Game of Thrones
Game of Thrones é uma série de televisão norte-americana criada por David Benioff e D. B. Weiss, baseada na série de livros A Song of Ice and Fire de George R. R. Martin. Eleita como a melhor série de TV do século XXI em 2020, numa votação popular feita pela revista Digital Spy, Game of Thrones foi transmitida originalmente pelo canal HBO entre 17 de abril de 2011 a 19 de maio de 2019. No elenco principal estão Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Iain Glen, Michelle Fairley, Richard Madden, Kit Harington, Sophie Turner, Maisie Williams, Isaac Hempstead Wright, entre outros.
A tensão sobre quem irá ficar com o Trono de Ferro aumenta. Daenerys finalmente consegue chegar em Westeros, ocupar Pedra do Dragão — ilha ancestral dos Targaryen —, e iniciar os combates iniciais contra os exércitos de Cersei Lannister. Cersei ganha vantagem ao se aliar com o autoproclamado rei das Ilhas de Ferro, Euron Greyjoy, e sua Frota de Ferro. As irmãs Arya e Sansa Stark se reencontram em Winterfell, e precisam superar armadilhas de cunho político para se manter unidas. À procura de um minério que pode ajudar no combate contra os Caminhantes Brancos — criaturas místicas que querem dominar Westeros —, Jon Snow vai ao encontro de Daenerys em Pedra do Dragão. Ela é convencida por Jon sobre as criaturas e chega a conhecer a crueldade do Rei da Noite, que não mede esforços para dominar os Sete Reinos. O Rei da Noite, ao lado de seu exército de Caminhantes Brancos, atravessam a Muralha e marcham a fim de exterminar todos os humanos. Daenerys chega em Winterfell com seu exército ao lado de Jon Snow, e Cersei recebe os mercenários da Companhia Dourada em Porto Real. Arya e Bran se reencontram com Jon, enquanto Samwell Tarly revela para Jon seu verdadeiro parentesco como herdeiro do trono. O desentendimento entre Daenerys e Jon pela coroa se torna evidente; no entanto, para que possam conquistar o Trono de Ferro, os dois se unem com o objetivo de derrotar o Rei da Noite e, posteriormente, Cersei, e assim decidir o destino dos Sete Reinos.
1ª temporada (2011)
A série se inicia quando Ned Stark, senhor de Winterfell e protetor do Norte, é convidado para se tornar o principal conselheiro (conhecido como o Mão do Rei) do Rei Robert Baratheon dos Sete Reinos de Westeros. Ned, em segredo, recebe uma carta de Lysa, irmã de sua esposa Catelyn, que lhe dá motivo para acreditar que seus rivais, a Casa Lannister — da qual a esposa do rei, a Rainha Cersei, faz parte — causaram a morte de Jon Arryn, o Mão do Rei anterior. Ned entra na missão de ir para o sul a fim de ajudar o rei a governar como também a descobrir quem matou Jon Arryn. Enquanto isso, além do Mar Estreito, o príncipe exilado Viserys Targaryen arranja um casamento para sua irmã Daenerys com Khal Drogo, em troca do exército de Drogo para tomar o Trono de Ferro que é seu por direito.
2ª temporada (2012)
Os Sete Reinos entram em guerra, com o autoproclamado Rei do Norte, Robb Stark, lutando a fim de ganhar a independência para seu povo e para o povo das Terras Fluviais. Robb percebe que precisa ganhar a fidelidade do povo independente das Ilhas de Ferro, e envia seu melhor amigo Theon Greyjoy para conversar com seu pai, Balon Greyjoy, que está armando planos para seu próprio benefício. Enquanto isso, o príncipe Joffrey Baratheon assume o Trono de Ferro com o apoio da poderosa Casa Lannister, porém, seus tios, Renly e Stannis Baratheon, entram em disputa para tomar o trono. Assim como Renly e Stannis, a princesa Daenerys agora com três dragões jovens, segue o plano de Viserys em busca de aliados para reivindicar também o Trono de Ferro. Enquanto todos disputam pelo governo absoluto de Westeros, Tyrion Lannister chega em Porto Real para se tornar conselheiro do rei, mas acaba enfrentando a oposição de sua intrigante irmã, Cersei, que em segredo, é a verdadeira conselheira de seu filho Joffrey.
