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Albuxar de Bactro

Abu Maxar Jafar ibne Maomé de Bactro (em árabe: أبو معشر جعفر بن محمد بن عمر البلخي; romaniz.: Abū Maʿshar, Jaʿfar ibn Muḥammad al-Balkhī, foi um dos primeiros astrólogos muçulmanos persas, considerado o maior astrólogo da corte abássida em Bagdá. Embora não fosse um grande inovador, seus manuais práticos para a formação de astrólogos influenciaram profundamente a história intelectual muçulmana e, por meio de traduções, a da Europa Ocidental e Bizâncio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Biografia

Albuxar era natural de Bactro, uma cidade na província de Balque, no Afeganistão, a cerca de 74 quilômetros ao sul do Amu Dária, uma das principais bases de apoio da revolta abássida no início do século VIII. Como a maioria das pessoas nas regiões fronteiriças da conquista árabe da Pérsia, seus habitantes continuaram culturalmente leais às raízes sassânidas e helenísticas. Ele chegou provavelmente a Bagdá nos primeiros anos do califado de Almamune (r. 813–833). Segundo al-Fihrist (século X), de ibne Anadim, ele morava no lado oeste de Bagdá, perto de Bab Khurasan, o portão nordeste da cidade original, na margem oeste do rio Tigre. Albuxar era membro da terceira geração (após a conquista árabe) da elite intelectual curasani orientada para o parta e defendia uma abordagem de um ecletismo “muito surpreendente e inconsistente”. Sua reputação o salvou da perseguição religiosa, embora haja um relato de um incidente em que ele foi chicoteado por praticar astrologia sob o califado de Almostaim (r. 862–866). Ele era um estudioso do hádice e, conforme a tradição biográfica, só se voltou para a astrologia aos quarenta e sete anos (832/833). Ele se envolveu em uma disputa acirrada com Alquindi (c. 796–873), o filósofo árabe mais importante de sua época, versado em aristotelismo e neoplatonismo. Foi seu confronto com Alquindi que convenceu Albuxar da necessidade de estudar “matemática” para compreender os argumentos filosóficos.

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Obras

Ciência da astrologia

Sua obra Kitāb al-madkhal al-kabīr (em português: A Grande Introdução à Ciência da Astrologia) oferece uma iniciação à astrologia, que recebeu muitas traduções para o latim e o grego a partir do século XI. Em uma parte deste livro, ele registra a subida das marés em relação à posição da Lua, observando que há duas marés altas por dia. Ele rejeitou o pensamento grego de que o luar influenciava as marés e considerava que a Lua tinha alguma virtude astrológica que atraía o mar. Os estudiosos medievais europeus discutiram essas ideias. Isso teve uma influência significativa sobre os estudiosos medievais europeus, como Alberto Magno, que desenvolveu sua própria teoria das marés com base em uma mistura da luz e da virtude de Albuxar.

Outros trabalhos

Suas obras sobre astronomia não existem mais, mas ainda é possível obter informações a partir de resumos encontrados nas obras de astrônomos posteriores ou em suas obras sobre astrologia.

Traduções em latim e grego

A “Introdução” de Albuxar (Kitāb al-mudkhal al-kabīr, escrita por volta de 848) foi traduzida pela primeira vez para o latim por João de Sevilha em 1133, como Introductorium in Astronomiam, e novamente, de forma menos literal e resumida, como De magnis coniunctionibus, por Hermano da Caríntia em 1140. Richard Lemay (1962) argumentou que os escritos de Albuxar foram muito provavelmente a fonte original mais importante para a recuperação de Aristóteles pelos estudiosos europeus medievais antes de meados do século XII. A tradução de Hermano da Caríntia, De magnis coniunctionibus, foi impressa pela primeira vez por Erhard Ratdolt de Augsburgo em 1488/1489. Foi novamente impressa em Veneza, em 1506 e 1515.

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Fontes consultadas

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