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Albras

A Alumínio Brasileiro (Albras) é a maior produtora de alumínio primário no Brasil e, desde 1985, alimenta os mercados interno e externo com lingotes de alumínio. A Hydro é a principal acionista da empresa, com 51% das ações dessa joint venture. O outro acionista é a NAAC - Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd., formada por um consórcio de empresas japonesas, tradings, consumidores e fabricantes de produtos de alumínio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Imagem: Dirk Gently · BY-NC-ND · Openverse

Em 1977, foi criada a NAAC – Nippon Amazon Aluminium Company, formada por 32 empresas privadas (60%) e o governo japonês (40%). Em razão dos altos custos da energia elétrica no Japão, o governo do país buscou promover investimentos internacionais na área de alumínio, que não era mais produzido no país, embora fosse um dos maiores consumidores mundiais. Em fevereiro de 1978, o governo brasileiro criou o Programa Especial de Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura do Complexo Alumínico Albrás-Alunorte. Em dia 20 de junho de 1978, foram assinados diversos acordos pela Companha Vale do Rio Doce, Valenorte, Albrás, Alunorte e NAAC. Foram assinados contratos de transferência de tecnologia, de assistência técnica industrial e de licenciamento de patentes entre a a Albrás e a Mitsui Aluminium, uma das acionistas da NAAC. Foi a planejada a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, tendo em vista que a indústria de alumínio demanda alto consumo de energia. A usina começou a operar em 1984.

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Operação

Imagem: Dirk Gently · BY-NC-ND · Openverse

A Albras está inserida na cadeia produtiva de alumínio da Hydro, que começa com a extração da bauxita em Paragominas, no Pará. Depois de extraído, o material é transportado, moído, lavado e tem seu tamanho reduzido até virar uma polpa, que é transportada por um mineroduto de 244 km de extensão, chegando à refinaria Hydro Alunorte, em Barcarena, também no Pará. Lá, a bauxita passa por um refino para se obter a alumina, a matéria-prima do alumínio. Após os processos de aquecimento e filtragem, a alumina se torna um pó branco e seco. É essa alumina que segue para a Albras, onde passa por um processo eletrolítico, que combina eletricidade e carbono dentro de fornos. Após as reações químicas, o alumínio é obtido em forma líquida a uma temperatura de cerca de 960ºC, que, após ser retirado dos fornos, está pronto para ser vazado e solidificado em formato de lingotes. Em 2021, a Albras também recebeu a certificação internacional Aluminium Stewardship Initiative (ASI), atestando que o alumínio na empresa respeita a padrões de qualidade, além de ser produzido de forma responsável e sustentável.

Ligas de fundição

Além do metal líquido e dos lingotes de alumínio na sua maioria na especificação da liga P1020, a Albras também produz a liga PFA (Primary Foundry Alloy) em forma de lingotes, as ligas P0610, P1015 e Barramentos. A liga PFA ou Liga de Alumínio Primário é um produto criado especialmente para atender à indústria automotiva, desenvolvido a partir do metal primário P0610, com adição de quatro elementos: silício, magnésio, estrôncio e titânio. O P0610 e o P1015 são produtos que possuem maior pureza.

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Sustentabilidade

Imagem: Dirk Gently · BY-NC-ND · Openverse

A Albras realiza diversos trabalhos sociais em parceria com as comunidades locais de Barcarena. A empresa desenvolve iniciativas que priorizam estratégias de atuação global e local, como o Sustentar Barcarena, Todos Pelo Trabalho, Ativa Barcarena,Embarca Amazônia,Travessia Barcarena,Gastronomia do Amanhã e Tipitix. Junto às empresas Hydro Rein e Atlas Renewable Energy, a Albras formou uma joint venture e está desenvolvendo um projeto de energia solar no Brasil, a Usina Solar Boa Sorte, no estado de Minas Gerais. A construção teve início em 2022, e as operações devem começar no final de 2023. A central solar de Boa Sorte, com investimentos totais de US$320 milhões, terá uma capacidade prevista para gerar 438 MW de energia. Em busca de melhor gerenciamento dos recursos energéticos, além da construção e do desenvolvimento do projeto, a Albras assinou um contrato de compra anual de energia para um fornecimento anual de 815 GWh de energia entre 2025 e 2044. O acordo cobre 12% da receita anual da Albras consumo de energia.

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Fontes consultadas

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