Diego Maradona
Diego Armando Maradona foi um futebolista argentino que atuou como meia-atacante. Liderou a Argentina na conquista da Copa do Mundo FIFA de 1986, marcando, nas quartas-de-final, o Gol do Século. Ainda disputou mais três mundiais, tendo alcançado o vice-campeonato em 1990. A Copa de 1994 ficou marcada como o ponto final da vitoriosa trajetória de Maradona pela Seleção, após ele ser apanhado no exame antidoping na partida contra a Nigéria. Por conta de sua notória participação nos Mundiais, em 2002 foi escolhido para o Time dos Sonhos das Copas do Mundo FIFA. Também trabalhou como treinador, mas sem muito sucesso.
Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960, no Hospital Policlínico (Policlínico) Evita em Lanús, Província de Buenos Aires, em uma família pobre de origem galega que havia se mudado da Província de Corrientes. Ele foi criado em Villa Fiorito, uma favela na periferia sul de Buenos Aires, Argentina, sendo o primeiro filho depois de quatro filhas. Tinha dois irmãos mais novos, Hugo (el Turco) e Raúl (Lalo), ambos também jogadores profissionais de futebol. Seu pai Diego Maradona "Chitoro" (1927–2015) era descendente de Guaranis, e sua mãe Dalma Salvadora Franco, "Doña Tota" (1930–2011), era de ascendência italiana. Os pais de Maradona nasceram e foram criados na cidade de Esquina, na província de Corrientes, no nordeste do país, morando a apenas duzentos metros um do outro nas margens do rio Corriente. Em 1950, eles deixaram Esquina e se estabeleceram em Buenos Aires. Maradona recebeu sua primeira bola de futebol como um presente aos três anos de idade e rapidamente se tornou dedicado ao jogo.
Juventude e primeiro contato com o futebol
Aos oito anos, Maradona foi observado por um caçador de talentos enquanto jogava no clube de sua vizinhança, Estrella Roja. Atuou no Los Cebollitas, o time de juniores do Argentinos Juniors de Buenos Aires. Como um goleiro de 12 anos, ele divertia os espectadores mostrando sua magia com a bola durante os intervalos dos jogos da primeira divisão. Ele nomeou o craque brasileiro Rivellino e o ponta-esquerda do Manchester United George Best entre suas inspirações enquanto crescia.
Argentinos Juniors
Aos nove anos, seu talento com a bola já o fazia ser a criança mais popular da favela em que morava, no subúrbio de Buenos Aires. Um colega havia sido aprovado em um teste para as categorias de base do Argentinos Juniors, e respondeu aos elogios do treinador dizendo que conhecia um garoto ainda melhor. O treinador, Francis Cornejo, deu-lhe então dez pesos para que pedisse a esse outro jovem para ir vê-lo. Cornejo e outros observadores do clube, incrédulos com o que viram no outro menino, foram acompanhá-lo na volta até a casa deste e, pedindo à mãe dele, conferiram sua documentação para desfazer qualquer engano plausível. Viram que Maradona realmente tinha apenas nove anos.
Boca Juniors
E foi em um amistoso contra o Argentinos que Maradona fez sua estreia pelo Boca, marcando de pênalti, atuando pelos dois times. Parte da concordância do Argentinos em emprestá-lo estava em uma cláusula do contrato de venda em que proibia que Diego enfrentasse a antiga equipe em jogos oficiais. Dois dias depois, atraiu 65 mil pessoas à Bombonera para vê-lo marcar duas vezes em vitória por 4–1 na primeira partida oficial, contra o Talleres de Córdoba. Amistosos, todavia, seriam continuamente disputados paralelamente às disputas do metropolitano, servindo para arrecadar finanças ao clube e gerando também uma Diegomania. Em dois deles, enfrentou dois adversários que lhes seriam comuns: o Milan, em San Siro (vitória por 2–1) e Zico, contra o Flamengo, no Maracanã (derrota por 0–2).
