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Adelaide Anne Procter

Adelaide Anne Procter foi uma poetisa e filantropa inglesa. Adelaide Anne Procter foi uma poetisa e filantropa inglesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Adelaide Anne Procter nasceu em 25 Bedford Square, no distrito de Bloomsbury, em Londres, em 30 de outubro de 1825, filha do poeta Bryan Waller Procter e sua esposa Anne (nascida Skepper). A família tinha fortes laços literários: a romancista Elizabeth Gaskell gostava de suas visitas à casa de Procter, e o pai de Procter era amigo do poeta Leigh Hunt, do ensaísta Charles Lamb e do romancista Charles Dickens, além de conhecer o poeta William Wordsworth e o crítico William Hazlitt. A amiga da família Bessie Rayner Belloc escreveu em 1895 que “todo mundo com qualquer pretensão literária parecia entrar e sair da casa. Os Kembles, os Macreadys, os Rossettis, os Dickens [sic], os Thackerays, nunca pareciam ser exatamente visitantes, mas sim pertencentes ao lugar”. A escritora e atriz Fanny Kemble escreveu que a jovem Procter “parece a filha de um poeta, e de uma poetisa ... [com] uma expressão pensativa e pesarosa, sobrenatural [sic] para uma criança tão pequena”.

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Carreira literária

Imagem: Baylor University Libraries Digital Collections · BY-NC · Openverse

A poesia de Procter foi fortemente influenciada por suas crenças religiosas e a caridade, falta de moradia, pobreza e mulheres marginalizadas são temas frequentes. O prefácio de Procter para A Chaplet of Verses e muitos de seus poemas enfatizam a miséria das condições em que viviam os pobres. O catolicismo de Procter também influenciou a sua escolha de imagens e símbolos; Procter frequentemente faz referência à Virgem Maria, por exemplo, “para apresentar aos leitores seculares e protestantes a possibilidade de que uma ordem celestial faça críticas à estrutura de poder da ideologia de gênero vitoriano”. Procter escreveu uma série de poemas sobre a guerra (a maioria dos poemas publicada sobre este tema na Household Words foram escritos por Procter), embora raramente tratasse diretamente do tema, preferindo deixar “a guerra como cenário de fundo, algo a ser inferido e não declarado”. Em geral, esses poemas retratam o conflito como algo “que possa unir uma nação que foi dividida pela diferença das classes”.

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Fama

Imagem: Rijksmuseum · CC0 · Openverse

Procter era “incrivelmente popular”, em meados do século XIX; era a poetisa predileta da Rainha Vitória e Coventry Patmore afirmou que a procura por seu trabalho foi maior do que a por qualquer outro poeta, com exceção de Alfred Tennyson. Somente um volume de sua poesia passou por dezenove edições entre 1858 e 1881. Os leitores valorizavam os poemas de Procter por sua simplicidade de expressão, apesar de serem considerados “não muito originais no pensamento; [seu mérito é que] são de fato as expressões 'de um coração crente', ressaltando sua plenitude”. Procter tinha uma opinião desfavorável de seu trabalho; sua amiga Bessie Raynor Belloc achava que Procter ficava triste com o fato de sua fama como poetisa ter superado a de seu pai, e citou Procter dizendo que “papai é um poeta. Eu só escrevo versos”. A popularidade de Procter continuou após sua morte; o primeiro volume de Legends and Lyrics passou por 19 edições em 1881, e o segundo volume por 14 edições no mesmo ano. Muitos de seus poemas transformaram-se em hinos ou canções. Entre estas estava “The Lost Chord”, que Arthur Sullivan musicou em 1877; esta canção foi a mais bem sucedida comercialmente na década de 1870 e 1880 no Reino Unido e nos Estados Unidos. A compositora Hermine Küchenmeister-Rudersdorf musicou o texto de Procter em sua canção “Shadow”. O seu trabalho também foi publicado nos Estados Unidos e traduzido para o alemão. No início do século XX, entretanto, a fama de Procter decaiu tanto a ponto de um livro de texto chamar seus poemas de “estúpidos, triviais e indígnos do assunto”. Os críticos, como Cheri Larsen Hoeckley, Kathleen Hickok e Natalie Joy Woodall argumentam que a queda da fama de Procter é devida, pelo menos em parte, à forma como Charles Dickens caracterizou-a como um “modelo de anjo doméstico da classe média” e uma “santa frágil e modesta” e não como uma “poetisa feminista ativa e forte”. Emma Mason, no entanto, argumenta que, mesmo que a descrição de Procter feita por Dicken tenha “extinto o interesse moderno” por ela, ele também “ajudou a resgatar Procter do tipo de conjecturas intermináveis sobre sua vida privada que tem confundido os estudos de mulheres como Letitia Landon”.

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Fontes consultadas

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