Al-Qaeda
Al-Qaeda ou, na ortografia aportuguesada, Alcaida é uma organização e grupo terrorista, fundamentalista islâmica internacional, que tem a sua atuação principalmente baseada em ataques terroristas que mataram milhares de pessoas pelo mundo. Essa atuação é uma forma de pressionar governos ocidentais a desocupar áreas ricas em petróleo, ouro, diamantes, cobre, turmalina em alguns países do oriente médio. Esse mesmo grupo terrorista foi o responsável pelo pior ataque contra os Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, e que culminou com uma caçada sem precedentes ao terrorista chefe Osama bin Laden. Esta organização terrorista fundamentalista Islâmica foi fundada em meados de agosto de 1988 por Osama bin Laden, Abdullah Azzam, e vários outros combatentes da guerra soviética-afegã, constituída por células colaborativas e independentes infiltradas na Europa, Estados Unidos e Ásia, principalmente entre estudantes universitários simpatizantes e doutrinados pelo regime terrorista e visam disputar o poder geopolítico no Oriente Médio até constituir base na Europa e América.
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A Comissão Nacional sobre Ataques Terroristas nos Estados Unidos (Comissão 9/11) concluiu que a Al-Qaeda é responsável por um grande número de ataques violentos e de alto nível contra civis, alvos militares e instituições comerciais pelo mundo. O relatório da comissão atribuiu os ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center em Nova Iorque, ataque ao Pentágono em Arlington e ao voo 93 na Pensilvânia ao comando da Al-Qaeda.[carece de fontes?] Apesar do grupo alegadamente ter sido responsável direto pelos ataques, vários analistas, como Michael Scheuer, um ex-analista da CIA (Agência Central de Inteligência estadunidense) sobre terrorismo, acreditam que a Al-Qaeda evoluiu para um movimento "… no qual a Jihad é autossustentável, os guerreiros islâmicos lutam contra a América com ou sem a aliança de Bin Laden e da Al-Qaeda originária, e no qual o nome traz inspiração para novos ataques internacionais."[carece de fontes?]
Em comunicados formais, Osama bin Laden preferia usar o termo "Frente Internacional pelo Jihad contra os Judeus e Cruzados" como nome para o grupo, em vez do termo mais famoso Al-Qaeda. Embora o uso do nome Al-Qaeda fosse anterior, só em 2001 foi formalmente usado enquanto denominação do grupo, quando o governo estado-unidense decidiu perseguir ou tornar pública a perseguição a Bin Laden. Bin Laden em pessoa é provavelmente a melhor fonte para a origem do rótulo Al-Qaeda. Falando em 2001, ele citou: "O nome 'Al-Qaeda' foi estabelecido há muito tempo atrás por conveniência. Abu Ebeida El-Banashiri liderou os campos de treino para os nossos mujahidin contra o terrorismo russo. Nós costumávamos chamar o campo de treino Al-Qaeda. E o nome ficou."[carece de fontes?] A inspiração filosófica da Al-Qaeda vem dos escritos de Sayyid Qutb, um pensador proveniente da Irmandade Muçulmana, cujos textos inspiraram a maioria dos principais movimentos militantes islâmicos hoje ativos no Médio Oriente. O autor defende uma revolução islâmica armada para a sobreposição de todos os regimes não guiados pela lei islâmica, e reitera a expulsão de milícias e empresas ocidentais de todos os países muçulmanos.
A cadeia de comando
Apesar da estrutura atual da Al-Qaeda ser desconhecida, as informações adquiridas principalmente do desertor Jamal al-Fadl deram às autoridades americanas um esboço cru de como o grupo estava organizado. Enquanto a veracidade das informações fornecidas por al-Fadl e a motivação para esta cooperação sejam controversas, as autoridades americanas baseiam muito de seu conhecimento atual sobre a Al-Qaeda em seu testemunho. Bin Laden foi o Emir da Al-Qaeda (apesar de originalmente este papel ter sido de Abu Ayoub al-Iraqi), eleito por um conselho shura, que consiste em membros seniores da Al-Qaeda, que oficiais ocidentais estimam ser cerca de 20 a 30 pessoas. Após sua morte, em maio de 2011, depois de um ataque de comandos dos SEALs norte-americanos à sua mansão na cidade de Abbottabad, no Paquistão, no dia 16 de junho de 2011, em comunicado transmitido por vários sites jihadistas do mundo árabe na Internet, a organização informou que o médico e braço-direito de Bin-Laden, Ayman al-Zawahiri, passou a ser o novo líder da organização terrorista, como uma maneira de "honrar o legado de Bin-Laden".