Barcelona
Maradona chegou à Catalunha como um messias. O Barça vivia carência de títulos desde o final da década de 1950. Desde 1960, só conseguira vencer o Campeonato Espanhol em 1974. Via o rival Real Madrid se distanciar cada vez mais no ranking de vencedores e ainda sentia o Atlético de Madrid aproximando-se, com um título a menos. O clube fez de tudo para que seu astro se sentisse à vontade, contratando vários argentinos para servirem-lhe de assessores e funcionários. A estratégia não teria bons resultados: o craque acabou por fechar-se naquele círculo de convivências e demoraria a se adaptar no estrangeiro. Na primeira temporada, ele enfrentou o primeiro problema: em dezembro de 1982, sofreu de hepatite e ficou de fora dos campos por três meses. Os blaugranas terminaram apenas em quarto; o título de 1982–83 ficou com o Athletic Bilbao. Na Copa do Rei, porém, decidiu a final contra o Real Madrid, marcando nos dois jogos da decisão e sendo aplaudido de pé pela torcida do arquirrival após a vitória por 2–1 em pleno Santiago Bernabéu — na partida de ida, no Camp Nou, o Barcelona havia deixado o rival empatar após estar vencendo por 2–0.[carece de fontes?]
Napoli
Embora tradicional, a equipe napolitana era minúscula. Seus troféus resumiam-se a títulos nas divisões inferiores e a duas conquistas na Copa da Itália. Maradona foi logo amado e venerado como um rei, chegando de helicóptero a um Estádio San Paolo tomado por torcedores que ainda custavam a acreditar. Ele, curiosamente, poderia ter chegado antes ao time: o clube o havia sondado em 1979, quando ainda estava no Argentinos Juniors, mas ele recusara a proposta na época. "Para mim, Napoli era apenas uma coisa italiana, como pizza", comentou. O espanto foi geral: a equipe mais vencedora do país, a Juventus, também estaria interessada, de acordo com a imprensa. Maradona terminou por escolher o clube celeste porque "foi o único a me fazer uma proposta real e porque o Giampiero Boniperti, ex-jogador e presidente da Juventus na época, já havia dito que um jogador com meu porte físico não chegaria a lugar algum". De acordo com as lendas, o presidente do Napoli, Corrado Ferlaini, teria blefado: depositou na federação italiana um envelope vazio, onde deveria estar o contrato do jogador, a fim de registrá-lo logo. Era o que ele precisava para ganhar tempo, enquanto a manobra era descoberta, para levantar o dinheiro para pagar o Barcelona.
Decadência
O Napoli conseguiu se virar na temporada 1991–92 sem seu maior ícone, terminando em quarto. Maradona, decidido a deixar o time, protagonizou uma batalha judicial que durou 86 dias. A liberação foi brecada pelo presidente do clube, que estava brigado com o argentino. Após intervenção da FIFA, Maradona conseguiu se desligar do Napoli e acertou um retorno à Espanha, agora como jogador do Sevilla, na época comandado por Carlos Bilardo, seu ex-técnico na Seleção. Anos mais tarde, Ferlaini, o antigo presidente do Napoli, declararia que Diego fora salvo diversas outras vezes do antidoping, que era burlado com a urina de jogadores "limpos" nas vezes em que o argentino era sorteado.
Maradona fez seu primeiro jogo pela Argentina em 1977, num amistoso contra a Hungria.[carece de fontes?] Integrou o grupo dos pré-convocados para a Copa do Mundo de 1978, mas, apesar do clamor popular para vê-lo no torneio, a ser disputado no país, foi deixado de fora pelo técnico César Luis Menotti, em decisão polêmica em favor de Norberto Alonso, também apreciado por público e mídia — no momento da convocação, este era o artilheiro do campeonato com o futuro campeão River Plate e fizera belo gol no último amistoso, contra o Uruguai, tendo entrado durante a partida. O que mais favorecia Beto Alonso, todavia, era o fato de ele ser o preferido dos dirigentes da AFA, o que incluía o general Carlos Alberto Lacoste. "Ele ainda é um garoto e precisa amadurecer. Mas sem dúvida ele pode mais que os outros e ainda vai brilhar muito no futebol", explicou Menotti sobre a decisão de cortar Maradona. Maradona ficou arrasado, mas não guardou mágoas de Menotti, considerado por ele o melhor técnico que já teve, superior até a Carlos Bilardo, o comandante em 1986. Pouco após o corte, foi consolado por Omar Sivori, ex-craque de história no River Plate e na Juventus e que defendera tanto a Argentina quanto a Itália: "Me escute, garoto… você tem a verdade do futebol dentro de si e toda uma vida para mostrá-la". Apesar da decepção, Maradona chegaria a enviar um telegrama desejando sorte aos jogadores, a acompanhar dois jogos da Albiceleste no Monumental de Núñez, contra Itália e na decisão contra os Países Baixos, e a participar dos festejos pós-título pela cidade de Buenos Aires.
