Academia Pontifícia do Panteão
A Academia Pontifícia de Belas Artes e Literatura Virtuosa do Panteão é uma instituição papal com raízes no século XVI. Seu propósito fundamental é fomentar o estudo, a prática e o aprimoramento das Humanidades e das Artes Plásticas, com foco especial na literatura e arte sacra cristã em todas as suas manifestações. Atua em conjunto com o Conselho Pontifício para a Cultura, buscando também a elevação espiritual dos artistas.
Pontos-chave
- Fundada no século XVI, é uma academia papal dedicada às artes e humanidades.
- Seu foco principal é a literatura e arte sacra cristã, promovendo a elevação espiritual dos artistas.
- Surgiu como uma congregação de artistas caridosos, reconhecida pelo Papa Paulo III em 1542.
- Recebeu o título de 'Pontifícia' em 1861 e de 'Academia' em 1928.
- Atualmente, possui 50 acadêmicos divididos em cinco classes e está ligada ao Conselho Pontifício para a Cultura.
A Academia Pontifícia de Belas Artes e Literatura Virtuosa do Panteão tem uma rica história que remonta ao século XVI, quando surgiu em Roma como a 'Congregação de São José da Terra Santa'. Seu nome original estava ligado à capela onde Rafael foi sepultado, na Igreja de Santa Maria dos Mártires (o Panteão de Agripa). Os membros, conhecidos como 'virtuosos', eram artistas (pintores, escultores, arquitetos) que se dedicavam a obras de caridade, como visitar irmãos enfermos, acompanhar funerais, dar esmolas e dotar jovens com recursos. Entre os primeiros membros notáveis estavam Beccafumi, Sermoneta e Sangallo, e o primeiro diretor foi o cisterciense Desiderio d'Adiutorio. A congregação foi oficialmente reconhecida pelo Papa Paulo III em 15 de outubro de 1542. A partir do século XVII, exposições de arte eram periodicamente realizadas sob o pórtico do Panteão durante a Festa de São José. Em 1833, no 400º aniversário do nascimento de Rafael, a congregação empreendeu escavações para localizar e dar um enterro apropriado aos restos mortais do pintor de Urbino. Nessa ocasião, o regente perpétuo Giuseppe De Fabris obteve do Papa Gregório XVI a aprovação de um novo estatuto, que incluía a realização de concursos de pintura, escultura e arquitetura com temas sagrados, abertos a artistas católicos de todas as nações, financiados pelo 'tesouro' da instituição. O título de 'Pontifícia' foi concedido pelo Papa Pio IX em 1861, e o título de 'Academia' foi atribuído pelo Papa Pio XI em 1928. Com a Carta aprovada em 1995, a Pontificia Accademia Virtuosa do Panteão estabeleceu conexão com o Conselho Pontifício para a Cultura. A Academia é composta por 50 acadêmicos, nomeados em comum com outras academias papais, divididos em cinco classes: Arquitetos, Pintores e Realizadores, Escultores, Estudiosos e Estudantes de Artes/Músicos, e Poetas e Escritores. Ao completarem 80 anos, os acadêmicos tornam-se 'eméritos'. O presidente, nomeado pelo Papa, cumpre um mandato de cinco anos e participa do Conselho de Coordenação das Academias Pontifícias.


