Albuquerque Lima
Afonso Augusto de Albuquerque Lima GCC foi um engenheiro, militar e político brasileiro. Foi um dos signatários do Ato Institucional Número Cinco.
Membro da arma de engenharia, participou da Revolução de 1930, reprimiu a Intentona Comunista em 1935 no Recife e participou da Segunda Guerra Mundial no 9° Batalhão de Engenharia de Combate, primeira unidade brasileira a trocar tiros com os alemães. Liderou a construção das estradas Macapá—Clevelândia e Joinville—Curitiba. Era a um só tempo radical nas questões políticas e nacionalista nas questões econômicas. Participou da criação da Sudene, dirigiu o Departamento Nacional de Obras contra as Secas, chefiou a Divisão de Assuntos Econômicos da Escola Superior de Guerra e foi interventor na Rede Ferroviária Federal, de onde renunciou denunciando a corrupção impune. Erigiu-se como um dos ícones da linha dura no ínicio do Regime Militar, sugerindo o aprofundamento da ditadura. Foi ministro do Interior no governo Costa e Silva, de 15 de março de 1967 a 27 de janeiro de 1969, usado como plataforma para candidatura presidencial. Durante sua gestão, por sua ordem foi produzido o Relatório Figueiredo, que investigou e documentou as atrocidades, abusos e crimes promovidos pelo Serviço de Proteção ao Índio contra os povos indígenas do Brasil, cuja divulgação pública em março de 1968 gerou um escândalo. Saiu do governo brigado com o ministro da Fazenda, Delfim Neto, tendo então assumido a diretoria de Material Bélico do Exército.