3ª temporada (2013)
Os Sete Reinos permanecem presos pela guerra civil. O autoproclamado Rei Renly Baratheon é assassinado, o que altera as alianças na guerra, principalmente para a Casa Stark que fica em desvantagem após Theon Greyjoy tomar posse de Winterfell. Robb Stark, traído por seu amigo Theon, decide portanto marchar e reconquistar o Norte, mas acaba caindo em uma armadilha arquitetada por Tywin Lannister, pai da Rainha Cersei. O cruel Rei Joffrey Baratheon também conquista uma grande vitória ao garantir uma aliança com a Casa Tyrell, após derrotar seu tio Stannis. Agora, Joffrey comanda os maiores exércitos do reino e seu triunfo parece ser inevitável. Enquanto isso, no outro lado do Mar Estreito, Daenerys autoproclama-se rainha e adquire um grande exército de soldados chamados de Imaculados para ajudá-la a conquistar Westeros.
4ª temporada (2014)
Enquanto a Casa Stark está à beira da extinção — ou, pelo menos é o que o reino em geral acredita —, quatro filhos de Ned lutam para sobreviver. Sansa Stark continua sendo refém do Trono de Ferro e é forçada a se casar com Tyrion; enquanto Rickon Stark procura a segurança da Última Lareira e da ferozmente leal Casa Umber. Bran Stark e seus companheiros, Hodor, Jojen e Meera Reed, atravessam a Muralha perseguindo uma visão; enquanto Arya Stark, que perdeu tudo, foge para o continente de Essos a fim de voltar para se vingar. A Casa Lannister e a Casa Tyrell decidem se tornar invencíveis através do casamento entre Rei Joffrey e Margaery Tyrell, mas nem tudo sai como o esperado para os Lannisters e Joffrey sofre consequências. Daenerys abole a escravidão em Essos, mas seus dragões lhe causam grandes problemas fazendo-a tomar decisões difíceis.
5ª temporada (2015)
A Guerra dos Cinco Reis, que se acreditava estar chegando ao fim, entra em uma nova e mais caótica fase. Daenerys Targaryen torna-se cada vez mais poderosa e sua fama não passa despercebida por ninguém em Westeros. Tyrion Lannister foge para Essos e alia-se com Daenerys após ser traído por sua família. Sansa Stark consegue fugir de Porto Real e é forçada a se casar com o novo usurpador de Winterfell, Ramsay Bolton. Na disputa direta pelo governo, Cersei e a Rainha Margaery disputam para ter influência sobre o novo rei, Tommen Baratheon. Cersei se alia ao sacerdote Alto Pardal para afastar a Casa Tyrell da corte. Jon Snow — filho bastardo de Ned Stark — tem a difícil missão de unir seus companheiros da Patrulha da Noite com os Selvagens — povo nômade que mora para-lá-da-muralha — para enfrentar ameaças vindas do extremo Norte.
6ª temporada (2016)
No Norte, Sansa Stark e Theon Greyjoy conseguem escapar de Winterfell, que está sob a cruel liderança de Ramsay Bolton. Bran Stark se torna O Corvo de Três Olhos, e como vidente ele tem visões sombrias do passado e futuro de Westeros. Jon Snow ganha o respeito de seus colegas da Patrulha da Noite e consegue uma aliança com os Selvagens, que juntos decidem recuperar Winterfell. Em Porto Real, a Casa Tyrell consegue minar o poder de Cersei Lannister após ela ser traída e humilhada pelo Alto Pardal, porém, a rainha consegue grandes êxitos. Em Essos, a Rainha Daenerys consegue garantir mais combatentes e aliados para sua guerra, enquanto Arya Stark conclui seu treinamento de guerreira e volta para Westeros, dando início a sua vingança.
A lista abaixo contém os atores que foram creditados na sequência de abertura como principais da série. A lista também inclui o ator que é creditado como "também estrelando" após a abertura. Atores que são apenas recorrentes e convidados são listados nas páginas individuais das temporadas.
