Albânia
A Albânia, oficialmente República da Albânia, é um pequeno país montanhoso da península Balcânica, no sudeste da Europa. Tem uma área total de 28,748 km² e uma população de quase 3 milhões de habitantes.
O nome Albânia, do grego Albanía e do latim Albania, aparece pela primeira vez com Ptolomeu (c. 90 — Canopo c. 168) referindo-se ao país considerado. Já como região da Ásia Menor, à margem do Cáspio, aparece com Plínio (23–79), ademais do fato de que os gentílicos latinos albanenses, albaniaci, albanienses e albani signifiquem, em diferentes situações textuais dos clássicos latinos, os habitantes das duas Albânias acima referidas e ainda da região de Alba Longa, perto do Lácio, na Itália, e duma Albânia na Tarraconense. A Albânia de que se trata neste artigo parece ter o nome formado da raiz céltica alp, "altura", de que o vocábulo Alpes é cognato. Os albaneses a si mesmos se chamam skipetars, "moradores de terras altas".
O Congresso de Berlim (1877–1878), que mudou a face da Europa, deu terras da Albânia ao vizinho Montenegro. Com o assentimento dos turcos, os albaneses formaram urna liga (de Prizren) contra a espoliação, e as potências puseram navios no Mar Adriático em apoio a Montenegro. Reconhecendo, tardiamente, que a luta era, no fundo, pela independência, os turcos apoiaram a esquadra, e os albaneses perderam os portos de Antivardi e Dulcigno. O movimento nativista procurou, então, outros caminhos. Fundaram-se escolas para a difusão da língua, editaram-se livros, e veio a lume o primeiro jornal, Drita. Mas a liga de Prizren teve de ser dissolvida. A revolução dos jovens Turcos (1908) deu novo ânimo aos patriotas, que passaram a reclamar uma Albânia autônoma no seio do império. As Guerras dos Balcãs punham em perigo o território nacional, que era cobiçado por montenegrinos, sérvios e gregos. O velho diplomata Ismail Kemal Vlórë, depois de assegurar apoio das capitais europeias, proclamou a independência (28 de novembro de 1912) em Vlorë, tendo sido escolhido para encabeçar o governo provisório. A Conferência de Londres de 1912–1913 reconheceu o fato e pôs a Albânia neutra sob a proteção das grandes potências. Cosovo ficou, todavia, com a Sérvia, embora tivesse uma população de 800 000 albaneses. A fronteira com a Grécia foi determinada por um protocolo posterior, de Florença (1913).
Origens
Entre o fim da Idade do Bronze e o começo da Idade do Ferro (c. 1 000 a.C.), os indo-europeus chegaram à Ilíria, região de litoral recortado e ásperas montanhas, cuja ocupação datava do Paleolítico. A partir do século VII a.C., mantiveram frequentes contatos com os gregos e macedônios, seus vizinhos do sul, sem perder, no entanto, a identidade. Organizaram-se, com o tempo, em uma variedade de principados autônomos, que Filipe (c. 359–336 a.C.) e Alexandre (336−323 a.C.) da Macedônia anexaram, um a um. Depois da morte de Alexandre e da fragmentação do seu império, todos esses pequenos Estados recuperaram a independência.
Epiro
O reino de Epiro, com capital em Janina, distinguira-se dos demais e conheceu sob Pirro (c. 295–272 a.C.) da dinastia dos molossos uma era de esplendor. Pirro fez guerra aos romanos e bateu-os, sofrendo perdas consideráveis, em Heracleia (280 a.C.) e Ásculo (279 a.C.). Daí a expressão "vitória de Pirro". Ocupou depois, por algum tempo, a Sicília. Derrotado em Benevento (275 a.C.) por Cúrio Dentato abandonou suas pretensões na península Itálica pela conquista do Peloponeso e morreu em Argos.
