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Acolhuas

Os Acolhas eram um povo mesoamericano que chegaram ao Vale do México, no final do século XII ou início do século XIII. Eram uma cultura irmã dos astecas, bem como os tepanecas e outros; estas tribos falavam a língua náuatle e compartilhavam o mesmo panteão geral, com variações locais e tribais. Sua principal capital foi Texcoco.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Etimologia

O nome ā-cōl-huah (ā - 'água'; cōl - 'avô', 'antepassado'; huah - 'titular') literalmente significa "aqueles cujos antepassados vieram da água". O glifo utilizado para a cidade é um braço dobrado com sinal água (Nahuatl, ā-) para cima (para representar o valor fonético / a /), este glifo vem de quase-homofono ahcol- 'ombro' , deste modo se interpreta o significado de alcohua a partir de ahcolhuah, 'que tem ombro' ou figurativamente 'homem esforçado'. No entanto, a notação correta de vogais longas descartaria esta segunda interpretação.

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Origens

Após a partida de Chicomoztoc, os Acolhas inicialmente se estabeleceram na região chichimecas de Xolotl. No entanto, há evidências de que várias casas senhoriais os precederam séculos antes, incluindo Coatlichan (que pertencia à Tríplice Aliança de 1047-1272), Huexotla, Otompan e Chimalhuacan. O que as fontes designam como "raça" Acolhua, na realidade é o resultado do desenvolvimento de diferentes grupos étnicos que se estabeleceram na região leste do Estado do México e na região de Hidalgo que faz fronteira com este, em especial relacionadas às tradições Otomis e Nahua dominante . Ao longo do tempo, desenvolveram uma "consciência tolteca" declarando-se descendentes de chichimecas e Nahuas; este processo resultou de fortes relações com outros grupos e que os eventos sejam em grande parte mistificados, tornando os dados improváveis e confusos, sendo necessária uma avaliação mais cuidadosa dos documentos que conhecemos.

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Período Inicial

Segundo as fontes, as origens desta cultura começam com a saída de seu líder Xólotl do lendário Chicomoztoc. Fizeram um assentamento provisório em Xoloc e posteriormente estabeleceram sua capital em Tenayocan (Tenayuca). Analisando cuidadosamente os documentos coloniais notamos que a participação de Xolotl fazia parte de um contexto mítico, que validariam o direito da classe dirigente governar. A existência física deste líder transcendente foi mitificada, e poderia ter ocorrido em 1130. Além disso, ainda segundo as mesmas fontes governou por 47 anos, (1157-1204), se realmente existiu. O segundo governante (considerado como tlatoani) foi Nopaltzin, que governou de 1202 a 1236. Apesar das fontes e pictogramas do século XVI apresentarem os Acolhuas como chichimecas bárbaros e incivilizados, na verdade realizavam censos e demarcavam territórios, tinham uma organização política clara e um sistema hidráulico complexo; tudo isto indica uma cultura superior ao tradicionalmente aceito. Por outro lado, de acordo com o estudo de Charles Dibble sobre o Códice Xólotl, a partir de seu reinado passou a ocupar um território que abarcava do Nevado de Toluca ao Pico de Orizaba, em Veracruz, e de norte a sul do Altépetl de Metztitlán em Hidalgo até o Altépetl de Izucar em Puebla, mas não existem outros registros históricos sobre essa questão.

