuçai ibne Quilabe, o nomeou sucessor na administração de Meca e da Caaba.
- Ele recebeu as principais magistraturas religiosas e políticas da cidade.
- A disputa com seu irmão Abede Manafe resultou na divisão das magistraturas.
- Essa divisão administrativa perdurou até a era islâmica.
Abede Adar, o filho mais velho de Cuçai ibne Quilabe e Huba binte Hubexia, teve vários irmãos, incluindo Abede Manafe, Abede Aluzá, Abede Cuçai e Hinde. Por volta de 480, Cuçai, antes de falecer, nomeou Abede Adar como seu sucessor. A ele foram confiadas a administração da Dar Anadua, a guarda da Caaba e suas chaves (sidana ou hijaba), o fornecimento de água aos peregrinos (sicaia), a hospitalidade aos visitantes do santuário (rifada), o porte do estandarte (liva) e o comando militar (quiada). Logo após a morte de Cuçai, Abede Manafe e seus descendentes contestaram essa sucessão, argumentando possuir maior prestígio entre os coraixitas. A tribo se dividiu em duas facções: os mutaiabitas, apoiadores de Abede Manafe, e os alafitas, que apoiavam Abede Adar. Embora o conflito ameaçasse escalar para uma guerra, um acordo foi alcançado. Abede Adar e seus descendentes mantiveram a administração da Dar Anadua, a guarda da Caaba, o porte do estandarte e as funções relacionadas à custódia do santuário. Em contrapartida, a sicaia, a rifada e a quiada foram transferidas para Abede Manafe e sua linhagem. Essa partilha estabeleceu de forma duradoura a distribuição das magistraturas entre os ramos coraixitas. A hijaba e a sidana permaneceram hereditárias entre os abedadaritas, sendo exercidas por seus descendentes até a Conquista de Meca, quando Maomé confirmou sua permanência na família. A quiada, posteriormente, passou para Abede Xemece ibne Abede Manafe e seus descendentes. Já a sicaia e a rifada continuaram com os descendentes de Haxime ibne Abede Manafe, fortalecendo a influência política dos abedemanafitas sem diminuir o prestígio religioso da linhagem de Abede Adar.