A Ilíria romana
No século II a.C., os ilírios caíram sob o domínio de Roma, que fora sempre a vítima principal da sua pirataria no mar. Em 228 a.C., o cônsul Gneu Flávio[quem?] pôs uma esquadra de duzentos barcos no Adriático, com o que a rainha ilíria, Teuta, se rendeu. Mas o último rei ilírio do interior não depôs as armas até 168, e só em 27 a.C., desbaratada a resistência popular, pôde ser o país reduzido à condição de província romana. Vinho, azeite, queijos de cabra e peixe fresco da Ilíria passaram a figurar nos cardápios romanos. Em continuação à via Ápia, uma grande estrada — a via Egnácia — foi construída através do território. ligando Dirráquio (Durazzo) a Tessalônica e a Bizâncio. Vínculo importante com a Ásia, por ela chegavam do Oriente joias, brocados, perfumes e especiarias.
Invasões
Dos séculos III ao V, a região foi assolada por sucessivas invasões bárbaras, sobretudo de visigodos e hunos. Nos séculos VI e VII chegaram os eslavos que, em cem anos, conseguiram transformar completamente a etnia do país. As populações primitivas refugiaram-se nas montanhas mais inacessíveis e os albaneses de hoje são descendentes diretos desses poucos remanescentes que guardaram a pureza da língua ilíria de tronco indo-europeu. O país permaneceu, todavia, sob domínio bizantino até o século IX. Foi conquistado, então (c. 870), pelos búlgaros. Em 1018, foi reconquistado pelos bizantinos (Basílio II Bulgaróctono). Nos séculos XI e XII, amiudaram-se as invasões normandas, encabeçadas por Roberto Guiscardo e por seu filho Boemundo. Roberto tomou Dirráquio em 1082, vencendo a resistência do imperador Aleixo I Comneno. O nome Albânia reaparece então no relato que fez sua filha, Ana Comnena, sobre o episódio.
Despotado do Epiro
O cisma religioso do ano 1054 colocou certas áreas do norte sob a influência da Igreja romana. Os senhores feudais da região ganharam, assim, mais um elemento de diversidade em que basear suas reivindicações de autonomia. A queda de Constantinopla na IV cruzada e a desaparição dos comnenos, cujo império foi tragado pelo latino do Oriente, levaram à criação na Albânia de principados independentes. O mais importante foi o do Epiro, fundado (1204) por Miguel I Comneno Ducas, que compreendia não só o território do antigo Epiro de Pirro, mas quase toda a atual Albânia e algumas áreas circunvizinhas. Seu sucessor.Teodoro Comneno Ducas destronou o imperador latino, legitimamente eleito, Pedro de Courtenay: capturou-o quando se ia a caminho de Constantinopla para a sua sagração; e fez-se coroar em Salonica. Mas foi derrotado logo em seguida, também no caminho de Constantinopla, por João Asen II da Bulgária. O perdido despotado foi reconstituído depois da morte de João por Miguel II Comneno Ducas, mas teve vida efêmera. Em 1264, Miguel VIII Paleólogo reincorporou-o ao Império Bizantino.
Os turcos
Os excessos da ocupação otomana provocaram revoltas esporádicas e locais. A aparição de um chefe carismático, George Kastrioti Skanderbeg, canalizou a insatisfação popular numa verdadeira guerra santa contra o Crescente. O papa Pio II, Piccolornini, fez apelos em favor dos albaneses junto aos reis da cristandade e pregou uma nova cruzada. Mas a falta geral de entusiasmo pela ideia, evidente no Congresso de Mântua (1450), abortou o projeto. A oportunidade para a sublevação nacional foi a guerra turco-húngara de 1443. Murade II, de quem Skanderbeg fora ironicamente o favorito, enviou contra ele o seu melhor general. Batidos na fronteira, os turcos acabaram por firmar uma trégua (1461). Teve curta duração. Em 1466 e 1467, os turcos voltaram e por duas vezes puseram sítio a Croia (Kruja). Da primeira, o próprio sultão, já a essa altura Maomé II, o Conquistador, comandou o ataque, com 200 000 homens. A praça resistiu.
