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Aladdin (filme de 1992)

Aladdin é um filme norte-americano de 1992, dos gêneros musical, aventura e fantasia, produzido pela Walt Disney Feature Animation e distribuído pela Walt Disney Pictures. Foi o 31º filme animado da série de clássicos da Disney e fez parte da era conhecida como Renascimento da Disney. O filme foi dirigido por John Musker e Ron Clements, baseado no tradicional conto árabe Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, contido em As Mil e uma Noites. O elenco de vozes é composto por Scott Weinger, Jonathan Freeman, Robin Williams, Linda Larkin, Frank Welker, Gilbert Gottfried e Douglas Seale.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Enredo

Em algum lugar do Oriente Médio do século IX d.C, Jafar, grão-vizir do Sultão de Agrabah, está tentando recuperar uma lâmpada mágica, contendo um gênio, que está localizada na Caverna das Maravilhas. Após ver uma tentativa fracassada de um ladrão a entrar na caverna, Jafar e seu papagaio Iago descobrem que somente uma pessoa generosa poderia entrar na caverna. Jasmine, filha do sultão, frustrada com sua vida no palácio, foge para o mercado popular de Agrabah. Lá, conhece o jovem de rua Aladdin e seu macaco de estimação, Abu. Os dois descobrem que têm muito em comum. Quando Aladdin é detido pelos guardas por roubar, Jasmine ordena a sua libertação, mas Jafar inventa mentiras e diz que o rapaz é o culpado pelo crime. Disfarçado de ancião, Jafar solta Aladdin e Abu da prisão e leva-os para a Caverna das Maravilhas. A cabeça em forma de tigre à entrada da caverna diz-lhes para não tocarem em nada, a não ser na lâmpada. Aladdin e Abu entram na caverna, onde um tapete mágico os orienta em busca da lâmpada. Abu em uma tentativa de roubar um rubi faz com que a caverna entre em colapso, mas o tapete mostra aos dois a saída. Aladdin entrega a lâmpada a Jafar e este tenta matá-lo, então Abu morde Jafar e toma a lâmpada de volta, sem que o mesmo perceba. Entretanto, Aladdin cai na caverna e, logo a seguir, Jafar joga Abu também para dentro da caverna, sendo ambos salvos pelo tapete.

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Produção

Roteiro e desenvolvimento

Em 1988, o compositor Howard Ashman deu à Disney a ideia de uma adaptação animada de Aladdin em forma de musical. Após Ashman escrever algumas canções, junto com Alan Menken, e um tratamento, um roteiro foi escrito por Linda Woolverton, que havia trabalhado em Beauty and the Beast. Em seguida, os diretores John Musker e Ron Clements juntaram-se à equipe de produção, escolhendo Aladdin entre três projetos oferecidos, que também incluíam uma possível adaptação de O Lago dos Cisnes e King of the Jungle — que se tornaria O Rei Leão. Musker e Clements elaboraram um rascunho do roteiro e enviaram ao chefe de estúdio, Jeffrey Katzenberg, em 1991. Katzenberg achou que o roteiro "não engajaria" e só o aprovou após a dupla Ted Elliott e Terry Rossio terem-no reescrito. Entre as mudanças, a mãe de Aladdin foi retirada da história, a princesa Jasmine tornou-se uma personagem mais forte, a personalidade de Aladdin foi reescrita para ser tornar "um pouco mais áspera, como um jovem Harrison Ford" e o papagaio Iago concebido originalmente como uma personagem "britânica" calma e séria, foi reformulada para ter um papel cômico depois de os cineastas verem Gilbert Gottfried, em Beverly Hills Cop II. Então, Gottfried foi escolhido para dar voz a Iago. Diversas personagens e elementos da história foram baseados na versão de 1940 de The Thief of Bagdad e muitos aspectos da história tradicional foram modificados para a adaptação animada — por exemplo, o cenário que antes era a "China" foi trocado pela fictícia cidade árabe de Agrabah.