Copa do Mundo de 1982
A Argentina, detentora do título, realizou contra a Bélgica o jogo inaugural da Copa do Mundo de 1982. O time, no papel, era ainda melhor do que o de 1978: reunia a campeã espinha-dorsal formada por Ubaldo Fillol, Daniel Passarella, Mario Kempes, Osvaldo Ardiles, Américo Gallego e Daniel Bertoni somada com as estrelas do título de juniores de 1979, Maradona e Ramón Díaz. Dieguito já era conhecido internacionalmente, ainda mais após a venda para o Barcelona, concretizada pouco antes do mundial. A estreia de Maradona em Copas, porém, seria desagradável. Ele foi repetidamente chutado e derrubado pelos belgas, chegando a receber entradas violentas pelas costas e ser puxado de cima da bola. Porém, o árbitro tchecoslovaco Vojtech Christov não tomou nenhuma medida contra os adversários, que venceram por 1–0. A Argentina recuperou-se e se classificou após vencer Hungria, em que ele marcou seus dois primeiros gols em Copas, em goleada de 4–1, e El Salvador. A segunda fase seria decidida em quatro grupos com três países, com cada grupo conferindo uma vaga nas semifinais. A Argentina enfrentaria Itália e Brasil.[carece de fontes?]
Copa do Mundo de 1986
Maradona foi convocado para o segundo mundial do México com algumas críticas. Alguns setores da mídia questionavam a escolha do técnico Carlos Bilardo em chamá-lo e ainda por dar-lhe a tarja de capitão. Maradona ainda não havia triunfado totalmente no Napoli. Na Itália, ainda era considerado apenas um bom jogador e malabarista. Mesmo assim, o respeito que despertava em Bilardo era tão grande que o treinador não usaria na competição o convocado Daniel Passarella, estrela e capitão do título da 1978, mas desafeto de Dieguito. Maradona novamente apanhou na estreia, contra a Coreia do Sul, vencida por 3–1. No jogo seguinte, marcou o gol argentino no empate em 1–1 contra a campeã Itália. A classificação veio após vitória por 2–0 sobre a Bulgária.
Copa do Mundo de 1990
Quando o mundial começou, Maradona, bem diferente dos dois anteriores, era um jogador totalmente consagrado internacionalmente. Além de líder do bicampeonato mundial argentino, havia, finalmente, dado títulos importantes à até então inexpressiva equipe do Napoli. Mesmo na Copa América de 1989, a terceira que disputou e não venceu, encantara: no jogo contra os uruguaios, apenas o travessão o impediu de fazer um gol do meio-de-campo no Maracanã. Declarou antes da Copa do Mundo que teriam de "arrancá-la de suas mãos". Embora seu relacionamento com o técnico Bilardo já não fosse tão boa, conseguiu impor-lhe novamente sua opinião na escalação: se em 1986 não queria que Passarella jogasse, em 1990 pressionou o treinador para chamar o amigo Claudio Caniggia. Mas a relação com os italianos em geral, principalmente do norte, talvez fosse pior.
