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Adame Ba Konaré

Adame Ba Konaré ou Adame Konaré Ba é uma historiadora, escritora, militante do movimento democrático de seu país, e ativista pelos direitos das mulheres. Em 1995 fundou o Museo de la Mujer Muso Kunda, um dos poucos museus de temática feminina que existem na África. Em suas pesquisas e estudos, ressalta o valor da tradição oral para conhecer e investigar a História da África, que desde a década de 1960 é reconhecida como fonte de informação tão válida quanto os documentos escritos, segundo a historiadora. Foi primeira dama de seu país entre 1992 e 2002.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Adame nasceu em Ségou em 1947. Seu pai, Mamadou Ba era dentista e sua mãe, Kadiatou Thiam vinha de uma família com longa tradição de intelectuais da África Muçulmana Ocidental, com origens na região de Futa Toro no Senegal. Ambos da tribo Fula. Realizou a sua educação superior em História e Geografia na Escola Normal Superior de Bamako (ENSUP) na cidade de Bamako. Em 1971 casou-se com o também historiador e político Alpha Oumar Konaré que era, na época, professor de ensino médio e preparava seu doutorado na Universidade de Varsovia. Juntos realizaram o doutorado nessa cidade, ele em Arqueologia e ela em História. Na Polônia nasceu seu primeiro filho. Em 1976 voltaram ao Mali, onde ela trabalhou como professora de História na Escola Normal Superior (de 1981 a 1984), dirigindo o departamento de Hisória e Geografia, até junho de 1992, data em que seu marido foi eleito presidente o país. Konaré e sua esposa trabalharam juntos em vários projetos e participaram do movimento democrático malinense. Publicaram um livro em 1983 chamado Grandes Datas Do Mali (disponível no Amazon) e ambos trabalharam para a causa democrática durante a presidência de Moussa Traore, que governou o país pelo partido único até 1991. Durante esse tempo criaram a Editora Jamana, um jornal diário chamado Lhes Echos e um partido político chamado ADEMA-PAS. O movimento democrático foi a chave para a queda de Moussa Traoré em 26 de março de 1991.

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Obra

Considera-se herdeira da historiografia colonial e da historiografia maliense, e no final dos 80 era considerada 'a única escritora' de Malí. Ao longo de sua carreira tem publicado numerosos livros e artigos, desde biografias (sobre Sunni Ali Ber ) até filosofia ( L'Vos da parole ) e inclusive uma novela ( Quand l'ail se frotte a l'encens ), cuja trama centra-se na ruptura social, em uma sociedade fictícia, similar à de Meli. Por este livro, seu estilo tem sido comparado com as obras dos autores franceses Emile Zola e Victor Hugo . Em suas entrevistas, Adame posiciona-se abertamente feminista e ativista pelos direitos das mulheres, reivindicando a revalorização dos conhecimentos das mulheres. Inicialmente sua especialidade era a História bambara, para reivindicar e reabilitar o legado histórico, frente às imposições coloniais, que alegaram que a África não tinha História. Quando comneçou a viajar, as pessoas lhe perguntavam sobre a situação das mulheres em seu país, e foi então quando deiciciu levar adiante uma importante pesquisa sobre a história e o papel das mulheres, segundo o que ela mesma contou, em uma entrevista de 2019.

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Fontes consultadas

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