As designers Michele Clapton e April Ferry foram quem desenharam as fantasias para Game of Thrones, as inspirações vieram de várias fontes e ocasionalmente se desviaram das descrições dos livros, pois 'às vezes [essas fantasias] não podem ser traduzidas adequadamente para a exibição". Por exemplo, Armaduras japonesas e persas, roupas beduínas e peles de animais semelhantes aos inuítes influenciaram as roupas dos dothraki e dos selvagens, enquanto os vestidos de decote projetados por Alexander McQueen inspiraram o guarda-roupa de Margaery Tyrell. Uma prática comum era usar o traje por um casal semanas antes das filmagens, contanto que parecesse enrugado e oferecesse mais realismo ao espectador. O designer Kevin Alexander contou com artistas pré-rafaelitas e obras de pintores como John William Waterhouse e Dante Gabriel Rossetti para fazer as perucas. Em total, cerca de duas dúzias de perucas com cabelos importados da Índia, Europa e Rússia. No caso de Clark - a intérprete de Daenerys - demorava até duas horas por sessão para colocar e consertar sua peruca loira trançada. Em outros casos, atores como Gleeson e Turner - Joffrey e Sansa - pintavam o cabelo. Semelhante ao trabalho de maquiagem, buscou-se que a vestimenta de cada personagem sofresse mudanças gradativas ao longo da série, de forma a refletir a evolução do personagem. Por exemplo, em "Beyond the Wall" - um episódio da sétima temporada - Daenerys usa um casaco feito de tiras de couro sintético, enquanto na última temporada sua roupa inclui elementos vermelhos que fazem alusão ao brasão Targaryen. Ao mesmo tempo, nas últimas temporadas Sansa usa roupas com pelos grossos e cores escuras; Na opinião de Clapton: "Ela aprendeu com aqueles que foram cruéis com ela, então quando ela retornar a Winterfell na sexta temporada, ela já está no controle [...] [Com suas roupas ela insinua que] Ela está se protegendo fechando-se do mundo exterior... Ela também queria mostrar que ela é uma guerreira em seu próprio direito. Eu queria evocar força".
Antecedentes e desenvolvimento
Em janeiro de 2006, David Benioff revelou que desde pequeno se considerava fã de ficção fantástica, e puxou conversa por telefone com o representante de Martin para expressar seu interesse em adaptar a série, embora tenha revelado que não a havia lido até aquele ponto. O representante então lhe enviou cópias dos quatro livros publicados até aquela época. Assim que terminou a leitura dos livros, Benioff contatou D. B. Weiss para sugerir uma adaptação para a televisão. Após uma reunião de cinco horas com Martin em um restaurante no Santa Monica Boulevard para discutir sua proposta e compartilhar ideias sobre As Crónicas de Gelo e Fogo - que incluiu a análise de uma hipótese sobre a identidade da mãe de Jon Snow - Benioff e Weiss obtiveram permissão para a adaptarem para uma série.
Conceitos e temática
Os conceitos e elementos mágicos que predominam na série são na forma de dragões, gigantes, videntes, cadáveres reanimados, controle telepático de pessoas e animais e profecias. De acordo com Luke Holland do The Guardian: “as batalhas e os estrondos são a cereja no topo. Você poderia remover completamente todos os elementos fantásticos de Game of Thrones e ainda seria um show irresistível”. Embora vários de seus personagens, eventos e cenários sejam baseados nos primeiros cinco livros de As Crônicas de Gelo e Fogo, eles diferem de várias maneiras em relação à sua fonte. O fundamentalismo é um dos temas presentes, que são inerente às decisões de seus personagens. Para Benioff e Weiss: "Os termos 'herói' e 'vilão' não existem para os nossos escritores. E eu diria isso para George [R. R. Martin] também não está em seus livros. Não existem arcos de redenção bem definidos. Existem pessoas que têm momentos de redenção e momentos de não redenção. Há quem não perceba que está sendo péssimo quando está".
Orçamentos
O episódio piloto custou à HBO de US$ 5-10 milhões para produzir, enquanto o orçamento da primeira temporada foi estimado em US$ 50-60 milhões. Na segunda temporada, a série recebeu um aumento de 15% no orçamento para a batalha de "Blackwater" (que tinha um orçamento de US$ 8 milhões). Entre 2012 e 2015, o orçamento médio por episódio aumentou de US$ 6 milhões para "pelo menos" US$ 8 milhões. O orçamento da sexta temporada foi superior a US$ 10 milhões por episódio, totalizando uma temporada superior a US$ 100 milhões e um recorde de série. Cada um dos episódios da temporada final da série, produzida em 2018, teve um orçamento de pelo menos US$ 15 milhões. A organização governamental britânica Northern Ireland Screen Agency financiou parte da série devido aos benefícios econômicos derivados da atividade turística na Irlanda do Norte - em seus oito anos de produção, arrecadou 15,95 milhões de libras esterlinas, de acordo com os próprios registros da organização.