Copa do Mundo de 1994
Maradona, após a suspensão de quinze meses dada pela FIFA, ficou três anos sem jogar partidas oficiais pela Argentina.[carece de fontes?] Em fevereiro de 1993, voltou a vestir a camisa alviceleste para um amistoso contra o Brasil comemorativo do centenário da Associação do Futebol Argentino, e contra a Dinamarca pelo Troféu Artemio Franchi, jogo oficial organizado pela CONMEBOL e a UEFA em conjunto, que reunia o campeão sul-americano e o europeu. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, porém, o craque não vinha sendo utilizado, e sem ele o país não vinha se dando bem: na última partida, chegou a ser goleado por 5 a 0 pela Colômbia em Buenos Aires, e só não foi desclassificado porque o Paraguai não saiu de um empate com o Peru em Lima. Um clamor crescia a cada dia pelo retorno do astro, finalmente chamado de volta para os dois jogos da repescagem, contra a Austrália. O primeiro gol após voltar veio em abril de 1994, num amistoso vencido contra o Marrocos.
Legado
Maradona não jogaria mais pela Argentina até 10 de novembro de 2001, quando foi realizado um amistoso na Bombonera. O jogo festivo foi contra um combinado de estrelas, dentre elas Enzo Francescoli, Éric Cantona, Davor Šuker, Hristo Stoichkov, René Higuita, Nolberto Solano e até o compatriota Juan Román Riquelme, confirmando assim a despedida do jogador. A Argentina conseguira vencer a Copa do Mundo FIFA de 1978 sem Maradona. Porém, foi com ele no auge da carreira liderando a Seleção que a Albiceleste, já sem Mario Kempes, Osvaldo Ardiles, Ubaldo Fillol e Daniel Passarella, conseguiu com elencos fracos chegar a outras duas finais de Copa do Mundo, e saindo-se vencedora na de 1986. O país continuou a revelar bons talentos, mas nenhum conseguiu preencher com a mesma mística o vazio deixado com a saída um tanto precoce de El Pibe. Talvez por isso, a Seleção chegou a manifestar o desejo de aposentar o número 10 em sua camisa por ocasião da Copa do Mundo de 2002, mas foi impedida pela FIFA. O técnico Dunga elogiou o jogador como tendo uma boa carreira de técnico.
Um ano após aposentar-se no Boca, foi à Copa do Mundo de 1998 como comentarista. Após a eliminação da Argentina, comandada por Daniel Passarella, manifestou pela primeira vez sua intenção em tornar-se técnico da Albiceleste, ao mesmo tempo em que não perdoava o desafeto: "Para começar vou dizer que quero ser o técnico da Seleção. O que mais bronca me deu é que não jogou a Argentina. Nos disfarçamos de Alemanha e caímos fora do mundial. Nossos jogadores podem dormir tranquilos. Perdemos pelo planejamento tático. (…) Estou quente porque Passarella negou a 35 milhões de argentinos a presença de Caniggia e Redondo". Passarella não chamara os dois por não concordar com cabelos compridos, e só não fizera o mesmo com Gabriel Batistuta porque este acatara o pensamento do treinador. No ano seguinte, em que foi eleito o atleta argentino do século, Maradona envolveu-se em nova polêmica com filhos fora do casamento: desta vez, a justiça argentina determinou que ele era pai de uma menina de três anos, após sete negativas do ex-jogador em fazer o exame de DNA. No entanto, Maradona faria o exame mais tarde e ficaria provado que ele não era o pai da jovem. Já no caso de Diego Sinagra, filho que Maradona teve enquanto viveu na Itália, o reconhecimento, ainda que tardio, aconteceu. Em 2000, iniciou um tratamento contra as drogas em Cuba, após ser internado depois de tomar um coquetel de remédios em Punta del Este, no Uruguai, e quase morrer. Na ilha, se enfureceu com fotógrafos locais, agrediu-os e quebrou o vidro de um carro com um soco, rendendo-lhe novo processo.
