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Acervo da Música Brasileira

Acervo da Música Brasileira / Restauração e Difusão de Partituras (AMB) foi um projeto musical da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ), Petrobras e Santa Rosa Bureau Cultural, com a coordenação musicológica de Paulo Castagna, que resultou na reorganização da Coleção Dom Oscar de Oliveira do Museu da Música de Mariana e na publicação de uma série de 9 volumes de partituras e de CDs com música sacra brasileira dos séculos XVIII e XIX, editadas a partir de fontes musicais desse acervo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Histórico e descrição

O projeto Acervo da Música Brasileira (AMB) surgiu no ano 2000, a partir de uma parceria entre a Petrobras, o Santa Rosa Bureau Cultural e a Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ), instituição que gerencia os bens e as instituições culturais dessa região eclesiástica. O trabalho teve início em fevereiro de 2001 e foi concluído em dezembro de 2003, sendo orientado por três objetivos básicos: Participaram do trabalho musical e musicológico do projeto, por área de atuação, os seguintes profissionais e grupos musicais: Ao início do projeto, o acervo do Museu da Música encontrava-se provisoriamente instalado em uma ala lateral da residência arquiepiscopal de Mariana à Praça Gomes Freire (depois de ter permanecido no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana até 1988), mas a divulgação desta série acabou estimulando várias outras ações de desenvolvimento do Museu da Música, entre elas a realização do I Colóquio Brasileiro de Arquivologia e Edição Musical em 2003 (cujos Anais foram impressos em 2004), o primeiro do gênero na América Latina, e o recebimento, em 4 de dezembro de 2002, do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do IPHAN. Em 2007, após a realização do projeto, o Museu da Música foi transferido para o Palácio da Olaria, mas em 2023 retornou para a antiga residência arquiepiscopal à Praça Gomes Freire, que hoje abriga o Museu da Música e o Museu de Arte Sacra de Mariana.

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Concepção editorial

Do ponto de vista editorial, esta série partiu da existência de uma rede de iniciativas semelhantes, principiadas na publicação de composições sacras brasileiras dos séculos XVIII e XIX, em periódicos da primeira metade do século XX (especialmente obras de José Maurício Nunes Garcia), impressas em coletâneas a partir do Archivo de Música Religiosa de la “Capitania Geral das Minas Gerais” (Siglo XVIII), Brasil, por Francisco Curt Lange (Mendoza: Universidad Nacional de Cuyo, 1951). A partir dessa publicação, surgiram outras séries editoriais dedicadas ao patrimônio histórico-musical brasileiro, com destaque para as seguintes: Como critério de seleção das obras, a série AMB adotou a reunião de obras em torno de nove temas litúrgicos, em uma tentativa de evitar a publicação de coletâneas não-temáticas ou focadas em autores específicos, mas também como forma de privilegiar a liturgia por ter representado o principal critério de acumulação de fontes musicais nos acervos de música sacra recolhidos ao Museu da Música de Mariana. A pesquisa litúrgica - que incluiu a identificação da função cerimonial de cada peça, bem como a identificação, estabelecimento e tradução dos textos latinos - ficou a cargo de Aluízio Viegas, mas também contou com a colaboração de liturgistas e latinistas de São João del-Rei, especialmente Abgar Campos Tirado.

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Critérios editoriais

Todas as edições foram baseadas em fontes musicográficas históricas do Museu da Música de Mariana, ainda que com a eventual consulta de fontes de outros acervos, todas referidas nos volumes impressos. Por essa razão, o projeto priorizou a edição de fontes em relação à edição de obras. Além da metodologia atualmente aceita no âmbito musicológico internacional, o projeto adotou os seguintes procedimentos:

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Fontes consultadas

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