Afegãos na Índia
A Índia abriga uma comunidade de aproximadamente 10.000 afegãos, sendo cerca de 8.500 refugiados recentes, predominantemente hindus e sikhs, que buscaram refúgio da instabilidade política e do regime talibã no Afeganistão. Eles estão majoritariamente concentrados na região de Deli. A presença afegã na Índia, no entanto, tem raízes históricas profundas, que remontam a séculos de interações culturais, comerciais e políticas.
Pontos-chave
- A comunidade afegã na Índia soma cerca de 10.000 pessoas, com 8.500 sendo refugiados recentes.
- Os refugiados recentes são principalmente hindus e sikhs, fugindo do Talibã e da instabilidade no Afeganistão, concentrados em Deli.
- A presença afegã na Índia data do século XIII, com dinastias como Khalji e Lodi, e migrações para comércio e lazer.
- Sher Shah Suri, um pachtun, governou o Império Mogol de 1540 a 1557, reorganizando o império e estendendo a Grande Estrada.
- Comunidades de língua pachto, com mais de 100.000 falantes, existem em estados indianos como Assam, Bengala Ocidental e Jammu e Caxemira.
A presença afegã na Índia é antiga, com registros que datam do final do século XIII, quando a dinastia Khalji formou um império no Norte da Índia. Embora de origem turca, os Khalji foram associados aos afegãos devido à adoção de seus costumes. A dinastia Lodi, de etnia pachtun, governou o Norte da Índia até a invasão de Babur em 1526, que deu início ao Império Mogol. Durante este período, afegãos de Kabulistão começaram a migrar para a Índia por motivos comerciais e de lazer. O Império Sur, liderado por pachtuns, substituiu o Império Mogol entre 1540 e 1557. A migração pachtun continuou até a ascensão do Império Sikh, que criou uma barreira entre o Afeganistão (Império Durrani) e a Índia Britânica, exigindo vistos para a entrada de afegãos na Índia a partir de então.
Quatro estados indianos – Assam, Bengala Ocidental e Jammu e Caxemira – exibem uma forte influência da cultura pachtun, com um número significativo de falantes da língua pachto. Embora o número exato seja difícil de determinar, estima-se que existam pelo menos mais de 100.000 falantes, considerando que em 1954 mais de 100.000 pachtuns nômades no Vale da Caxemira receberam cidadania indiana. Atualmente, jirgas (assembleias tradicionais de líderes que tomam decisões por consenso, seguindo o Pashtunwali) são frequentemente realizadas. Os pachtuns assentados no Vale da Caxemira, que falam pachto, são encontrados principalmente no sudoeste do vale, onde fundaram colônias. Destacam-se os Kukikhel Afridis de Dramghaihama, que mantêm costumes antigos e a língua pachto, usando roupas coloridas e portando espadas e escudos. Os Afridis e os Machipurians, da tribo Yusufzai, estão sujeitos ao serviço militar e, em troca, mantêm certas aldeias isentas de impostos. Muitos pachtuns vieram sob o domínio dos Durranis, mas outros foram levados pelo Marajá Gulab Singh para servir na fronteira. O pachto também é falado nas aldeias de Dhakki e Changnar (Chaknot), localizadas na Linha de Controle no Distrito de Kupwara. Em resposta à demanda da comunidade pachtun, a estação local Kashir TV lançou recentemente uma série de programas em língua pachto.