Escolha do elenco
Nina Gold e Robert Sterne foram os principais diretores de elenco da série. Através de um processo de audições e leituras, o elenco principal foi montado. As únicas exceções foram Peter Dinklage e Sean Bean, que os escritores queriam desde o início; eles foram anunciados para estarem no piloto em 2009. Outros atores contratados para o piloto foram Kit Harington como Jon Snow, Jack Gleeson como Joffrey Baratheon, Harry Lloyd como Viserys Targaryen e Mark Addy como Robert Baratheon. Addy foi, de acordo com os showrunners Benioff e Weiss, o ator mais fácil de escalar para a série, devido ao seu desempenho na audição. Alguns dos personagens do piloto foram reformulados para a primeira temporada: Catelyn Stark foi inicialmente interpretada por Jennifer Ehle, mas o papel foi reformulado com Michelle Fairley. Daenerys Targaryen também foi reformulada com Emilia Clarke, que substituiu Tamzin Merchant. O restante do elenco da primeira temporada foi preenchido no segundo semestre de 2009.
Roteiro
Game of Thrones teve sete escritores em seis temporadas. Os criadores da série, David Benioff e D. B. Weiss, escreviam a maioria dos episódios a cada temporada. O autor de A Song of Ice and Fire, George R. R. Martin, escreveu um episódio em cada uma das quatro primeiras temporadas. Martin não escreveu um episódio para as temporadas posteriores, pois queria se concentrar em completar o sexto livro (The Winds of Winter). Jane Espenson co-escreveu um episódio da primeira temporada como escritora iniciante. Bryan Cogman, inicialmente um coordenador de roteiro da série, foi promovido a produtor na quinta temporada. Cogman, que escreveu pelo menos um episódio nas cinco primeiras temporadas, começou a trabalhar na sala dos roteiristas com Benioff e Weiss. Antes de sua promoção, Vanessa Taylor (escritora durante a segunda e terceira temporadas) trabalhou em estreita colaboração com Benioff e Weiss. Dave Hill se juntou à equipe de roteiristas na quinta temporada depois de trabalhar como assistente de Benioff e Weiss. Embora Martin não estivesse na sala dos roteiristas, ele lia o roteiro e fazia comentários.
Direção e filmagens
Todas as temporadas de dez episódios de Game of Thrones tem de quatro a seis diretores, que geralmente dirigem episódios consecutivos. Alex Graves, David Nutter e Alan Taylor dirigiram a maioria dos episódios da série, com seis cada um. Daniel Minahan dirigiu cinco episódios, e Michelle MacLaren, Mark Mylod, Jeremy Podeswa, Alik Sakharov e Miguel Sapochnik dirigiram quatro cada um. Brian Kirk dirigiu três episódios durante a primeira temporada, e Tim Van Patten dirigiu os dois primeiros episódios da série. Neil Marshall dirigiu dois episódios, ambos com grandes cenas de batalha: "Blackwater" e "The Watchers on the Wall". Outros diretores foram Jack Bender, David Petrarca, Daniel Sackheim e Michael Slovis. Matt Shakman dirigiu dois episódios na sétima temporada. David Benioff e D. B. Weiss também dirigiram um episódio cada um. As filmagens da primeira temporada aconteceram entre julho e dezembro de 2010, principalmente na Irlanda do Norte e em Malta. O Paint Hall Studios em Belfast foi usado para gravar as tomadas internas, enquanto para as externas a equipe construiu cenários nas montanhas Mourne, no Castelo Ward e em Magheramorne para representar a cidade Dothraki Vaes Dothrak, Winterfell e o Castelo Negro, respectivamente.
