Alan Hodgkin
Alan Lloyd Hodgkin foi um fisiologista e biofísico britânico.
Hodgkin era filho de George Hodgkin e Mary Hodgkin. Iniciou sua pesquisas em Trinity, Cambridge, primeiro como estudante e depois já como professor. Em 1937 foi convidado para trabalhar no Instituto Rockefeller, em Nova Iorque, onde obteve aprendizado para dissecar neurônios de grandes moluscos, imprescindível para suas pesquisas futuras. Suas pesquisas foram interrompidas no período da Segunda Guerra Mundial, período em que trabalhou na área médica da aviação e depois por toda a Inglaterra com sistema de radares centimétricos. Após a guerra retornou para Cambridge, desta vez como professor, e deu prosseguimento à pesquisa.
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Em 1947 no laboratório de Marine, em Plymouth, iniciou sua pesquisa com fibras nervosas gigantes (eletrofisiologia), pois somente com estas conseguia dar continuidade a sua pesquisa, já que outras fibras nervosas eram menores e não se podia analisar o impulso elétrico. Em 1952 publicou sua teoria conjuntamente com Andrew Fielding Huxley baseada no potencial de ação dos nervos, e em 1963 recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina, conjuntamente com Huxley e John Carew Eccles, por sua citação de sinapses. Nesta época levantaram a hipótese de canais iônicos em terminações nervosas, confirmada somente em 1991 por Erwin Neher e Bert Sakmann.
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Nas células os sinais são transportados por pequenas correntes elétricas e por substâncias químicas. Hodgkin iniciou seus estudos, sobre o sistema nervoso e como ocorria o transporte de energia nele, no final da década de 30. Limitado pela tecnologia e instrumentação de sua época a maioria de seus experimentos foram realizados num axônio gigante de uma espécie de lula, no qual seu grande tamanho possibilitava as medidas de corrente elétrica. Hodgkin e Huxley passaram os anos de 1947, 1948 e 1949 realizando medições e coletas de dados entendendo como funcionava os potenciais de ação e repouso dentro do axônio gigante. Com estes dados eles conseguiram evidências de que a permeabilidade da membrana da célula neural aumentou para o sódio durante o potencial de ação, permitindo que os íons de sódio se difundissem para dentro da célula. Isso resultou na publicação de cinco artigos no The Journal of Physiology o qual descreve o que ficou conhecido como o Modelo Hodgkin-Huxley do potencial de ação e que eventualmente lhes renderam o prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina.