A Albânia possui uma área total de 28 748 km². Localizada entre as latitudes 39º e 43º N e, na maior parte, entre as longitudes 19º e 21º E (uma pequena área está a leste de 21º E). A costa da Albânia se estende por 476 km e se estende pelos mares Adriático e Jônico. Cerca de setenta por cento do país é montanhoso ou de colinas e normalmente inacessível do exterior. A maior montanha é o Monte Korab, situado no distrito de Dibër, na fronteira com a Macedônia do Norte, atingindo 2 753 m. O clima na costa é tipicamente mediterrânico, com invernos úmidos e verões quentes, ensolarados e secos. As condições dependem muito da altitude. As áreas acima de 1 500 m são frias, com ocorrência de neve no inverno, podendo esta permanecer até a primavera. Além da capital, Tirana, que tem 800 000 habitantes, as cidades principais são Durrës, Korçë, Elbasan, Shkodër, Gjirokastër, Vlorë e Kukës. Na gramática albanesa, uma palavra pode ter formas definidas e indefinidas e isso também se aplica aos nomes das cidades: tanto Tiranë e Tirana, Shkodër e Shkodra são usados.
Geomorfologia e hidrografia
A Albânia faz parte do sistema de Montanhas Dináricas, formado durante o Terciário e que se estende de noroeste para sudoeste, influenciando fortemente a orografia. De um modo geral, o relevo do país assemelha-se a um anfiteatro de elevadas montanhas e de platôs recortados, bordejando as terras baixas do litoral. Na região setentrional encontram-se os Alpes Albaneses do Norte, série de elevadas montanhas e platôs que tem como ponto culminante o Maja Jezercit (2 695 m), A sudoeste da região alpina localizam-se os Planaltos de Cukali, cujas altitudes variam entre 900 e 1 500 m. A Zona da Serpentina estende-se desde o sudoeste dos Alpes até próximo à fronteira com a Grécia. Paralelos a essa zona erguem-se os Planaltos Centrais, que têm como limites naturais as Planícies Costeiras e os Planaltos do Sudoeste. Há ainda a região dos Planaltos Orientais e dos Lagos Macedônios, onde, ao lado das depressões lacustres, observam-se as altas montanhas do Mal' i Thate, Morava e Gramos.
Clima
O clima da planície albanesa é tipicamente mediterrâneo, com invernos brandos ( com média de 5 °C até 10 °C) e os verões na planície albanesa são tipicamente quentes (com média em 26 °C ou mais, com máximos de 40 °C) e secos. O clima nas montanhas é continental, com grandes amplitudes térmicas. No verão as temperaturas médias andam por volta dos 23 °C, mas no inverno descem à faixa entre 0 °C e 2 °C, com extremos que chegam até -25 °C. Podem ocorrer tempestades de neve e vento; não é raro também descer para a planície o bora, vento frio e ressecante. O relevo acidentado da Albânia e a área ciclonal do Adriático causam altas precipitações (média de 1 350 mm anuais e máxima de 3 000 mm), que são das mais elevadas da Europa.
Ecologia e meio ambiente
Exceto nas regiões lacustres, nos pântanos litorâneos e nas altas montanhas, a vegetação natural é constituída de florestas. Próximo da costa predomina o maqui, sendo típicas espécies de zimbros, carvalhos, mirtos e amoreiras. No interior são comuns as florestas de carvalhos. Existem florestas de faias nas vertentes mais altas das montanhas, enquanto a vegetação característica das rochas serpentinas são os pinheiros. A fauna é tipicamente mediterrânea, destacando-se, entre os mamíferos, o chacal, a cabra selvagem e o porco-espinho e, entre as aves, o grande cuco e a toutinegra. Existem várias espécies de répteis e insetos, e a fauna ictiológica dos lagos e rios inclui a carpa e o salmão pequeno.
A população é composta de albaneses (95%) e de uma minoria grega de 3%.
Línguas
A língua oficial é o albanês. De acordo com o censo populacional de 2011, 98,767% da população declarou o albanês como sua língua materna. A língua padrão escrita e falada é proveniente de dois dialetos: Gheg e Tosk, embora tenha maior base no segundo. O divisor entre os dois dialetos é o rio Shkumbin. O grego é língua materna de 0,5% da população. Outras minorias étnicas que somam 0,6% falam línguas como arromeno, sérvio, macedônio, bósnio, búlgaro, gorani, romani e croata. Os albaneses são considerados uma nação poliglota. Devido à imigração e à colonização do passado, falam geralmente mais de duas línguas. Inglês, italiano e grego são as mais difundidas, o que está crescendo devido ao retorno de imigrantes e às novas comunidades gregas e italianas no país.