Resposta da crítica
As primeiras críticas da primeira temporada foram muito positivas, com os críticos notando o quão bem feito era o mundo de Westeros, os personagens convincentes, e dando atenção especial para a força dos atores mais jovens. No agregador Metacritic, a primeira temporada de Game of Thrones obteve uma aprovação de 79/100, baseado em 28 avaliações, indicando "críticas geralmente favoráveis". Tom Goodman, em sua crítica para o The Hollywood Reporter, disse: "em alguns minutos da épica série da HBO, Game of Thrones, fica claro que a expectativa estava certa e que a espera valeu a pena". Mary McNamara do Los Angeles Times escreveu: "...uma grandiosa e trovejante série de intrigas políticas e psicológicas, eriçada com personagens vívidos, cruzadas com enredos tentadores e temperadas com um salpico de fantasia".
Audiência
Graças à considerável antecipação antes de seu lançamento, “Winter is Coming” teve uma audiência de 2,2 milhões de telespectadores na HBO, 236 maior do que o lançamento de True Blood (2008), mas abaixo de Boardwalk Empire (2010), com 1,4 e 4,8 milhões espectadores, respectivamente. O restante da primeira temporada de Game of Thrones manteve uma audiência média semelhante à da estreia, enquanto 3,9 milhões assistiram a "Fire and Blood" - o episódio final da temporada - em sua data de exibição original, levando em consideração será repetido no mesmo dia na HBO. Se forem consideradas as repetições do restante dos episódios daquela temporada, bem como os usuários de DVR e vídeos sob demanda, a audiência média de cada episódio dessa temporada chega a 8,3 milhões de espectadores.
Prêmios
Game of Thrones foi indicada a vários prêmios desde que estreou como uma série, com prêmios reconhecendo vários aspectos da série, como direção, roteiro, elenco, efeitos visuais ou qualidade geral. Alguns dos prêmios que favoreceu a série inclui o Globo de Ouro (uma vitória), British Academy Television Awards (uma vitória), Critics' Choice Television Awards (duas vitórias), Screen Actors Guild Awards (nove vitórias), Saturn Awards (seis vitórias), Satellite Awards (três vitórias) e Peabody Award (uma vitória). Até o momento, Game of Thrones ganhou 272 prêmios de 757 indicações. O programa também detém seis recordes mundiais do Guinness Book of World Records, incluindo "Programa de TV mais pirateado" e "Maior transmissão simultânea de drama de TV".
Game of Thrones foi creditado por aumentar a popularidade dos temas de fantasia e a aceitação do gênero pela mídia. Antes da estreia da segunda temporada da série, a CNN escreveu: "Depois deste fim de semana, você terá dificuldades em encontrar alguém que não é fã de alguma forma de fantasia épica". De acordo com Ian Bogost, Game of Thrones continua uma série de adaptações bem sucedidas, começando com a trilogia The Lord of the Rings, em 2001, e continuando com a série de filmes Harry Potter, que estabeleceram a fantasia como um gênero com um grande mercado lucrativo e qualidade artística. Sudeep Dasgupta, em seu Policing the People: Television Studies and the Problem of "Quality" (2012), argumentou que a produção da HBO também pode ser vista como a adaptação de uma estrutura industrial que expande os parâmetros existentes do que constitui a "televisão de qualidade na era sucessora das redes de televisão", ajudando a redefinir as características da alta fantasia e de sua audiência.
Em maio de 2017, após anos de especulação sobre possíveis séries sucessoras, a HBO encomendou Max Borenstein, Jane Goldman, Brian Helgeland, Carly Wray e Bryan Cogman para desenvolver séries sucessoras individuais de Game of Thrones; todos os escritores deveriam trabalhar individualmente com George R. R. Martin, que também co-escreveu dois dos roteiros. D. B. Weiss e David Benioff disseram que não estariam envolvidos em nenhum dos projetos. Martin disse que todos os conceitos em discussão eram prequelas, embora acredite que o termo "show sucessor" se aplique melhor a esses projetos, pois não são spin-offs de Game of Thrones no sentido tradicional. Ele descartou a Rebelião de Robert (a queda do pai de Daenerys por Robert Baratheon) como uma ideia possível e revelou que alguns podem estar situados fora de Westeros. Mais tarde, ele declarou: "pelo menos dois deles são solidamente baseados em material de Fogo e Sangue". Em setembro de 2018, o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, disse que alguns dos projetos foram abandonados completamente, enquanto outros permanecem como possibilidades para o futuro. Em maio de 2019, Martin afirmou que outros dois projetos ainda estavam na fase de roteiro. Em abril de 2019, Cogman confirmou que seu prequel não avançaria.