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Consolidação e crescimento

Pouco antes da morte de Tlotzin, em 1270, ocorreram conflitos entre os Acolhuas, Yacanex, senhor de Tepetlaoxtoc reclama para si a capital - Coatlichan - pretendento usurpá-la de seu legítimo herdeiro, Huetzin. Com a ascensão de Quinatzin Tlaltecatzin, em 1272, o conflito chega ao clímax. Yacanex forma uma aliança com os Altépetl otomíanos de Metztitlán, Tototepec e Tepepolco (governado respectivamente por Ocotoch, Coacuech e Zacatitechcochi), enquanto isso Huetzin é apoiado por seus tios, Quinatzin e Nopaltzin alem de tropas de Tochinteuctli que era filho do tlatoani de Cuahuacan (não confundir com outro tio de Huetzin com o mesmo nome). A batalha final ocorreu em quatro frentes diferentes: Chiucnauhtlan (Chiconautla) defendida por Yacanex e atacada por Tochinteuctli que mata o instigador da revolta; em Patlachiuhcan (Pachuca) onde Coacuech se entrincheira e Huetzin consegue quebrar o cerco e atingir a vitória; em Zoltepec, foi Ocotoch quem montou sua trincheira mas foi capturado e morto por Nopaltzin que animado perseguiu seus inimigos até quase chegar a Tolantzinco, onde sofreu uma emboscada e foi morto. O último bastião da batalha foi em Cuaximalco próximo a Tepepolco que foi destruído por Quinatzin.

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Recuperação da Independência

Após uma curta temporada em Huexotzinco, Nezahualcoyotl decidiu mudar-se para Chalco para ficar mais perto de seu povo, onde procurou não ser descoberto e através de seus espiões ficava sabendo dos eventos importantes. Mas acabou provocando o tlatoani de Chalco que mandou prendê-lo numa jaula sem comida para morrer de inanição. Com o ajuda de um velho aliado conseguiu escapar indo novamente para Huexotzinco. De lá, através de meios diplomáticos e com a ajuda de seus parentes em Tenochtitlan, obteve a indulgência de Tezozómoc que autorizou a residir nesta cidade insular. Com a morte de Tezozómoc em 24 de março de 1426 ocorre um novo divisor de águas na história antiga. Quetzalayatzin foi designado como sucessor de Tezozómoc isto provoca a ira de Maxtla que era o tlatoani de Coyoacan desde 1410, decide usurpar o trono deste em 29 de março, dessa forma, logo após as cerimônias funerárias de Tezozómoc, Maxtla inicia seu reinado despótico.

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Nezahualpilli e seus sucessores

Nezahualpilli Acamapichtli segundo filho de Nezahualcoyotl nasceu em 1 de janeiro de 1465, na época da morte de seu pai em 1472 tinha apenas oito anos e foi eleito o novo tlatoani de Texcoco, uma situação que favoreceu Tenochtitlan que discretamente toma o controle da Tríplice Aliança. No ano seguinte, acontece o último conflito interno entre Tenochtitlan e o tlatelolco Moquihuix que ascendeu em 1467 faz aliança com Colhuacan, Cuitlahuac e Huitzilopochco, para conseguir o comando sobre todos os astecas, Axayácatl avança sem piedade sobre a cidade gêmea conseguindo encurrala-los na praça cerimonial onde Moquihuix estava entrincheirado e os tlatelocas são derrotados, com a destruição do Templo de Tlatelolco em 28 de julho de 1473 e permanecendo desta forma por mais de quarenta anos como um aviso para qualquer outro ato subversivo. A história de Texcoco na época de Nezahualpilli estava ligada à dos astecas, os exércitos acolhuas obedeciam às ordens tenochcas. Em 1476 ocorrem as campanhas de Tlachco, Malinalco, Ocuillan. Em 1477 ocorre a de Tollocan, neste mesmo ano em Xiquipilco seu tlatoani Tlilcuetzpali quase mata Axayácatl mas é salva pelo capitão acolhua e governador de Teotihuacan Quetzalmamalitzin, que também captura Tlilcuetzpali conseguindo a vitória. Em 1478 o exército acolhua-tenocha enfrenta mais uma derrota em Taximaroa (região que abrangia os atuais estados de Hidalgo e de Michoacán), contra os tarascos encerrando seu avanço para o oeste. A última conquista de Axayácatl ocorre na província cuexteca (Huasteca) de Tochpan logo em seguida morre em 1481.

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Fontes consultadas