Voz verbal
A voz verbal indica se o sujeito gramatical pratica ou recebe a ação expressa pelo verbo. Em português, temos três vozes principais: ativa, passiva e reflexiva. Cada uma delas oferece uma perspectiva diferente sobre a relação entre o sujeito e a ação verbal.
Pontos-chave
- A voz ativa ocorre quando o sujeito pratica a ação verbal.
- Na voz passiva, o sujeito recebe a ação, e quem a pratica é o agente da passiva.
- A voz reflexiva acontece quando o sujeito pratica e recebe a ação simultaneamente.
- A voz passiva pode ser analítica (com verbos auxiliares) ou sintética (com partícula apassivadora 'se').
- A escolha entre as vozes é uma questão de estilo, afetando a clareza e o foco da frase.
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Na voz ativa, o sujeito é o agente da ação. Ele executa o que o verbo expressa. É a forma mais direta e comum de expressar uma ação.
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Aqui, o sujeito é paciente, ou seja, ele sofre ou recebe a ação verbal. Quem realiza a ação é o agente da passiva. Verbos transitivos diretos e bitransitivos podem ser usados na voz passiva. Verbos intransitivos, de ligação ou impessoais não admitem essa construção. A voz passiva pode ser analítica ou sintética.
Voz Passiva Analítica
Formada por um verbo auxiliar (geralmente 'ser') seguido do particípio de um verbo transitivo, com uma preposição e o agente da passiva. O agente da passiva pode, em alguns casos, não estar explícito na frase.
Voz Passiva Sintética
Também chamada de voz passiva pronominal, é construída com um verbo na terceira pessoa (singular ou plural) acompanhado do pronome 'se' (partícula apassivadora). O agente da passiva, quando existe, geralmente não é expresso, indicando um agente indeterminado. É importante não confundir o 'se' apassivador com o pronome oblíquo reflexivo da voz ativa reflexiva ou com o indicador de sujeito genérico.
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Nesta voz, o sujeito acumula os papéis de agente e paciente: ele pratica a ação e, ao mesmo tempo, a recebe. A construção inclui um pronome oblíquo reflexivo ('me', 'te', 'se', 'nos', 'vos') que se refere ao próprio sujeito.
Voz Reflexiva Recíproca
Ocorre quando o sujeito é composto (plural) e seus elementos praticam a ação uns sobre os outros, recebendo-a simultaneamente.
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Verbos que não se encaixam nas categorias ativa, passiva ou reflexiva são chamados neutros. Isso inclui verbos impessoais e de ligação.
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Alguns verbos, como 'chamar-se', 'batizar-se', 'operar-se' (no sentido cirúrgico) e 'vacinar-se', embora apresentem o pronome 'se', são considerados passivos. Nesses casos, o sujeito é paciente e o pronome pode assumir formas de primeira, segunda ou terceira pessoa. Inversamente, às vezes usamos formas ativas com sentido passivo.
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A escolha entre a voz ativa e a passiva é principalmente uma questão de estilo. A voz ativa tende a ser mais concisa, direta e fácil de entender. A voz passiva pode ser utilizada para dar mais ênfase ao objeto da ação, diminuir a importância do sujeito ou até mesmo omiti-lo.
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Construções similares às vozes ativa e passiva analítica do português são comuns em muitas línguas indo-europeias, como o inglês. A voz passiva sintética, por sua vez, existe em línguas como o espanhol e o italiano, mas não no francês ou inglês.
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1) Verbos neutros não são ativos, passivos ou reflexivos. 2) Existem formas passivas com sentido ativo e formas ativas com sentido passivo. Por exemplo, 'Eu ainda não era nascido' tem sentido ativo, enquanto 'Há coisas difíceis de entender' tem sentido passivo.