Design e animação

Um dos primeiros problemas com que os animadores se depararam durante a produção de Aladdin foi a representação do próprio Aladdin. O diretor e produtor John Musker explica: Inicialmente Aladdin seria um jovem com treze anos, mas eventualmente foi decidido que ele teria dezoito. Aladdin foi projetado por uma equipe liderada pelo supervisor de animação Glen Keane, tendo sido originalmente concebido para se assemelhar com Michael J. Fox. Durante a produção, foi decidido que seu design seria mais infantil e não "tão atraente", então a personagem foi redesenhada para conter elementos derivados do ator Tom Cruise e dos modelos de Calvin Klein. O design da maioria das personagens foi baseado nos desenhos do caricaturista Al Hirschfeld, que o designer de produção Richard Vander Wende considerou adequado para o tema, devido as semelhanças com as linhas arrebatadoras das miniaturas persas e da caligrafia árabe. O design de Jafar não foi baseado nas obras de Al Hirschfeld, porque o supervisor de animação da personagem, Andreas Deja, queria que ele fosse contrastante em relação às restantes personagens. Cada personagem foi animada separadamente, com os animadores consultando-se uns aos outros para fazerem as cenas onde as personagens se relacionam. Como o animador de Aladdin, Glen Keane, estava trabalhando na filial da Califórnia, Walt Disney Feature Animation, e o animador de Jasmine, Mark Henn, na sede da Flórida, Disney-MGM Studios, eles tiveram que frequentemente telefonar, enviar faxe ou projetos e discos um para o outro.

Conflito de Robin Williams com o estúdio

Em gratidão por seu sucesso com o filme da Disney/Touchstone Good Morning, Vietnam, Robin Williams dublou o Gênio pela tabela salarial da SAG (US$75.000), com a condição de que seu nome e sua imagem não fossem usados para marketing e que sua personagem (secundária) não teria mais de 25% de espaço na arte visual das publicidades, já que Toys foi programado para ser lançado um mês depois da estreia de Aladdin. Por razões financeiras, o estúdio voltou atrás no negócio em ambos os casos, especialmente no fato da arte dos cartazes terem apenas 25% da imagem do Gênio, com o espaço para as outras personagens principais e secundárias sendo considerado pequeno. O livro Aladdin: The Making Of An Animated Film da Disney Hyperion listou ambas as personagens de Williams "O Mascate" e "O Gênio" à frente das personagens principais, mas referiu-se a ele apenas como "o ator que assinou para fazer o papel do Gênio".

Música

O compositor Alan Menken e os letristas Howard Ashman e Tim Rice foram elogiados por criarem uma trilha sonora que é "consistentemente boa e que compete com o melhor das outras animações musicais da Disney dos anos 90." Menken e Ashman começaram a trabalhar juntos no filme e Rice assumiu o lugar de Ashman após sua morte, por conta de complicações relacionadas com a AIDS no início de 1991. Apesar de quatorze canções terem sido escritas para Aladdin, apenas seis delas aparecem durante o filme, sendo cada três escritas por cada um deles. A edição especial em DVD, lançada em 2004, inclui quatro músicas que foram produzidas durante a fase de teste e um videoclipe de "Proud of Your Boy" cantado por Clay Aiken, que também esteve presente no álbum DisneyMania 3.

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Temas

"A história original era uma espécie de um filme sobre ganhar na loteria. Quanto nós lançamos isso, particularmente sendo na década de 80, pareceu um filme "ganância é bom" dos anos 80. (...) Ter qualquer coisa que você poderia desejar seria a melhor coisa do mundo, e tê-la tirada de você é ruim, mas tê-la de volta é ótimo. Nós realmente não queríamos que essa fosse a mensagem do filme." Os cineastas acharam que a lição de moral do conto original não era apropriada, então decidiram "colocar algo a mais", fazendo a satisfação dos desejos parecer algo ótimo, mas isto acabou por se tornar um problema. Outro tema importante, é não tentar ser o que não se é — tanto Aladdin quanto Jasmine entram em situações perigosas, fingindo ser pessoas diferentes do que são e além disso o "Príncipe Ali" falha em impressionar Jasmine, que só se apaixona por Aladdin quando descobre quem ele realmente é. Ser "aprisionado" também é discutido, um destino que ocorre com a maioria das personagens — Aladdin e Jasmine estão presos aos seus estilos de vida, o Gênio está preso a sua lâmpada e Jafar ao sultão — e que é representado visualmente pelas paredes e barras do palácio de Agrabah, além da cena onde há pássaros engaiolados, que Jasmine, mais tarde liberta. Jasmine é representada de forma diferente das princesas da Disney, sendo rebelde à vida real e a sua estrutura social ao tentar fazer o seu próprio destino, ao contrário das típicas princesas que apenas esperam pelo resgate dos príncipes.

