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Afonso Sanches

D. Afonso Sanches de Portugal foi um nobre trovador, filho bastardo e predilecto de Dinis I de Portugal, havido de Aldonça Rodrigues de Telha.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Conflito com D. Afonso IV

A Rainha Santa Isabel chamara para a corte todos os filhos do rei, mesmo os bastardos, proporcionando-lhes igual qualidade de educação, tendo por tutor Pero Afonso. Por esta proximidade, e com certeza por outras razões, D. Dinis dedicava a D. Afonso Sanches uma estima especial, a ponto de lhe entregar em 1312 o cargo de mordomo da coroa, quase o equivalente ao cargo de primeiro-ministro na política actual. Essa relação provocou o violento desagrado do legítimo herdeiro do trono, o infante D. Afonso. O resultado foi uma guerra civil (1322-1324) entre pai e filho. Apesar das várias escaramuças, o ponto máximo deste conflito foi a batalha de Alvalade, que acabou por nunca ocorrer por intervenção da rainha, segundo contam as lendas. Com a subida ao trono de Afonso IV de Portugal, este exilou o meio-irmão em Castela. O infante trovador ainda tentou manobras políticas e militares para tomar o trono. Depois de várias tentativas de invasão falhadas, uma das mais importantes sendo a de 1326, os irmãos assinaram um tratado de paz.

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Trovadorismo

Como o seu pai, D. Afonso Sanches distinguiu-se também como trovador. O espólio poético que dele chegou até nós encontra-se no Cancioneiro da Biblioteca Nacional e no Cancioneiro da Vaticana, e compõe-se de 15 poemas: uma paralelística perfeita, uma outra cantiga de amigo constituída por uma só estrofe, nove cantigas de amor, uma tenção[nota 1] e três cantigas de escárnio. Várias destas cantigas são muito fragmentárias. No entanto, não tem sido muito valorizado como trovador e já se escreveu, por exemplo, que só poetava «para alardear prendas de corte»[carece de fontes?]. Além disso, o trabalho dos copistas prejudicou-o bastante, como se pode verificar pela comparação das versões das cantigas que possuímos. Mas foi recentemente alvo de uma apreciação francamente positiva: «A obra poética de Afonso Sanchez apresenta características das mais singulares dentro do âmbito da lírica galaico-portuguesa.» «As nove líricas d’amor inscrevem-se, quanto à textura formal, no número das mais requintadas do género, como exemplos de cantigas de mestria à maneira provençal. Com efeito, os temas, a estrutura métrico-estrófica e a retórica revelam um poeta culto e conhecedor da tradição poética, embora capaz de variações por meio do registo irónico que, na última cantiga, adquire um aberto carácter de troça do formalismo trovadoresco.».

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Casamento e descendência

Do seu casamento (antes de 1306) com D. Teresa Martins de Meneses (†1350), 5.ª senhora de Alburquerque, Medellín, La Codosera, Jarmelo, etc, filha de D. João Afonso Teles de Meneses, 1.º conde de Barcelos, e de D. Teresa Sanches, filha bastarda do rei Sancho IV de Castela, nasceram três filhos, dos quais apenas um atingiu a maioridade:

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