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Abuso de poder

O abuso de poder, também conhecido como abuso de autoridade, ocorre quando alguém se aproveita de sua posição para impor vontades particulares. No contexto de agentes públicos, isso significa agir contra o interesse coletivo, desviando-se da finalidade pública. A democracia direta é um sistema que se contrapõe a essas práticas. Esse tipo de abuso pode manifestar-se em diferentes níveis de poder.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 23/06/2026

Pontos-chave

  • Abuso de poder é usar cargos para impor vontades particulares.
  • Agentes públicos devem agir pelo interesse público, não particular.
  • Democracia direta se opõe ao abuso de poder.
  • O abuso de poder pode ocorrer em diversos níveis.
  • Existem diferentes formas de abuso de poder, como assédio e favoritismo.
01

Abuso de Autoridade

Imagem: :::mediActivista::: · BY-NC-SA · Openverse

O abuso de autoridade acontece quando uma autoridade, no exercício de suas funções, atenta contra a liberdade de locomoção, a inviolabilidade do domicílio, o sigilo da correspondência, a liberdade de consciência e crença, o livre exercício do culto religioso, a liberdade de associação, os direitos e garantias legais do voto e da reunião, a integridade física e os direitos e garantias do exercício profissional. Conforme a gravidade do ato, o autor do abuso de autoridade pode sofrer sanções administrativas, civis e penais, que variam desde uma advertência até a exoneração do cargo.

02

Abuso de Poder Econômico

Imagem: Senado Federal · BY-NC · Openverse

O abuso de poder econômico engloba qualquer atividade que vise eliminar a concorrência e dominar mercados. A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 173, parágrafo 4º, estabelece que a lei deve reprimir o abuso do poder econômico que tenha como objetivo a dominação do mercado, a eliminação da concorrência e o aumento arbitrário dos lucros.

03

Assédio Moral no Trabalho

Imagem: Ateak Ireki · BY-NC · Openverse

O assédio moral no ambiente de trabalho consiste em expor trabalhadores a situações humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. É mais comum em relações hierárquicas autoritárias e desiguais, onde predominam condutas negativas, desumanas e antiéticas de longa duração, praticadas por um ou mais chefes contra um ou mais subordinados. Esse assédio desestabiliza a vítima em relação ao ambiente de trabalho e à organização. Quando ocorre de chefe para subordinado, é chamado de assédio vertical; entre colegas de mesmo nível, é assédio horizontal.

04

Coerção

Imagem: STJNoticias · BY · Openverse

Coerção é o ato de induzir, pressionar ou obrigar alguém a fazer algo através de força, intimidação ou ameaça. Frequentemente usada para motivar pessoas ou equipes, a coerção explora o desejo de evitar dor ou consequências negativas, gerando um efeito imediato. Quando permanente, é considerada escravidão. Embora moralmente repreensível em muitas filosofias, a coerção é praticada com prisioneiros ou em convocações militares. Críticos do capitalismo moderno argumentam que, sem redes de proteção social, a escravidão salarial se torna inevitável. Coerções bem-sucedidas tendem a ter prioridade sobre outros tipos de motivação.

05

Assédio Sexual

O assédio sexual é uma forma de coerção de caráter sexual, geralmente praticada por alguém em posição hierárquica superior contra um subordinado, em ambientes de trabalho ou acadêmicos. Caracteriza-se por ameaças, insinuações ou hostilidade, por vezes baseadas em sexismo. Exemplos incluem impor condições de promoção que envolvam favores sexuais ou ameaçar demitir quem recusa um flerte. Pode ocorrer fora do trabalho, com constrangimento público por gestos ou palavras, ou quando a vítima não pode sair de um local, como em transportes lotados. Outra forma é seduzir ou induzir a práticas sexuais não consensuais sob efeito de substâncias como álcool. Quando o assédio resulta em contato físico, configura-se abuso sexual ou violação.

06

Favoritismo

Imagem: CGT Catalunya · BY-NC-SA · Openverse

O favoritismo é um sinal de abuso de poder com sérias implicações para a dinâmica de equipe e o desempenho geral. Quando um líder favorece certos membros, ignorando habilidades e méritos de outros, cria-se um ambiente desigual, gerando sentimentos de incapacidade e ressentimento. Nas empresas, o favoritismo não é apenas preferência pessoal, mas um risco para o bem-estar da equipe e a eficácia organizacional. Ele se agrava quando influencia decisões sobre promoções, tarefas ou reconhecimento, distorcendo a justiça e prejudicando a eficiência. Isso pode causar divisões na equipe, minar a confiança na liderança e na equidade, desmotivando e desvalorizando colaboradores, impactando negativamente o emocional, a união e a produtividade.

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