Revoltas políticas ou estruturas organizacionais terroristas: desconhecidas
Alguns especialistas em organizações dizem que a estrutura de rede da Al-Qaeda, opostamente a estrutura hierárquica organizacional é sua força primária. A estrutura descentralizada permite à Al-Qaeda ter uma base distribuída pelo mundo inteiro enquanto mantém um núcleo pequeno. Estima-se que 100 mil militantes islâmicos tenham recebido instruções nos campos de treinamento da Al-Qaeda desde sua intercepção, embora o grupo retenha somente um pequeno número de militantes sob ordens diretas. Estimativas raramente colocam sua mão de obra acima de 20 mil no mundo todo.[carece de fontes?] Para suas operações mais complexas (como os ataques aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001), acredita-se que todos os participantes, planejamento e financiamento tenham sido diretamente providos pelo núcleo da organização Al-Qaeda. Mas, em muitos atentados ao redor do mundo onde parece haver uma conexão com a Al-Qaeda, seu papel preciso tem sido menos fácil de se definir. Ao invés de conduzir essas operações da concepção até a entrega, a Al-Qaeda, frequentemente, parece agir como uma rede de suporte internacional financeiro e logístico, canalizando o dinheiro obtido de uma rede de atividades de levantamento de fundos para financiar treinamento, capital e coordenação de grupos radicais locais. Em vários casos, é nesses grupos locais, somente frouxamente afiliados ao núcleo da Al-Qaeda, que os ataques são realmente conduzidos.[carece de fontes?]
Tamanho da organização
A Al-Qaeda não tem uma estrutura clara e isto permite o debate sobre quantos membros compõem a organização, se são milhões espalhados por todo o globo ou se são até zero. De acordo com o documentário controverso da British Broadcasting Corporation, O Poder dos Pesadelos, a Al-Qaeda é tão fracamente unida que é difícil dizer se existe algo além de Osama bin Laden e de um pequeno grupo de íntimos associados. A falta de quaisquer números significativos de membros convictos da Al-Qaeda, apesar de um grande número de prisões sob a acusação de terrorismo, é citado no documentário como uma razão para se duvidar se uma entidade espalhada casa com a descrição da Al-Qaeda de alguma forma. Ainda, a extensão e a natureza da Al-Qaeda permanecem um tópico de discussão.
Ideologia
O movimento radical islâmico em geral e particularmente a Al-Qaeda se desenvolveram durante o renascimento islâmico das últimas três décadas do século XX, junto com outros movimentos menos extremistas. Alguns argumentaram que "sem os escritos" do autor e pensador islâmico Sayyid Qutb, "Al-Qaeda não teria existido" Qutb pregava que, devido à falta da Sharia, ou Lei de Alá, o mundo muçulmano já não era muçulmano, tendo revertido para uma ignorância pré-islâmica conhecida como Jahiliyyah. Para restaurar o Islã, ele citava que era necessário estabelecer um movimento de vanguarda de corretos muçulmanos para criar "verdadeiros estados islâmicos", implementar a Xaria, e livrar o mundo muçulmano de quaisquer influências não-muçulmanas, como os conceitos de Socialismo e Nacionalismo. Inimigos do Islã segundo Qutb incluíam "orientalistas traiçoeiros", "os judeus do mundo" que criavam "conspirações" e os "ímpios" dentro do Islã.
