Adão cromossomial-Y
Em genética humana, o Adão cromossomial-Y é definido como o ancestral comum mais recente (MRCA) de quem todas as pessoas vivas são descendentes patrilinearmente. Um artigo de 2013 relatou que Y-cromossomal Adão viveu cerca de 338.000 anos atrás. Esse estudo também mostrou confiança de 95% que o Y cromossomal Adão viveu entre 237.000 e 581.000 anos atrás enquanto estudos anteriores estimaram Y-MRCA tão recente quanto 142.000 ou 60 mil anos atrás.
Imagem: Chakazul · BY-SA · Openverse
O Adão cromossomial-Y provavelmente viveu entre 237 mil e 581 mil anos atrás, julgando pelos estudos do "relógio molecular" e marcador genético. Enquanto seus descendentes certamente tornaram-se parentes próximos, o Adão cromossomial-Y e a Eva mitocondrial são separados no tempo pelo menos por 30 mil anos, ou mil gerações. Isso ocorre devido às diferenças encontradas nas estratégias reprodutivas de machos e fêmeas. A mais recente datação do Y-MRCA comparada à da mt-MRCA corresponde a uma mais ampla dispersão estatística da distribuição de probabilidade para um homem Paleolítico ter descendentes vivos comparados àqueles de uma mulher do Paleolítico. Enquanto mulheres férteis têm mais ou menos chances igualmente distribuídas de dar à luz um certo número de descendentes férteis, as chances de um homem são maiores, com alguns que não geram nenhuma criança e outros que geram muitos, com múltiplas mulheres. (Esta diferença na variação foi indica primeiramente, no número de descendentes das moscas das frutas, de machos contra fêmeas, por Bateman, 1948.)
Adão cromossomial-Y é uma referência ao Adão do Gênesis, mas apenas como metáfora. O nome pode dar a entender que o Adão-Y foi o único homem vivo em seu tempo; o que ele não foi. "Adão-Y" nem mesmo é um único indivíduo fixo e determinado, mas um título que continuamente passa para diferentes indivíduos com o passar do tempo. Quando uma linhagem masculina encerra-se pela morte de seus descendentes, uma mais recente torna-se a nova Y-MRCA. Em tempos de rápido crescimento populacional, as linhas patrilineares são menos propensas a morrer que durante um período de gargalo populacional.


