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Puer aeternus

Puer aeternus, o latim para "menino eterno" ou "Eterno Jovem", na mitologia, é um deus-criança que é eternamente jovem. Na psicologia, é uma pessoa adulta cuja vida emocional permaneceu no nível adolescente, também conhecida como síndrome de Peter Pan. O puer normalmente leva uma vida provisória devido ao medo de ser pego em uma situação da qual talvez não seja possível escapar. Ele cobiça independência e liberdade, opõe-se a limites e tende a achar intolerável qualquer restrição.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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O puer na mitologia

Imagem: DONOSTIA KULTURA · BY-SA · Openverse

A frase puer aeternus vem de Metamorfoses, uma obra épica do poeta romano Ovídio (43 a.C. – c. 17 d.C.) que trata dos mitos gregos e romanos. No poema, Ovídio aborda o deus-criança Iaco como puer aeternus e o elogia por seu papel nos mistérios eleusianos. Iaco é mais tarde identificado com os deuses Dionísio e Eros. O puer é um deus da vegetação e da ressurreição, o deus da juventude divina, como Tamuz, Átis e Adônis. A figura de um jovem deus que é morto e ressuscitado também aparece na mitologia egípcia como a história de Osíris.

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O puer na psicologia junguiana

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung desenvolveu uma escola de pensamento chamada psicologia analítica, distinguindo-a da psicanálise de Sigmund Freud (1856–1939). Na psicologia analítica (frequentemente chamada "psicologia junguiana"), o puer aeternus é um exemplo do que Jung chamou de arquétipo, um dos "elementos estruturais primordiais da psique humana". O arquétipo antitético (enantiodrômico) ou sombra do puer é o senex (latim para "homem velho"), associado ao deus Cronos—disciplinado, controlado, responsável, racional, ordenado. Por outro lado, a sombra do senex é o puer, relacionado a Hermes ou Dionísio—instinto ilimitado, desordem, embriaguez, fantasioso/extravagante. Como todos os arquétipos, o puer é bipolar, exibindo um aspecto "positivo" e "negativo". O lado "positivo" do puer aparece como a Criança Divina que simboliza novidade, potencial de crescimento, esperança para o futuro. Ele também prenuncia o herói que às vezes se torna (por exemplo, Héracles). O lado "negativo" é o homem-criança que se recusa a crescer e enfrentar os desafios da vida, esperando por seu barco chegar e resolver todos os seus problemas. Neste aspecto negativo, alega-se que o arquétipo pueril pode ser relacionado também a problemas psicológicos que ficam patentes pela manifesta imaturidade, narcisismo e a inabilidade de desenvolver uma perspectiva adulta apropriada à vida. .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Trabalhos concernentes

C. G. Jung escreveu um artigo sobre o puer aeternus, "A Psicologia do Arquétipo da Criança", contido na Parte IV de Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo (Obras Completas, Vol. 9i). O aspecto filho-herói e seu relacionamento com a Grande Mãe são tratados nos capítulos 4 e 5 da Parte Dois dos Símbolos da Transformação (Obras Completas, Vol. 5). Em seu ensaio "Resposta a Jó" (contido em Psicologia e Religião: Oeste e Leste, Vol. 11 das Obras Completas; mas também publicado separadamente), Jung refere-se ao puer aeternus como uma figura que representa o futuro desenvolvimento psicológico dos seres humanos. O Problema do Puer Aeternus é um livro baseado em uma série de palestras que a analista junguiana Marie-Louise von Franz deu no Instituto C. G. Jung, em Zurique, durante o Semestre de Inverno de 1959 a 1960. Nas oito primeiras de doze palestras, von Franz ilustra o tema do puer aeternus, examinando a história de O Pequeno Príncipe do livro de mesmo nome de Antoine de Saint-Exupéry. As quatro palestras restantes são dedicadas ao estudo de um romance alemão de Bruno Goetz, Das Reich ohne Raum (O Reino Sem Espaço), publicado pela primeira vez em 1919. Sobre este romance, von Franz diz:

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Síndrome de Peter Pan

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A síndrome de Peter Pan é o conceito da psicologia popular de um adulto socialmente imaturo. A categoria é informal, invocada por leigos e alguns profissionais de psicologia popularmente. Não está listado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais e não é reconhecido pela Associação Americana de Psiquiatria como um transtorno mental específico. O psicólogo Dan Kiley popularizou a síndrome de Peter Pan em seu livro de 1983, The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up. Seu próximo livro, The Wendy Dilemma (1984), aconselha as mulheres envolvidas romanticamente com "Peter Pans" sobre como melhorar seus relacionamentos.

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Fontes consultadas

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