Em 23 de fevereiro de 1998, Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri do Jihad Islâmico do Egito instituíram a Fatwa sobre a bandeira da Frente Islâmica Mundial pela Jihad contra os Judeus e os Cruzados dizendo que "matar americanos e seus aliados, civis e militares é um dever individual de todo o muçulmano capaz de fazê-lo". Apesar de nenhum dos dois possuírem credenciais islâmicas, educação ou estatura para instituírem uma Fatwa de qualquer tipo, isto parece ter sido desconsiderado no entusiasmo do momento. Este também foi o ano do primeiro ataque de grande porte atribuído à Al-Qaeda: o bombardeio à Embaixada dos Estados Unidos (1998) na África do Leste, resultando em um total de trezentos mortos. Em 1999, o Jihad Islâmico do Egito uniu-se oficialmente à Al-Qaeda, e al-Zawahiri se tornou um confidente íntimo de Bin Laden. Em 11 de setembro de 2001, dois aviões de passageiros atingiram (American Airlines 11, contra o WTC1, ás 8:46 am, e United Airlines 175, as 9:03 am) deliberadamente os edifícios do World Trade Center, um terceiro o Pentágono (American Airlines 77, ás 9:37 am) e o quarto, que teria como alvo o edifício do Congresso, despenhou-se num campo na Pensilvânia (United 93 ás 10:03 am). Os alvos inicialmente pensados eram centrais nucleares, mas a ideia foi abandonada por se recear que tal tipo de ataque ficasse "fora de controle".
Jihad afegã
A Al-Qaeda teve seu embrião na Maktab al-Khadamat (MAK), uma organização formada por Mujahidin que lutavam para instalar um estado islâmico durante a Guerra soviética no Afeganistão nos anos 1980. A organização foi inicialmente financiada pela CIA. Osama bin Laden foi um dos fundadores da MAK, juntamente com o militante palestino Abdullah Yusuf Azzam. O papel da MAK era angariar fundos de tantas fontes quanto possível (incluindo doações de todo o Oriente Médio), para treinar pessoas de todo o mundo para a guerra de guerrilha e para transportar os combatentes para o Afeganistão. A MAK foi custeada em sua maioria com doações de milionários islâmicos, mas também foi abertamente auxiliada pelos governos do Paquistão e Arábia Saudita, e indiretamente pelos Estados Unidos, que direcionou grande parte de seu apoio através do serviço de inteligência paquistanês ISI (sigla para Inter-Services Intelligence). Durante a segunda metade dos anos 1980 a MAK era um grupamento relativamente pequeno no Afeganistão, sem combatentes afiliados, apenas concentrando suas atividades no levantamento de fundos, logística, habitação, educação, auxílio a refugiados, recrutamento e financiamento de outros Mujahidin. Em 1988, Osama bin Laden, juntamente com alguns ex-integrantes do MAK, fundou a Al-Qaeda.
Ultrapassando os limites do Afeganistão
Perto do fim da guerra afegã-soviética, alguns Mujahidins quiseram expandir suas operações para incluir alguns esforços islâmicos em outras partes do mundo.[carece de fontes?] Algumas organizações sobrepostas e inter-relacionadas foram formadas para suportar estas aspirações. Uma dessas organizações seria eventualmente chamada Al-Qaeda, fundada por Osama bin Laden em 1988. Bin Laden quis estender o conflito para operações não-militares em outras partes do mundo;[carece de fontes?] Azzam, por outro lado, quis manter-se focado em campanhas militares.[carece de fontes?] Após o assassinato de Azzan em 1989, a MAK dividiu-se, com um número significante de membros se juntando à organização de Bin Laden.
Guerra do Golfo: o início da inimizade com os Estados Unidos
Seguindo a retirada soviética do Afeganistão, Osama bin Laden retorna para a Arábia Saudita. A invasão iraquiana no Kuwait em 1990 pôs em risco o comando da Casa de Saud pelos sauditas, tanto por dissidentes internos quanto pela iminente possibilidade de um futuro expansionismo iraquiano. Face à maciça presença militar iraquiana, os sauditas eram bem armados, porém defasados em número. Bin Laden ofereceu os serviços de seus Mujahidin ao Rei Fahd para proteger a Arábia Saudita do exército iraquiano. Mas do ponto de vista estratégico, a Arábia Saudita era a única ligação terrestre possível para forças internacionais inibirem uma invasão iraquiana e expulsarem os iraquianos do Kuwait.