Recuperação
Recuperado, durante o ano de 2005 Maradona foi duas vezes destaque na mídia televisiva: em janeiro, confirmou a acusação de Branco de que, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1990, o massagista argentino fornecera água com tranquilizante ao lateral brasileiro. Em tom de deboche, Maradona, ciente do que ocorria, falou que oferecera a água também a Valdo e que se desesperou quando o colega Julio Olarticoechea estava prestes a beber na mesma garrafa. Depois, Maradona, após perder cinquenta quilos depois de uma cirurgia de redução de estômago em Cartagena, na Colômbia, e chegar aos 75 quilos, tornou-se apresentador de um talk show, "La noche del Diez" ("A noite do Dez"), onde recebeu figuras de todo o mundo, como o próprio desafeto Pelé, Xuxa, Mike Tyson e Fidel Castro. A noite com Pelé foi marcada por um inesperado bom humor e amistosidade entre ambos, que cantaram juntos e terminaram trocando passes de cabeça, emocionando a plateia. Por sinal, foi nos bastidores do programa que sua filha Giannina conheceria pessoalmente Sergio Agüero, com quem iniciaria um celebrado relacionamento amoroso. No mesmo ano, sua popularidade junto ao Boca faz com que o clube aceite sua indicação para treinar o time: Alfio Basile.
Maradona assumiu o comando da Seleção Argentina em outubro de 2008, após a saída de Alfio Basile. Julio Grondona, o presidente da Asociación del Fútbol Argentino, já havia lhe prometido verbalmente o cargo após a Copa do Mundo FIFA de 2006, mas na época optara por Basile. Após o técnico sucumbir com os maus resultados e críticas da imprensa, Grondona pensava em efetivar Sergio Batista, técnico da Seleção Argentina olímpica que conseguira a medalha de ouro nos Jogos de 2008. Porém, nas próprias Olimpíadas de Pequim, Maradona pavimentou seu caminho. Com permissão livre para acompanhar a delegação, Maradona procurou travar relação forte com os jogadores, muitos deles figuras também da seleção principal, como seu genro Sergio Agüero, Fernando Gago e Lionel Messi. Grondona, doze dias após a demissão de Basile, enfim acatou o desejo de Diego, por razões políticas: o homem mais indicado para o cargo, Carlos Bianchi, era um desafeto pessoal do presidente.
Em 1982, Maradona, ainda antes de consagrar-se mundialmente, manifestou seu desejo em ter um personagem de história em quadrinhos idealizado nele, inspirado no sucesso da Turma do Pelezinho, de Mauricio de Sousa. Seu desejo chegou ao próprio Mauricio e um encontro entre os dois foi marcado na concentração da Seleção Argentina, às vésperas da Copa do Mundo da Espanha. Empolgado, Maradona chegou a fazer o próprio rascunho do personagem que imaginava, pediu a Mauricio que o nome fosse "Dieguito" em vez de "Maradoninha", e contou ao desenhista passagens de sua infância que pudessem render histórias. Mauricio saiu da Argentina com inspiração para uma turma composta por outros onze personagens, dentre os quais Vaquita e Flaquito. Séries de tiras inteiras para jornais, revistas e mesmo um desenho animado foram produzidas, mas acabaram engavetadas constantemente: inicialmente, por conta da saída de Maradona para o Barcelona, ainda naquele ano, o que obrigou Mauricio a mudar alguns planos, com a previsão de que a Turma do Dieguito chegasse ao público argentino em 1984. Todavia, naquele ano o jogador trocou novamente de clube, indo para o Napoli, obrigando novo atraso. As notícias do envolvimento de Maradona com as drogas e outras polêmicas de sua vida pessoal acabaram fazendo Mauricio desistir de vez do personagem, lamentando: "Pela natureza dos problemas de Diego, resolvemos congelar o projeto. Coloquei tudo dentro de uma gaveta e nunca mais abri. Entreguei tudo para a mulher dele. (…) Dieguito poderia, quem sabe, ter dado um rumo diferente à vida de Maradona".
Como treinador
Fontes: LigaMX - Soccerway - FootballDataBase.
Foram produzidos filmes, séries e documentários, que retrataram sua vida e jornada pelo esporte mundial como jogador e técnico de futebol.