Primeira tentativa de prelúdio
Em 8 de junho de 2018, a HBO encomendou um piloto para uma série prequel de Game of Thrones com Jane Goldman como showrunner e Martin como co-criador. O prequel aconteceria na Era dos Heróis, um período que começa aproximadamente 10 000 anos antes dos eventos de Game of Thrones. Eventos notáveis desse período incluem a fundação de Casas poderosas, a Longa Noite quando os Caminhantes Brancos desceram para Westeros e a Invasão Ândala quando os Ândalos imigraram de Essos e conquistaram a maior parte de Westeros. Martin sugeriu The Long Night como um título para a série. Em 13 de maio de 2019, foi relatado que o programa já havia começado a ser filmado em Belfast, sob o título de trabalho Bloodmoon. S. J. Clarkson foi anunciado para dirigir e produzir o piloto executivo, enquanto Naomi Watts foi escalada como protagonista feminina, interpretando "uma senhora nobre carismática que esconde um segredo obscuro". Outros regulares da série deveriam incluir: Josh Whitehouse, Toby Regbo, Ivanno Jeremiah, Georgie Henley, Naomi Ackie, Denise Gough, Jamie Campbell Bower, Sheila Atim, Alex Sharp, Miranda Richardson, Marquis Rodriguez, John Simm, Richard McCabe, John Heffernan e Dixie Egerickx. Em setembro de 2019, Martin afirmou que o piloto estava em pós-produção, mas em outubro de 2019 foi anunciado que a HBO havia decidido não avançar com a série de Goldman.
House of the Dragon
Em setembro de 2019, Nellie Andreeva, da Deadline Hollywood, relatou que uma segunda prequela de Martin e Ryan Condal que "acompanha o início e o fim da Casa Targaryen" estava perto de receber um pedido de piloto da HBO; o projeto não é considerado um sexto script original, pois se baseia na ideia de Cogman de 2017. Esta prequela, intitulada House of the Dragon, foi escolhida diretamente para ser série em 29 de outubro de 2019. A série é baseada no material de Fire & Blood, tendo como produtor executivo Martin, Vince Gerardis, Condal e Miguel Sapochnik; os dois últimos atuaram como showrunners também. Em janeiro de 2020, a HBO afirmou que a série estava programada para lançamento em 2022 e que o processo de escrita já tinha começado. O elenco da série começou a ser escolhido em julho de 2020. Em outubro de 2020, foi revelado que Paddy Considine foi escalado como rei Viserys I Targaryen. Em dezembro de 2020, mais três membros do elenco foram anunciados: Olivia Cooke como Alicent Hightower, Emma D'Arcy como Rhaenyra Targaryen e Matt Smith como Daemon Targaryen. Em fevereiro de 2021, o diretor de conteúdo da HBO, Casey Bloys, afirmou que o programa começaria a ser produzido em abril, com as filmagens ocorrendo na Inglaterra. Em fevereiro de 2021, Steve Toussaint, Eve Best, Rhys Ifans e Sonoya Mizuno também foram confirmados para estrelar a série. Em março de 2022, a HBO anunciou a data de estreia da série em 21 de agosto de 2022, seguida pelo lançamento do teaser trailer oficial.
A Knight of the Seven Kingdoms
Em janeiro de 2021, foi revelado que a HBO estava desenvolvendo outra série prequela baseada na novela de Martin, Tales of Dunk and Egg. Steven Conrad foi contratado como escritor e produtor executivo da série em novembro de 2021. Em abril de 2023, a HBO encomendou e intitulou previamente a série como A Knight of the Seven Kingdoms: The Hedge Knight. A série estreou em 18 de janeiro de 2026 e antes mesmo de sua estreia, em novembro de 2025, A Knight of the Seven Kingdoms foi renovada para uma segunda temporada que estreará em 2027.