Sudão
Em 1991, a Frente Nacional Islâmica do Sudão, um grupo islâmico que tinha ganho poder recentemente, após o golpe militar liderado pelo coronel Omar al-Bashir, convidou a Al-Qaeda à deslocar suas operações para dentro de seu país. Por vários anos, a Al-Qaeda gerenciou vários negócios (incluindo negócios de importação/exportação, fazendas, e empresas de construção) no que pode ser considerado um período de consolidação financeira. O grupo foi responsável pela construção de uma grande auto-estrada de 1,2 mil km conectando a capital Cartum ao Porto do Sudão. Mas também gerenciou alguns campos onde aspirantes foram treinados ao uso de armas de fogos e explosivos.
Bósnia e Herzegovina
A separação da Bósnia da multicultural federação da Iugoslávia e a subsequente declaração da independência da Bósnia e Herzegovina em outubro de 1991, abriu um novo conflito étnico e quase religioso no coração da Europa. Na Bósnia e Herzegovina havia várias etnias diferentes com uma maioria nominal muçulmana, mas com números significantes de outras etnias, como a Sérvia, que é Cristã Ortodoxa e a Croácia, que é Católica Romana, distribuídas pelo seu território. Ela se constituía em um grande porém fraco componente militar da antiga Iugoslávia, e a desintegração Iugoslava acabou deixando alguns sérvios e croatas dentro da Bósnia, suportados pelos seus estados adjacentes emergentes, engajados em um conflito triplo contra a porção Bósnia dominada.
Retorno ao Afeganistão
Após a retirada soviética, o Afeganistão esteve efetivamente sem governo por sete anos, e sofreu com lutas internas constantes entre os antigos aliados, os vários grupos Mujahidin e seus líderes.[carece de fontes?] Durante toda década de 1990, uma nova força começou a surgir. As origens do Talibã (literalmente "estudantes") estão em crianças afegãs, muitas delas órfãs de guerra e muitas que haviam sido educadas na rede de escolas islâmicas que expandiu rapidamente (os Madraçais) tanto em Candaar quanto em campos de refugiados na fronteira entre Afeganistão e Paquistão. De acordo com o livro bem referenciado de Ahmad Rashid, Talibã, cinco líderes do Talibã se formaram em um único Madraçal, Darul Uloom Haqqania, Akora Khattak, perto de Peshawar que está situada no Paquistão, mas que era amplamente frequentada por refugiados afegãos. Esta instituição refletia a crença Salafi em seus ensinamentos e muito de seu financiamento veio de doações privadas de árabes ricos, para os quais Bin Laden oferecia continuidade. Quatro outras figuras de liderança (incluindo o líder Talibã perseguido Mullah Mohammed Omar Mujahed) frequentaram um Madraçal que possuía fundos similares e influenciaram o homólogo em Candaar, Afeganistão.
Incidentes atribuídos e/ou assumidos pela Al-Qaeda
O primeiro atentado militante que a Al-Qaeda realizou, consistiu em três bombas em hotéis onde tropas americanas tinham estado, pouco antes, hospedadas em Aden, Yemen, em 29 de dezembro de 1992. Dois turistas, um do Yemen e outro da Áustria morreram neste atentado. Bin Laden responsabilizou-se pelo ataque mais tarde, em 1998. Segundo algumas fontes, houve envolvimento da Al-Qaeda no abate de dois helicópteros norte-americanos e na morte de 18 norte-americanos em serviço na Somália em 1993. (ver Batalha de Mogadishu). Ramzi Yousef, que estava envolvido no atentado de 1993 ao World Trade Center (apesar de provavelmente não ser um membro da Al-Qaeda naquela época) e Khalid Sheikh Mohammed planejaram a Operação Bojinka, que visava destruir aeronaves em voo no meio do Oceano Pacífico usando explosivos. Um incêndio em um apartamento em Manila, Filipinas revelou o plano antes que ele pudesse ser implementado. Youssef foi preso, mas Mohammed escapou à captura até 2003.[carece de fontes?]
Atuação no Brasil
Em 2009 a Polícia Federal do Brasil, em uma investigação conjunta com a CIA e o FBI, descobriu um integrante da organização que era um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda; um libanês que coordenava extremistas em dezessete países e dava suporte logístico às operações da organização. Em dezembro de 2021, o Departamento de Tesouro e o Departamento de Estado dos Estados Unidos designaram três nomes a lista de Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT) e a Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN). De acordo com o Departamento de Tesouro, eles teriam entrado no país entre 2015 e 2018, e teriam contribuído material ou financeiramente, através de suas empresas, na atividade do grupo terrorista pelo mundo.
