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Eulália de Espanha

Eulália de Bourbon foi uma infanta de Espanha e duquesa da Galliera. Filha mais nova da rainha Isabel II de Espanha e de seu consorte Francisco de Assis de Espanha, ficou conhecida como a "Infanta Republicana" por desafiar a família real com suas ideias progressistas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Início de vida

Nascida em 12 de fevereiro de 1864 no Palácio Real de Madrid, era a mais nova dos cinco filhos de Isabel II de Espanha e de seu consorte Francisco de Assis de Espanha, duque de Cádis (embora a sua verdadeira paternidade seja atribuída ao político e escritor Miguel Tenorio de Castilla), que sobreviveram até a idade adulta. Ela foi batizada em 14 de fevereiro de 1864 com os nomes de "Maria Eulália Francisca de Assis Margarida Roberta Isabel Francisca de Paula Cristina Maria da Piedade". Seus padrinhos foram Roberto I, duque de Parma, e sua irmã, a princesa Margarida de Parma. Eulália parecia-se fisicamente com a sua mãe, uma vez que era loira e tinha olhos azuis, embora tivesse uma boa figura. O seu carácter era independente e rebelde, e chocava directamente com o da sua irmã mais velha, Isabel (La Chata), que discutia frequentemente com ela. Recebeu a sua educação em Madrid até 1868, quando a sua mãe foi exilada devido à Revolução Gloriosa e, a partir de então, passou a ser educada em privado em Paris e, posteriormente, no Colégio do Sagrado Coração na capital francesa. Ele era fluente em francês, inglês, alemão e italiano. A jovem Eulália instalou-se, juntamente com a mãe e as irmãs Paz e Pilar, no Palácio de Castilha, situado na avenida Kléber de Paris.

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Casamento

Aos 15 anos, Eulália apaixonou-se pelo arquiduque Carlos Estêvão da Áustria, irmão de sua cunhada, a rainha Maria Cristina. A certa altura, Eulália e o arquiduque beijaram-se, um comportamento não esperado de uma donzela na época e que comprometeu a possibilidade de um matrimónio. Em suas memórias, a infanta espanhola escreveu sobre o incidente: Pensava-se nessa altura no matrimónio do então príncipe real D. Carlos de Portugal com Eulália. Portugal e Espanha sempre tiveram a tradição de casamentos reais. A família real espanhola tinha todo interesse em este casamento para assegurá-la no trono, recentemente reconquistado pelos Bourbon. A rainha D. Maria Pia e D. Luís I tinham interesse em apagar a memória da candidatura de Leopoldo de Hohenzollern e o reinado Amadeu I de Saboia em Espanha em 1870 e fazer as pazes com os Bourbon. Mas a infanta espanhola não quis casar com D. Carlos, causando escândalo ao interessar-se por um dos membros da comitiva de Sua Majestade, mais especificamente o Secretário da Legação Portuguesa. Apesar do projeto fracassado de matrimónio, Eulália e Carlos permaneceram amigos por toda a vida.

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Viagem à América

Em 1893, a rainha regente Maria Cristina pediu-lhe que representasse a coroa espanhola numa viagem oficial a Cuba, Porto Rico e Estados Unidos (Washington DC, Nova Iorque e Chicago). A viagem durou, no total, oitenta dias, e foi um triunfo pessoal para a infanta. O seu notável savoir faire conquistou o coração das gentes daquelas terras. Por outro lado, a sua inteligência e grande poder de observação fizeram com que compreendesse a inevitável perda das últimas colónias espanholas na América e a iminente guerra cubana.

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Anos posteriores

Eulália gostava de viajar e durante um tempo esteve a viver em Paris, numa residência para senhoras que pertencia à mãe, já que não podia manter uma casa sua. Durante as suas viagens pela Europa travou amizade com o rei Carlos I de Portugal (no livro "La Infanta Republicana", o autor José María Zavala sugere que eram amantes), o czar Nicolau II da Rússia e o kaiser Guilherme II da Alemanha de quem ficou muito amiga.[carece de fontes?] Depois de obter controlo sobre o seu dinheiro e pôde evitar as desforras do seu ex-marido que gastou uma enorme fortunas durante a duração do casamento, a infanta passou os seus últimos anos numa villa em Irún, onde viria a falecer em 1958 em plena ditadura militar franquista. Em 1942, o Francisco Franco deu-lhe um carro e um motorista. Eulália está sepultada no Panteão de Infantes do Mosteiro de São Lourenço em El Escorial.

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Publicações

Eulália foi também autora de um livro intitulado "Au Fil de la Vie", publicado em 1911 em França com o pseudónimo de 'condessa de Avila', que foi proibido em Espanha por ordem do seu sobrinho, o rei Afonso XIII, por ser uma obra de carácter feminista e demasiado modernista. A infanta também publicou um livro de memórias nos anos 30. Antes, em 1915, publicou em Inglaterra "Court Life From Within",

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Fontes consultadas

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