Abu Becre Maomé ibne Ali Almadarai
Abu Becre, Abubacar, Abacar ou Abubequer Maomé ibne Ali Almadarai foi o último representante importante da dinastia burocrática dos Almadarai de oficiais fiscais. Ele serviu como diretor das finanças do Egito e Síria durante o Reino Tulúnida e o Califado Abássida, bem como tornar-se-ia vizir do governante tulúnida Harune (r. 896–904). Mais tarde ocupou alto ofício sob o Reino Iquíxida e tornar-se-ia o regente de facto do emir infante Unujur (r. 946–961)
Nascido em 871, Maomé era o filho de Ali e neto do fundador da família, Abu Becre Amade. Amade foi nomeado chefe das finanças do Egito tulúnida em 879, e seus familiares foram igualmente nomeados para posições seniores na burocracia fiscal. Como seu nisba mostra, a família advém da vila de Madaraia, próximo a Uacite no Iraque inferior. Maomé veio para o Egito em 885, onde seu pai tinha se tornado vizir do governante tulúnida Cumarauai (r. 884–896). Ali nomeou-o diretor auxiliar das finanças. Seu pai foi assassinado junto com o sucessor de Cumaravai, Jaixe, em 896, e Maomé tornar-se-ia vizir do nome governante, Harune (r. 896–904). Após a derrocada dos tulúnidas e o restabelecimento do controle direto sobre o Egito e Síria pelo Califado Abássida em 904-905, Maomé e muitos de seus seguidores foram deportados à capital abássida, Baguedade, enquanto seu tio, Abu Ali Huceine, graças a seus contatos na corte califal, conseguiu sobreviver à mudança de regime tornar-se-ia diretor das finanças do Egito. A família agora estaria envolvida em lutas faccionais entre as principais facções burocráticas de Baguedade, opondo-se ao clã Banu Alfurate. Suas fortunas flutuaram como resultado: em 913, Huceine foi novamente movido à Síria, enquanto Maomé partiu de Baguedade para tomar controle das finanças no Egito, mas ambos foram demitidos em 917, quando os Banu Alfurate readquiriram o vizirado em Baguedade.