Atividades na Internet
No início de sua retirada do Afeganistão, a Al-Qaeda e seus sucessores devem ter migrado em fila para escapar da detenção em uma atmosfera de vigilância internacional crescente. Como resultado deste processo o uso da Internet pela organização ficou mais sofisticado, abrangendo financiamento, recrutamento, contatos, mobilização, publicidade, tanto quanto disseminação da informação, união e compartilhamento. Mais que qualquer outra organização terrorista, a Al-Qaeda elegeu a Web para estes propósitos. Por exemplo, Abu Musab al-Zarqawi do movimento da Al-Qaeda no Iraque regularmente solta vídeos curtos glorificando as atividades dos homens bomba suicidas do jihadista. A crescente variedade de conteúdos multimídia inclui clipes de treinamento terrorista, fotografias de vítimas que logo serão assassinadas, testemunhos de homens bomba suicidas e vídeos épicos com altos valores de produção que romanceiam a participação no jihad através de retratos estilizados de mesquitas e emocionantes partituras musicais. Uma página da internet associada à Al-Qaeda, por exemplo, mostrava um vídeo de um homem chamado Nick Berg sendo decapitado no Iraque. Outros vídeos e fotos de decapitação, incluindo aqueles do sequestro de Paul Johnson, Kim Sun-il, e Daniel Pearl, foram colocados primeiro em páginas jihadistas.
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Na década de 1990, o financiamento da Al-Qaeda veio em parte da riqueza pessoal de Osama bin Laden. Outras fontes de renda incluíram o comércio de heroína e doações de apoiantes no Kuwait, Arábia Saudita e outros estados islâmicos do Golfo. Um telegrama interno do governo americano divulgado pelo WikiLeaks declarava que "o financiamento do terrorismo, proveniente da Arábia Saudita, continua sendo uma preocupação séria".
Jornalistas, escritores, políticos, agentes de serviços de inteligência e documentários questionavam, desde 2003, a real ameaça representada pela Al-Qaeda, bem como sua origem, sua natureza e até mesmo a sua existência.[ligação inativa] Em maio de 2003, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, afirmou duvidar da existência da rede terrorista e classificou a forma como a mesma era apresentada como desprovida de lógica. A declaração ocorreu em meio a um conflito diplomático com os Estados Unidos, no contexto da Guerra do Iraque, que acusara a Síria de financiar membros da Al-Qaeda. A Associated Press disse à época que "tal especulação é corriqueira no mundo árabe, que afirma que os Estados Unidos fabricaram ou exageraram na ameaça da Al-Qaeda e transformaram os muçulmanos em um perigo".[ligação inativa] Em 10 de janeiro de 2004, o Jornal O Globo publicou uma entrevista com o jornalista e pesquisador francês Richard Labévière, editor-chefe da revista Défense do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional da França e autor do livro Nos Bastidores do Terror, sob o título: A al-Qaeda não existe. Labévière disse que antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 o termo não era utilizado por organizações internacionais, governos ou serviços de inteligência, a exceção do serviço inglês, que o utilizava para se referir a afegãos-árabes e ativistas salafistas. Também afirmou que certamente a expressão foi utilizada por Bin Laden e os membros da sua organização, mas que esta "não tem nada da organização tentacular e planetária que a imprensa quer nos vender". Em artigo publicado pelo Observatório da Imprensa, em apoio à entrevista de Labévière, Ivo Lucchesi criticou a cobertura da imprensa sobre a rede terrorista, afirmando ainda que percebe-se "crescentemente no Brasil a ideia equivocada de que a verdade sobre as coisas do mundo passa obrigatoriamente pela autenticação da esfera midiática".
Imagem: Magharebia · BY · Openverse
No dia 31 de julho de 2022, o líder foi assassinado por um drone americano em Cabul às 06h18 no horário local e foi usado um Hellfire R9X para o ato; Zawahiri deixou sua família (que saiu ilesa do ataque), tinha 72 anos e foi parceiro de Osama Bin Laden.