Religião
Em 1967 todas as mesquitas e igrejas foram fechadas e práticas religiosas proibidas. Em novembro de 1990 o governo começou a permitir práticas religiosas particulares. De acordo com de acordo com o censo de 2023 a população albanesa dividia-se religiosamente da seguinte forma: Existe ainda uma minoria de Judeus estimada em menos de 0,1%. A Albânia foi o único país europeu onde houve crescimento no número de judeus durante o Holocausto, tendo esse número diminuído após a fundação do Estado de Israel. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e as Testemunhas de Jeová também têm seguidores no país.
O chefe de estado é o presidente, que é eleito pelo Kuvendi Popullor, ou Assembleia do Povo. A maior parte dos 155 membros da Assembleia do Povo é eleita pelos albaneses em eleições realizadas de 5 anos em 5 anos. O presidente é ajudado por um conselho de ministros, que é nomeado por ele mesmo.
Símbolos nacionais
A bandeira nacional da Albânia é uma bandeira vermelha com uma águia bicéfala negra. Deriva do brasão, de desenho similar, de Gjergj Kastriot Skanderbeg, um líder albanês do século XV que esteve à frente da revolta contra o Império Otomano que resultou num breve período de independência da Albânia, entre 1443 e 1478. Seu desenho foi inspirado na águia bizantina, símbolo comum em toda Europa oriental. Com o comunismo, sua interpretação foi alterada para enaltecer a segurança e união do país, com uma cabeça voltada para o norte e outra para o sul. A bandeira atual foi oficialmente adoptada a 7 de abril de 1992, mas anteriores estados albaneses, como o Reino da Albânia e o estado comunista do pós-guerra usaram uma bandeira basicamente igual, com o primeiro a incluir o "Capacete de Skanderbeg" sobre a águia e o segundo uma estrela vermelha orlada a amarelo na mesma posição.
Criminalidade e aplicação da lei
A responsabilidade da aplicação da lei no país é, primeiramente, da Polícia de Estado da Albânia. O país também possui uma unidade antiterrorista, chamada RENEA (Reparti i Neutralizimit të Elementit të Armatosur, em português: "Departamento de Neutralização de Elementos Armados"). Em uma lista com 43 países europeus segundo o índice de criminalidade, a Albânia foi classificada em 4° lugar, atrás de Rússia, França e Moldávia, respectivamente. É um país com forte presença de corrupção, tráfico de pessoas e crime organizado. Muitos cidadãos também veem a Justiça albanesa como corrupta ou inefetiva.
Kanun
É um código de leis consuetudinárias que o povo albanês traz desde a Era do Bronze. Voltou a "vigorar" em áreas mais remotas do país desde o colapso do Comunismo. Graças a isso, homicídios são um problema no país, especialmente as "vinganças de sangue" (gjakmarrja) em áreas rurais do norte, além de crimes domésticos. Em 2014 cerca de 3 000 famílias estimadas estavam envolvidas em vinganças de sangue, que desde a queda do Comunismo levaram 10 000 pessoas à morte, justamente pela falta de Estado.
A Albânia está dividida em 12 prefeituras (em albanês: qarke, singular qark), às vezes designadas regiões. As prefeituras estão por sua vez divididas em 36 distritos (em albanês: rrethe, singular rrethi), às vezes traduzidos como subprefeituras. Apesar de terem sido dissolvidos em 2000, os distritos continuam mantendo papel administrativo. Os distritos estão subdivididos em 309 comunas (em albanês: komuna) e 65 municipalidades (em albanês: Bashkia). A municipalidade de Tirana, onde se localiza a capital, tem um estatuto especial.