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Lançamento e recepção

Lançamento

Uma grande campanha promocional precedeu a estreia de Aladdin nos cinemas, com o trailer do filme sendo anexado na maioria dos lançamentos da Disney em VHS, além do lançamento de inúmeros produtos licenciados. Depois do lançamento de uma edição limitada em 13 de novembro de 1992, Aladdin estreou em 1131 cinemas em 25 de novembro de 1992 arrecadando US$ 19,2 milhões na primeira semana — o segundo colocado nas bilheterias, atrás apenas de Home Alone 2: Lost in New York. Foram necessárias oito semanas para o filme alcançar o primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos, quebrando o recorde na semana entre o Natal e o Ano Novo após lucrar US$ 32,2 milhões. O filme manteve-se no topo por cinco vezes durante o período de 22 semanas em que esteve em cartaz. Aladdin foi o filme mais bem sucedido em 1992, arrecadando US$ 217 milhões nos Estados Unidos e mais de US$ 504 milhões em todo o mundo. Foi a maior arrecadação bruta para um filme de animação até O Rei Leão que iria estrear dois anos mais tarde. Em 2010, era o décimo oitavo melhor filme de animação em quantidade de arrecadação e o terceiro que mais arrecadou em todo o mundo atrás de O Rei Leão e Os Simpsons: o Filme.

Recepção crítica

Aladdin foi bem recebido pela crítica especializada. O site Rotten Tomatoes reporta que 92% dos críticos deram uma resenha positiva ao filme, baseado em uma amostra de 51 análises com uma nota média de 8/10. Entre os "críticos mais importantes", ele tem uma aprovação positiva de 100% a partir de dez críticas diferentes. A maioria dos críticos elogiaram o desempenho de Robin Williams como o Gênio, com Janet Maslin do The New York Times declarando que as crianças "não precisam saber exatamente o que o Sr. Williams está evocando para entender o quão engraçado ele é." O animador Chuck Jones da Warner Bros. até mesmo chamou o filme de "o mais engraçado já feito." James Berardinelli classificou o filme com 3,5 de 4 estrelas possíveis, elogiando as "imagens nítidas e os números maravilhosas de música e de dança". Peter Travers da revista Rolling Stone disse que a comédia do filme é acessível tanto para crianças quanto para adultos, uma opinião comum com Desson Howe do The Washington Post, que acrescentou ainda que "as crianças vão se encantar com a magia e a aventura." Brian Lowry da Variety elogiou o elenco de personagens, descrevendo o expressivo tapete mágico como o "mais marcante", e considerou que "Aladdin supera as muitas falhas em sua história graças à pura virtuosidade técnica."

Prêmios

Aladdin também recebeu muitas indicações a prêmios, a maioria delas para as suas músicas. O filme ganhou dois Óscar, pela melhor trilha sonora e pela melhor canção original por "A Whole New World" e, ainda, recebeu indicações pela melhor canção ("Friend Like Me"), edição de som e mixagem de som (Terry Porter, Mel Metcalfe, David J. Hudson and Doc Kane). No Globo de Ouro, Aladdin ganhou o prêmios de melhor canção original ("A Whole New World") e melhor trilha sonora, assim como um Prêmio Especial para Robin Williams e uma indicação a melhor comédia ou musical. Outros prêmios incluem o Annie Award de melhor longa-metragem de animação, um MTV Movie Awards pela melhor desempenho cômico de Robin Williams, Prêmio Saturno pelo melhor filme de fantasia, pelo melhor desempenho de um jovem ator e ator coadjuvante, o melhor longa-metragem de animação pela Los Angeles Film Critics Association, além de quatro Prêmios Grammy, melhor álbum de trilha sonora, canção do ano, melhor performance pop por um duo ou grupo com vocais e melhor canção por "A Whole New World".

Home video

O filme primeiro foi lançado em VHS em 1 de outubro de 1993, como parte da linha "Clássicos da Walt Disney". Na primeira semana em que foi comercializado, Aladdin vendeu mais de 10,6 milhões de cópias e por fim vendeu mais de 25 milhões de cópias (um recorde quebrado apenas após o lançamento de O Rei Leão). Em 30 de abril de 1994 as vendas foram suspensas. Em 5 de outubro de 2004, Aladdin foi lançado em DVD, como parte da linha Edição de Platina da Disney. Para o lançamento do DVD era previsto um retoque e uma limpeza na animação, mas a reedição em IMAX foi cancelada em 2003, assim como um segundo disco bônus. Em Portugal, o filme foi lançado em DVD no mesmo ano, com disco bônus e certificado THX. Acompanhado por uma campanha de marketing de US$ 19 milhões, o DVD vendeu aproximadamente 3 milhões de unidades em seu primeiro mês de vendas, mas isso foi menos do que o número de cópias vendidas, no mesmo período de tempo, por qualquer outra Edição de Platina lançada antes dele. A trilha sonora do filme estava disponível em sua versão original Dolby 5.1 e também na nova versão Disney Enhanced Home Theater Mix. As vendas do DVD foram cessadas em janeiro de 2008, juntamente com suas sequências.

