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Coincidências entre Kennedy e Lincoln

A lista de coincidências entre Abraham Lincoln e John F. Kennedy é uma série de paralelos entre as vidas e os assassinatos dos dois presidentes americanos, sendo classificada habitualmente como lenda urbana e como teoria da conspiração. Os dois crimes suscitaram as mesmas dúvidas sobre a direção dos disparos e a existência de um segundo atirador, semelhança que motivou a comparação médico-balística de John K. Lattimer. A origem da primeira lista é desconhecida. Em agosto de 1964, nove meses após o assassinato de John F. Kennedy, ela já circulava em cópias mimeografadas e foi tema de notas nas revistas Newsweek e Time; a Time registrou a adesão até do boletim partidário G.O.P. Congressional Committee Newsletter, com versão própria. No mesmo ano, Martin Gardner examinou as afirmações na Scientific American, pela voz de seu numerólogo fictício Dr. Matrix, apontando que parte delas derivava de informações incorretas e que padrões assim podem ser fabricados para quaisquer dois personagens. Em 1999, a Snopes concluiu que as coincidências listadas "se explicam facilmente como simples produto do acaso". Décadas depois, a lista segue circulando pela internet, em diferentes idiomas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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A lista

Abaixo, está a versão original da lista, complementada por itens recorrentes em versões estendidas. Cada afirmação é acompanhada de um veredito e de um comentário com as fontes correspondentes. Estudiosos veem em listas assim um modo de dar sentido, pela busca de padrões, a essas duas tragédias da história dos Estados Unidos, pois há quem encontre nessas conexões uma fonte de conforto, diante da comoção coletiva causada pela perda repentina de dois de seus presidentes mais influentes.

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Interpretações

Analisada item a item, a lista mistura fatos verificáveis, meias verdades e erros, como o do ano de nascimento de Booth. O exame da Snopes, em 1999, concluiu que as coincidências se explicam como produto do acaso. Em 1993, um concurso da revista Skeptical Inquirer rendeu 16 paralelos do mesmo tipo entre Kennedy e Álvaro Obregón, presidente do México, além de séries análogas para vários outros pares de mandatários americanos. O mesmo exame situa essa busca de padrões no desejo humano de ver ordem no mundo. O fenômeno costuma ser atribuído à apofenia, a tendência de perceber padrões em configurações aleatórias, e à lei dos grandes números. Diante de dois presidentes queridos, mortos de maneira que parece não fazer sentido, as correspondências ofereceriam o consolo de uma razão maior para as perdas prematuras. Houve também quem escapasse ao ceticismo. O médico e perito John K. Lattimer, que examinou evidências materiais dos dois magnicídios, escreveu que o assassinato de Kennedy se revelou quase uma reprise do de Lincoln, ponto por ponto, e dedicou o epílogo de seu livro Kennedy and Lincoln (1980) a catalogar as semelhanças encontradas; a frase que encerra o livro é "It is a replay of history" ("é uma repetição da história"). A dedicatória registra a queixa constante de sua mãe sobre os experimentos, que nunca terminavam porque sempre surgia uma pergunta nova, traço que para ele alcançava o projeto inteiro, pois ninguém resiste à ideia de uma conspiração.

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Na cultura popular

Em 1966, o cantor country americano Buddy Starcher gravou "History Repeats Itself", canção que recita as coincidências entre os dois presidentes; o single entrou no top 40 da Billboard Hot 100 e alcançou o segundo lugar na parada country; no mesmo ano, Cab Calloway gravou a própria versão. Na França, o tema foi popularizado pela canção "Un siècle après" (1967), interpretada por Serge Reggiani com letra de Alain Robin, que percorre os itens da lista, incluindo o mito do secretário de Lincoln chamado Kennedy.

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