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Alberto Coelho da Cunha

Alberto Coelho da Cunha, também conhecido pelos pseudônimos Vitor Valpírio e Jatyr, foi um escritor brasileiro dos gêneros conto, romance e novela. Suas muitas colunas para períodicos apresentavam fatos históricos e dados sobre a cidade de Pelotas. Foram 81 “Antigualhas de Pelotas” publicadas no jornal “A Opinião Publica” e muitas "História das ruas de Pelotas" no "Diário Popular".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Infância e educação

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Alberto Coelho da Cunha nasceu em 13 de setembro de 1853, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, filho de Maria Antônia Coelho e Felisberto Inácio da Cunha (Barão de Correntes), um rico fazendeiro que trabalhava com a produção de charque. Durante a infância, Alberto frequentou o colégio primário “Polegada” e o ensino secundário José de Seixas. Aos treze anos, Alberto foi mandado para a cidade do Rio de Janeiro para estudar no Colégio São Salvador e depois foi transferido para o Colégio Perseverança. Em dezembro de 1869, retornou a Pelotas para férias escolares curtas, mas decidiu não voltar para o Rio de Janeiro, pois estava com laringite que, segundo seu médico, poderia converter-se em tuberculose laríngia. Residiu por quinze anos (de 1875 a 1890) na Estância Paraizo, fazenda de seu pai. Depois disso, voltou a residir na área urbana de Pelotas, em um sobrado de 11 aberturas, localizado à Rua Cassiano, n° 401, entre as ruas Marechal Deodoro e General Osório.

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Carreira

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Aos dezesseis anos, Alberto Coelho da Cunha começou a trabalhar como caixeiro ajudante do guarda-livros no escritório de seu pai; quando foi instigado por Aquiles Porto Alegre a escrever contos nos seus momentos de folga. Alberto animou-se e, sob os pseudônimos de Victor Valpírio e de Jatyr, conseguiu publicá-los na Revista Mensal da Sociedade Partenon Literário. Em dezembro de 1890, quando tinha entre 37 e 38 anos de idade, Alberto Coelho da Cunha voltou a residir na área urbana e, em 10 de dezembro, foi nomeado Procurador da Intendência Municipal de Pelotas. Algum tempo depois, passou a Secretário do Tesouro Municipal da mesma cidade e trabalhou por muito tempo no setor de estatística; cargo que lhe deu insumos para as muitas “Antigualhas de Pelotas” que publicou no periódico “A Opinião Publica”, pois trabalhava diretamente com o acervo histórico municipal. Ao todo, trabalhou como servidor público por 41 anos, aposentndo-se aos 78 anos de idade, com arteriosclerose generalizada.

Escritor

O primeiro texto de Alberto Coelho da Cunha foi publicado na Partenon Literário, em 1872, quando ele tinha 17 anos de idade. A partir do ano de 1874, Vitor Valpirio publicou os contos "Pai Felipe" e "A Filha do Capataz" na Revista Mensal da Sociedade Partenon Literário (1869-1879), ambos ambientados nas charqueadas típicas de Pelotas, no século XIX. Outra obra sua nessa mesma revista é Mãe de ouro, baseada numa lenda gaúcha. No “Contos Rio-Grandenses - Introdução”, Alberto valorizava a temática nacional para a literatura brasileira (influência alencariana). Certa vez afirmara: "Creio, como alguns escritores nacionais, que temos elementos de sobra para fazermos independência literária."

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Falecimento

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Alberto Coelho da Cunha faleceu em 15 de outubro de 1939, de um ataque de hemiplegia, na cidade em que nascera: Pelotas, no Rio Grande do Sul. Uma coleção de suas crônicas encontra-se na Biblioteca Pública Pelotense (BPP), compondo o Fundo Documental Alberto Coelho da Cunha, e contribui para entender a cidade de Pelotas do século XX.

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Vida pessoal

Imagem: Fotografia CVI · BY-NC-SA · Openverse

Alberto Coelho da Cunha tinha uma irmã chamada Silvana Cunha, casada com Guilherme Echenique. "Pelo lado paterno são seus avós José Inácio da Cunha e Zeferina Gonçalves da Cunha. Sendo bisavôs paternos Manoel Inácio Gomes e Tereza Maria da Silva, ao mesmo tempo paternos e maternos, Felisberto Gonçalves Leal e Anna Maria de Jesús, e pelo materno Jerônimo José Coelho e Maria Avila da Silveira". Em 1892, então com 38 anos de idade, ele casou-se com Clotildes Antunes, também natural da cidade de Pelotas, com quem teve um filho em 1903, Octavio Antunes da Cunha. Alberto Coelho da Cunha era republicano e abolicionista.

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Obras

Imagem: Fotografia CVI · BY-NC-SA · Openverse

Quando da republicação do conto "Pai Felipe: um episódio de charqueada", na Revista História em Revista, Eduardo Arriada faz uma compilação das publicações do autor: Manuscritos a que Eduardo Arriada teve acesso

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