Aguinaldo Caiado de Castro
Aguinaldo Caiado de Castro foi uma figura proeminente na história militar e política brasileira. Sua trajetória incluiu o serviço como chefe do Gabinete Militar da Presidência da República e um mandato como senador pelo Distrito Federal, marcando sua influência em momentos decisivos do país.
Pontos-chave
- Aguinaldo Caiado de Castro foi um militar e político brasileiro de destaque.
- Participou ativamente de combates contra movimentos tenentistas e da repressão à Coluna Prestes.
- Serviu na Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
- Foi chefe do Gabinete Militar de Getúlio Vargas, permanecendo no cargo até a morte do presidente.
- Eleito senador pelo Distrito Federal, cumpriu seu mandato integralmente, mesmo sem tradição política prévia.
Aguinaldo Caiado de Castro iniciou sua formação no Colégio Militar do Rio de Janeiro e ingressou no Exército Brasileiro em 1917. Rapidamente promovido, participou ativamente do combate aos movimentos tenentistas entre 1924 e 1927, incluindo a repressão à Coluna Prestes, onde foi promovido a capitão por bravura. Após servir na Diretoria de Aviação Militar, aderiu à Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo. Com a derrota do movimento, foi reformado administrativamente e buscou formação em Direito na Faculdade de Direito de Niterói.
Beneficiado pela anistia de 1934, Aguinaldo Caiado de Castro retornou ao Exército, sendo promovido a major em 1936. Esteve envolvido no episódio do Plano Cohen, com versões conflitantes sobre sua participação. Em um dos momentos mais marcantes de sua carreira, integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) em setembro de 1944, combatendo na Itália e comandando o 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Regimento Sampaio) na crucial Batalha de Monte Castello. Após a Segunda Guerra Mundial, apoiou o general Góis Monteiro no movimento que depôs Getúlio Vargas em outubro de 1945.
Em abril de 1952, já como general-de-brigada, Aguinaldo Caiado de Castro foi nomeado chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, cargo que ocupou até a trágica morte de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954. Ele desempenhou um papel central na apuração do atentado da Rua Toneleros e, diante da crescente tensão, aconselhou Vargas a dissolver sua guarda pessoal e se licenciar. Em meio a boatos de renúncia, redigiu a nota à imprensa em 22 de agosto, afirmando a intenção de Vargas de completar o mandato. Apesar da pressão de generais pela renúncia, ele insistiu que o presidente mantivesse seu posto. O suicídio de Vargas o abalou profundamente, e ele atuou como porta-voz da família, comunicando ao novo presidente, João Café Filho, o desejo de que não houvesse homenagens fúnebres governamentais.
Em outubro de 1954, Aguinaldo Caiado de Castro candidatou-se a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, filiado ao PTB. Apesar de não possuir tradição política, foi eleito com expressiva votação, impulsionada por sua forte ligação com Getúlio Vargas. Cumpriu integralmente seu mandato até janeiro de 1963. Nas eleições presidenciais de 1955, divergiu da orientação de seu partido, apoiando a chapa derrotada Ademar de Barros-Danton Coelho. Votou favoravelmente ao impedimento de Café Filho em novembro de 1955, garantindo a posse de Juscelino Kubitschek. Em dezembro de 1958, foi promovido a general-de-exército e transferido para a reserva, alcançando o posto de marechal.
A importância de Aguinaldo Caiado de Castro na história brasileira foi reconhecida e retratada na cultura. Ele foi interpretado pelo ator Leonardo Medeiros no filme 'Getúlio' (2014), que aborda os últimos dias do presidente Getúlio Vargas.


