Alberto, Duque de Teschen
Alberto Frederico Rodolfo de Áustria-Teschen, foi arquiduque da Áustria, Duque de Teschen e marechal-de-campo dos exércitos austro húngaro e alemão.
Entre 1860 e 1861 foi comandante geral do 8º Exército Austríaco em Vicenza, onde foi promovido a marechal-de-campo em 1863. Com a eclosão da Guerra Austro-Prussiana, em 24 de junho de 1866, Alberto infligiu uma dura derrota (ainda que não determinante para o curso da guerra) às tropas de Alfonso Ferrero la Marmora na Batalha de Custoza. Depois disso, ante a grave derrota austríaca na Batalha de Königgrätz, foi nomeado comandante-em-chefe no lugar de Ludwig von Benedek . Sua principal decisão foi chamar de volta a Viena uma das três divisões do exército já estacionadas no Vêneto, unindo a ela as tropas que se retiravam da Bohemia. Isso permitiu-lhe estabelecer uma nova linha defensiva ao longo do rio Danúbio que, no entanto, nunca foi posta à prova, pois o imperador Francisco José, fortemente influenciado pelos pedidos dos vienenses para que se liberasse a capital do estado de sítio, decidiu iniciar conversações para um armistício. Historiadores militares austríacos alegaram que a decisão de Francisco José foi precipitada, tendo em vista o notável sistema de defesa organizado por Alberto.
Família
Alberto era o segundo filho (primeiro varão) do arquiduque Carlos, Duque de Teschen e da princesa Henriqueta de Nassau-Weilburg. Seus avós paternos foram o imperador Leopoldo II do Sacro Império Romano-Germânico e a infanta Maria Luísa da Espanha, enquanto seus avós maternos foram o príncipe Frederico Guilherme, Príncipe de Nassau-Weilburg e a princesa Luísa Isabel de Kirchberg.
Carreira militar
Como filho do vencedor da Batalha de Aspern-Essling e primo-irmão do imperador Fernando I da Áustria, Alberto galgou rapidamente os degraus do exército austríaco recebendo, com apenas treze anos (1830), a patente honorária de 2º Coronel. Iniciou efetivamente suas atividades militares em 1837, quando foi nomeado 2º Coronel do Regimento de Infantaria Wimpffen. Em 1839, para completar sua formação, transferiu-se para o Regimento de Couraceiros, mantendo sua patente. Foi promovido a Major-General em 1840 e a Tenente-Marechal-de-Campo em 1843. Em 1845 foi nomeado Comandante Militar de Salzburgo, da Baixa e da Alta Áustria. Após a eclosão da Revolução Vienense, em 13 de março de 1848, Alberto foi acusado de dar ordens ao exército para abrir fogo contra a população civil, sendo obrigado a renunciar ao seu cargo.
Primeira guerra de independência italiana
Rejeitado pelos constitucionalistas, apegou-se ao último bastião do absolutismo e ingressou como voluntário nas tropas italianas do marechal-de-campo Josef Wenzel Radetzky von Radetz, estacionadas nos arredores de Verona. Destacou-se na Batalha de Santa Lucia, em 6 de maio de 1848, contra as tropas de Carlos Alberto da Sardenha. A contribuição mais importante que os Habsburgo deram a Radetz partiu, provavelmente, de Maria Teresa de Áustria-Toscana, irmã mais velha de Alberto Frederico e segunda esposa de Fernando II das Duas Sicílias. Quando o arquiduque chegou a Verona, Fernando II (cujas tropas já haviam alcançado o rio Pó e estavam prestes a entrar no Vêneto) resolveu retirar-se do conflito. Isso impediu que o general Guglielmo Pepe se juntasse ao exército pontifício do general Giovanni Durando e permitiu a Radetz uma vitória estratégica em Vicenza, em 10 de junho.
Comandante na Bohemia e governador na Hungria
Após a conclusão da breve e triunfal campanha, Alberto foi nomeado comandante do III Exército na Bohemia e governador da Fortaleza de Mogúncia, onde seu pai havia encerrado sua carreira militar. Em 1851, recebeu o importante cargo de Governador-Geral e Comandante Militar da Hungria. Foi uma tarefa difícil, pois Alberto promoveu uma abertura política parcial aos cidadãos húngaros (considerado insuficiente por estes, mas excessivo por Viena), o que causou sua demissão em 1860.
Segunda guerra de independência italiana
Na primavera de 1859 Alberto foi enviado numa missão secreta a Berlim, com o objetivo de conseguir o apoio prussiano para a guerra contra o Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II e a França de Napoleão III. A missão não teve nenhum resultado aparente, embora tenha sido um dos motivos que levaram o imperador francês a assinar o chamado Armistício de Villafranca.
Segunda Guerra do Schleswig
A atuação de Alberto em Berlim foi bem vista em Viena, tanto que o arquiduque foi enviado em outra missão em 1864 para tratar da Segunda Guerra do Schleswig, travada enre a Dinamarca e a Confederação Germânica. O motivo da disputa era o controle dinamarquês sobre os ducados de Holstein (de maioria germânica) e de Schleswig (de maioria dinamarquesa). Comparada com a missão anterior, esta encontrou em Berlim um clima anti-austríaco bastante reforçado pela ascensão de Guilherme I, em 2 de janeiro de 1861, e pela nomeação de Otto von Bismarck ao cargo de chanceler, em 3 de setembro de 1862. O último em especial, pressionou Viena a estender o conflito a todo o território dinamarquês, além das duas províncias em disputa. Note-se que Áustria e Prússia não tinham reivindicações específicas com relação ao conflito, mas competiam para demonstrar sua superioridade militar e o apego à causa germânica. Alberto não poderia mitigar a posição militarista e extremista de Bismarck e Viena teve que aceitar, ainda que de forma relutante, a continuidade de uma guerra que não interessava à Áustria. Ainda assim, os exércitos de Francisco José I demonstraram ser mais eficazes na batalha que os exércitos prussianos.