Controvérsias

Um dos versos da canção de abertura "Arabian Nights" foi alterado por conta de protestos do Comitê Árabe-Americano Antidiscriminação. A letra foi modificada em julho de 1993 de "Onde eles cortam sua orelha caso não gostem de seu rosto"[nota 1] para "Onde é plana e imensa e o calor é intenso".[nota 2] A alteração pode ser vista pela primeira vez no lançamento em vídeo de 1993. A letra original manteve-se intacta no lançamento da primeira versão da trilha sonora do filme, mas em seu relançamento a versão editada foi a utilizada. A regravação utiliza a voz original em todas os outros versos e, em seguida, uma voz visivelmente mais grave canta o verso editado. Por conta deste incidente, a Entertainment Weekly classificou Aladdin como um dos filmes mais controversos de todos os tempos. A ADC também reclamou do retrato das personagens principais Aladdin e Jasmine. Eles criticaram as características anglicizadas e acentos anglo-americanos de ambos, em contraste com as outras personagens do filme, que são de pele escura, têm sotaques estrangeiros e características faciais grotescas, e que as fazem parecerem com uns vilões ou alguém ganancioso.

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Legado

Sequências e spin-offs

Aladdin foi seguido pelo filme The Return of Jafar, lançado diretamente em vídeo. No filme uma nova personagem foi adicionada, Abis Mal, que foi dublado por Jason Alexander, e todo o elenco, exceto Robin Williams que foi substituído por Dan Castellaneta e Douglas Seale por Val Bettin, foi mantido. O enredo foca-se principalmente na busca de Jafar pela vingança contra Aladdin. No entanto, desta vez, com Iago ajudando Aladdin, enquanto Abis Mal torna-se o novo cúmplice de Jafar. Pouco tempo depois deste filme, uma série televisiva começou a ser exibida. Os episódios têm como foco as aventuras de Aladdin após os eventos ocorridos no segundo filme. Em 1996, a última sequência da franquia, Aladdin and the King of Thieves é lançada em vídeo. A história termina com Aladdin e Jasmine prestes a se casarem e com Aladdin descobrindo que seu pai ainda está vivo, mas que ele é o rei de todos os ladrões em Agrabah.

Jogos eletrônicos

Tão breve ocorreu o lançamento do filme, três jogos diferentes baseados em Aladdin foram lançados. Uma coprodução entre o Virgin Group e a Walt Disney Feature Animation para Mega Drive foi lançada no final de 1993 e, posteriormente, adaptada para Nintendo Entertainment System, PC, Game Boy e Game Boy Color.[carece de fontes?] No mesmo ano a Capcom lançou um jogo para SNES, que mais tarde foi disponibilizado para Game Boy Advance em 2002. Em 1994, a SIMS lançou um jogo de Aladdin para Sega Game Gear e Sega Master System.[carece de fontes?] A adaptação televisiva deu origem a outro jogo eletrônico que foi produzido pela Argonaut Games, intitulado Aladdin: Nasira's Revenge e lançado em 2000 para PlayStation e PC. Em 2004, um jogo de xadrez para computador produzido pela Vivendi Universal foi lançado sob o título Disney's Aladdin Chess Adventures.

Musical

Em novembro de 2010, Alan Menken confirmou que uma adaptação musical para teatro da série estava sendo trabalhada e que seria escrita por Chad Beguelin. O espetáculo esteve em exibição entre 7 e 31 de julho de 2011 no 5th Avenue Theatre, Seattle. Jonathan Freeman, que dubla Jafar no filme, participou na peça atuando com o mesmo papel. Adam Jacobs e Courtney Reed fizeram os papéis de Aladdin e Jasmine, respectivamente. Os outros atores incluem Sean G. Griffin como o Sultão; Don Darryl Rivera como Iago; e nos papéis de Omar, Babkak e Kassim — um trio de personagens originalmente concebidos pelos criadores do filme, mas que não foram utilizados — Andrew Keenan-Bolger, Brian Gonzales e Brandon O'Neill, foram, respectivamente, os responsáveis pelas atuações. A apresentação foi dirigida e coreografada por Casey Nicholaw. Outra produção do musical tem apresentações no The Muny em St. Louis previstas para os dias 5 até 13 de julho de 2012.

Remake

Em 2016, a Disney anunciou uma versão live action de Aladdin, dirigida por Guy Ritchie e com Ritchie escrevendo o roteiro junto de John August. Lançado em 2019, a refilmagem conta com Mena Massoud como Aladdin e Will Smith no papel do Gênio.

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Fontes consultadas

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