Queda do mercado de ações em 2020
A queda da bolsa em 2020 foi um colapso global contínuo do mercado de ações que começou no final de fevereiro de 2020, marcado por quedas acentuadas e volatilidade extrema.
Pontos-chave
- A queda mais rápida da história do mercado ocorreu em fevereiro de 2020, levando apenas seis dias para entrar em território de correção.
- A pandemia de COVID-19 foi o principal gatilho, gerando medo de um choque econômico global.
- A guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita agravou a instabilidade econômica.
- Março de 2020 viu dois colapsos financeiros significativos: a "Segunda-feira Negra" e a "Quinta-feira Negra".
- A volatilidade extrema e a incerteza econômica levaram a quedas recordes e a busca por ativos de segurança.
Entre 24 e 28 de fevereiro de 2020, as bolsas de valores globais despencaram, com Wall Street registrando quedas de pelo menos 10%. Essa foi a correção mais rápida já vista no mercado.
Impacto da COVID-19
O medo de um choque econômico global causado pela pandemia de COVID-19, com quarentenas e disseminação do vírus na China, Coreia do Sul, Itália e Irã, provocou uma liquidação massiva nos mercados. A proibição de viagens aos EUA imposta por Donald Trump a pessoas do espaço Schengen intensificou a turbulência. Em 27 de fevereiro, o NASDAQ-100, S&P 500 e Dow Jones Industrial Average registraram suas maiores quedas desde 2008. O Federal Reserve reduziu a taxa de juros em 50 pontos-base, citando riscos para a economia. Em 3 de março, apesar de altas na Europa e Ásia-Pacífico, os índices americanos caíram, e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 e 30 anos atingiram mínimas históricas, com o de 10 anos caindo abaixo de 1% pela primeira vez.
Guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita
A redução na demanda por viagens e a falta de atividade fabril devido ao surto de COVID-19 afetaram significativamente a demanda por petróleo, causando a queda de seu preço. Em meados de fevereiro, a Agência Internacional de Energia previu que o crescimento da demanda por petróleo em 2020 seria o menor desde 2011. A queda na demanda chinesa resultou em uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para discutir um possível corte na produção para equilibrar a perda na demanda. O cartel inicialmente fez um acordo provisório para reduzir a produção de petróleo em 1,5 milhão de barris por dia, após uma reunião em 5 de março de 2020 em Viena, que traria os níveis de produção ao nível mais baixo desde a Guerra do Iraque.
A redução na demanda por petróleo, devido à pandemia, e a disputa entre Rússia e Arábia Saudita agravaram a crise, impactando o preço do barril e a economia global.
Queda no Preço do Petróleo
A queda na demanda por petróleo, afetada pela redução de viagens e atividade industrial pela COVID-19, levou a Agência Internacional de Energia a prever o menor crescimento na demanda desde 2011. A OPEP e aliados tentaram estabilizar o mercado com um acordo provisório para cortar a produção em 1,5 milhão de barris por dia, o nível mais baixo desde a Guerra do Iraque, após reunião em 5 de março de 2020.
Quinta-feira negra
A "quinta-feira negra" foi o crash global do mercado de ações em 12 de março de 2020. Os mercados acionários globais sofreram a maior queda percentual em um único dia desde a segunda-feira negra de 1987. Após a "segunda-feira negra" três dias antes, a "quinta-feira negra" foi atribuída à pandemia de coronavírus e à falta de confiança dos investidores no presidente estadunidense Donald Trump, depois dele declarar uma proibição de viagem de 30 dias para pessoas que vierem do espaço Schengen. Além disso, o Banco Central Europeu, sob a liderança de Christine Lagarde, decidiu não cortar as taxas de juros, apesar das expectativas do mercado, levando a uma queda no futuro do S&P 500 de mais de 200 pontos em menos de uma hora.