A Albânia é um dos países mais pobres da Europa, com metade da população economicamente ativa acoplada ainda à agricultura e com um quinto trabalhando no exterior. O país tem que tratar de uma taxa de desemprego elevada, de corrupção no governo e do crime organizado. A Albânia é ajudada financeiramente pela Itália e Grécia, das quais também importa muito, além de exportar pouco. O dinheiro vem de empréstimos e de refugiados que trabalham no exterior. Uma percentagem importante da renda nacional da Albânia vem do turismo, representando 10% de seu PIB, e este número deverá aumentar na próxima década. A Albânia acolheu cerca de 4,2 milhões de visitantes em 2012, principalmente de países vizinhos e da União Europeia. Em 2011, a Albânia foi listado como o destino turístico top a nível mundial, pelo Lonely Planet. A maior parte da indústria do turismo está concentrada ao longo do Adriático e na costa do Mar Jônico. Este último tem as mais belas e intocadas praias e é muitas vezes chamado de a Riviera Albanesa. O aumento no número de visitantes estrangeiros é significativa, a Albânia tinha apenas 500 000 visitantes em 2005, enquanto em 2012 teve um número estimado de 4,2 milhões de turistas. Um aumento de 840% em apenas sete anos.
Educação
Antes dos comunistas chegarem ao poder, a taxa de alfabetização na Albânia era muito baixa, apenas 15%. Escolas eram escassas na época entre a Primeira Guerra Mundial e a Segunda. Quando os comunistas chegaram ao poder em 1944 o regime queria acabar com o analfabetismo. O regulamento era tão estrito que qualquer um entre 12 e 40 anos que não pudesse ler ou escrever era mandado para participar de aulas para aprender. Desde essa época de luta contra o analfabetismo a taxa de alfabetização aumentou bastante. Em 2008 a taxa de alfabetismo na Albânia era de 98,7%, sendo a taxa para os homens de 99,2% e para as mulheres de 98,3%. Desde os mais largos êxodos rurais na década de 1990, a educação se moveu também, com milhares de professores se mudando para as áreas urbanas acompanhando seus estudantes.
Saúde
Quando Hoxha chegou ao poder da Albânia os serviços se tornaram nacionalizados e gratuitos, foram estendidos até os vilarejos mais remotos, houve uma queda da mortalidade e a expectativa de vida aumentou drasticamente, aspectos que o país herda até hoje. A maioria dos hospitais se localizam em Tirana e Durrës. A Faculdade de Medicina da Universidade de Tirana (Universiteti i Tiranës) é a principal instituição na área de saúde mas há também escolas de enfermagem em várias outras cidades. As doenças relacionadas ao sistema circulatório são a principal causa de morte, sendo a segunda causa as doenças de Neoplasia.
Transportes
Atualmente, há três rodovias principais de quatro pistas na Albânia: a rodovia que conecta Durrës com Tirana; Durrës com Lushnjë e a rodovia Albânia-Kosovo. A rodovia Albânia-Kosovo é a mais importante rota de conexão do Kosovo à costa do Mar Adriático, na Albânia. A rodovia no lado albanês foi concluída em junho de 2009, levando apenas duas horas e meia para ir da fronteira com o Kosovo a Durrës. No total, a rodovia possui cerca de 250 km até Pristina. O projeto foi o maior e mais caro projeto de infraestrutura já realizado na Albânia. O custo da rodovia foi estimado em 800 milhões de euros, embora a despesa exata de toda a rodovia ainda não tenha sido confirmada pelo governo.
Música
A música é um meio potente de expressão nacional para os albaneses. A Iso-polifonia folclórica albanesa é, desde 2005, reconhecida pela Unesco como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Enquanto o Festival Albanês da Canção, organizado pela Radiotelevisão Albanesa determina o representante da Albânia no Festival Eurovisão da Canção, o Festival Nacional do Povo Albanês, de música tradicional e que ocorre quinquenalmente em Gjirokastër, é referido como o evento cultural mais importante da Albânia. No século XXI, cantoras de música pop contemporânea de etnia albanesa como Rita Ora, Bebe Rexha, Era Istrefi, Ava Max, Bleona Qereti, Elvana Gjata e Dua Lipa alcançaram sucesso no cenário internacional.
Culinária
A culinária da Albânia consiste de pratos locais das várias regiões da Albânia. Muitos destes pratos são típicos dos Balcãs e do Mediterrâneo, mas alguns são especialidades locais. A refeição principal dos albaneses é o arroz e feijão, que é em geral acompanhado por uma salada de vegetais frescos, tais como tomates, pepinos, pimentos, azeitonas, azeite, vinagre e sal. O boza é uma bebida fermentada feita de farinha de trigo, farinha de milho, açúcar e água, tradicional em todos os países que fizeram parte do Império Otomano.


