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Albano Belino

Albano Ribeiro Belino ou Bellino é mais conhecido pela sua obra como arqueólogo, embora fosse também poeta, epigrafista, etnógrafo e jornalista. Fundou o museu do Convento de São Francisco em Guimarães, e foi um ardente defensor da criação de um museu de arqueologia em Braga, que só viria a ser criado 12 anos após a sua morte.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/09/2026
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Vida

Autodidata sem qualquer diploma, chegou a Guimarães em Julho de 1876, com 13 anos, para ser aprendiz caixeiro numa tabacaria. O cónego António Joaquim de Oliveira Cardoso, poeta e dramaturgo, cliente da tabacaria, "adotou-o" e tratou pessoalmente da sua formação. Belino fez-se primeiro poeta e jornalista, colaborando nos jornais de Guimarães (Religião e Pátria, Memória, Comércio de Guimarães) e tornando-se correspondente, do Jornal da Manhã, do Porto. Em 1886, juntamente com um outro jovem, fundou uma folha literária, O Bijou. Em Dezembro de 1885 organizou, com Albano Pires, as comemorações do 7.° centenário da morte de D. Afonso Henriques em Guimarães. No ano seguinte, participou na criação da Grande Comissão de Melhoramentos da Penha, de que foi o primeiro presidente. Fundou em 1890, o museu de arte sacra do Convento da ordem terceira de São Francisco em Guimarães. Em 1891, mudou-se para Braga para casar com Delfina Rosa, sobrinha do Cónego seu protetor. Será aí que em 1894, inspirado na obra de Martins Sarmento, dará início à sua atividade de arqueólogo e epigrafista, tendo em particular atenção os vestígios de Bracara Augusta.

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Cargos

Albano Belino foi vogal da Comissão dos Monumentos Nacionais, por convite de Ramalho Ortigão. Pertenceu a diversas instituições científicas, nacionais e estrangeiras, entre as quais a Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, a Sociedade de Geografia de Lisboa, o Instituto de Coimbra, a Comissão Central do 1.° de Dezembro de 1640 da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a Sociedade de Arqueologia da Figueira da Foz. Foi sócio correspondente da Academia Real de História da Espanha, sócio honorário da Sociedade Arqueológica de Pontevedra, sócio emérito da Sociedade Arqueológica de Toledo e sócio correspondente da Sociedade Martins Sarmento.

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Coleção Albano Belino

Das 44 peças da coleção de Belino[nota 1], destaca-se uma inscrição do ano 3 ou 2 antes de Cristo, gravada num pedestal de estátua, dedicada a Augusto pelos Bracaraugustani, por ocasião do aniversário de Paulo Fábio Máximo, legado do Imperador. É a primeira referência gravada na pedra e a mais antiga memória da cidade. Foi encontrada em 1896 em Semelhe e o texto gravado é o seguinte: Ao imperador César Augusto, filho do Divo, Pontífice Máximo, do Poder Tribunício XXI vezes, os bracaraugustanos consagraram este monumento, (inaugurado) no dia natalício de Paulo Fábio Máximo, Legado Propretor. Outra peça importante é o baixo-relevo recolhido na freguesia de Caires, no concelho de Amares que poderá simbolizar o Cursus Publicus, ou seja o sistema de correio romano, com a representação de um cavaleiro.

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Fontes consultadas

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