Game of Thrones: Aegon's Conquest
Em novembro de 2024, foi anunciado uma nova produção da franquia de Game of Thrones. O responsável pelo anúncio, Casey Bloys, chefe da HBO e Max, revelou que o desenvolvimento da produção estava nas mãos competentes da Warner Bros., sob a liderança de Michael DeLuca e Pamela Abdy, reconhecidos por seu trabalho no estúdio. Em janeiro de 2026, em entrevista ao The Hollywood Reporter, George R. R. Martin contou que o conceito do projeto estava sendo trabalhado em duas frentes distintas: de um lado, a HBO avalia a história como uma possível série dramática. Do outro, a Warner Bros. enxergava potencial para um filme de grande orçamento, com ambição visual e narrativa comparável à franquia Duna. O projeto foi pensado para focar na conquista de Aegon I Targaryen, lorde que uniu a maior parte dos Sete Reinos, tornando-se o primeiro rei do Trono de Ferro a 300 anos antes de Game of Thrones. Em 3 de março de 2026, o The Wrap confirmou que um filme estava em desenvolvimento pela Warner Bros., e que Beau Willimon, showrunner de House of Cards (2013–2018) e roteirista de Andor (2022–2025), ficou responsável pela escrita do roteiro. No CinemaCon de 2026, a Warner Bros. divulgou o título do filme como Game of Thrones: Aegon's Conquest, com previsão de lançamento para o final de 2027.
Game of Thrones: The Mad King
Em fevereiro de 2026, foi anunciado que uma peça teatral da franquia Game of Thrones, seria produzida pela Royal Shakespeare Company, abordando a Rebelião de Robert, um levante que destronou o rei Aerys II Targaryen, "o Rei Louco", dezessete anos antes da série. A peça é desenvolvida por Duncan Macmillan e Dominic desde 2021, e foi intitulada Game of Thrones: The Mad King. George R. R. Martin é creditado como produtor executivo e destacou a expectativa de que a peça possa atrair um novo público de teatro para suas histórias e o desafio de levar cenas de batalha ao palco.
Jogos eletrônicos
A série inspirou vários videogames baseados nas séries de TV e de livros. O jogo de estratégia Game of Thrones Ascent se vincula à série da HBO, disponibilizando personagens e cenários para os jogadores quando eles aparecem na televisão. A Behavior Interactive desenvolveu um jogo de estratégia free-to-play baseado na série para dispositivos móveis. "Reigns: Game of Thrones", um spin-off da série de videogames de estratégia "Reigns", foi desenvolva pela Nerial, publicada pela Devolver Digital, e com lançamento em outubro de 2018.
Mercadoria e exposição
A HBO licenciou uma variedade de mercadorias baseadas em Game of Thrones, incluindo jogos, armas e armaduras de réplica, jóias, bonecas bobblehead da Funko, cerveja da Ommegang e roupas. A mercadoria de alta qualidade inclui um relógio de pulso Ulysse Nardin de US$ 10 500 e uma réplica de resina de US$ 30 000 do Trono de Ferro. O conjunto de Blu-ray e DVD de cada temporada também foi lançado ao longo da série, contendo várias sequências curtas de animação narradas pelo elenco como seus personagens, enquanto detalham os eventos da história de Westeros. Entre 2013 e 2014, uma exposição itinerante de figurinos, adereços, armaduras e armas da série visitou as principais cidades da Europa e das Américas.
Material de acompanhamento
Thronecast: O Guia Oficial de Game of Thrones, uma série de podcasts apresentados por Geoff Lloyd e produzidos por Koink, foi lançado no site da Sky Atlantic e na loja britânica do iTunes durante a série; um novo podcast, com análises e entrevistas ao elenco, foi lançado após cada episódio. Em 2014 e 2015, a HBO encomendou o Catch the Throne, dois álbuns de rap sobre a série. Um livro complementar, Inside HBO's Game of Thrones (ISBN 978-1-4521-1010-3), do escritor da série Bryan Cogman, foi publicado em 27 de setembro de 2012. O livro de 192 páginas, ilustrado com arte conceitual e por trás dos livros, fotografa cenas, cobre a criação das duas primeiras temporadas da série e seus principais personagens e famílias. Houve também a "Game of Thrones Live Concert Experience", uma turnê orquestral norte-americana em 28 cidades que apresentou a trilha sonora da série com o compositor Ramin Djawadi, começou em fevereiro de 2017 e foi concluída em abril de 2017. Uma segunda turnê ocorreu em 2018 nas cidades da Europa e América do Norte. Para a sétima temporada, foi desenvolvida a série animada prequel Game of Thrones: Conquest & Rebellion, ilustrada em um estilo de animação diferente. A série se concentra na conquista de Aegon Targaryen dos Sete Reinos de Westeros.


