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Aleksandr Oparin

Aleksandr Ivanovich Oparin foi um biólogo e bioquímico russo considerado um dos precursores dos estudos sobre a origem da vida.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Vida

Oparin se formou na Universidade de Moscou em 1917. Em 1924 publicou um opúsculo com a primeira versão de sua teoria para explicar o surgimento da vida na Terra, a partir da evolução química gradual de moléculas baseadas em carbono. A segunda versão, de 1938, alcançaria sucesso internacional que resultou na conhecida versão em inglês, de 1953. Em 1946, foi admitido na Academia Soviética das Ciências. Em 1970, foi eleito presidente da "Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida". Faleceu aos 86 anos, em 21 de abril de 1980, e foi sepultado no Cemitério Novodevichy em Moscou.

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Teoria

Sua teoria tem um forte embasamento darwiniano: através de competição e seleção natural, determinadas formas de organização molecular tornaram-se dominantes e caracterizam as moléculas vivas de hoje. Segundo ele, não existe diferença fundamental entre os organismos vivos e matéria sem vida. Em princípio havia soluções simples de substâncias orgânicas, cujo comportamento era governado pelas propriedades de seus átomos e pelo arranjo destes átomos em uma estrutura molecular. Gradualmente, entretanto, como resultado do crescimento em complexidade, novas propriedades surgiram em consequência do arranjo espacial e relacionamento mútuo das moléculas. Portanto, a complexa combinação de propriedades que caracteriza a vida surgiu a partir do processo de evolução da matéria. Levando em conta a então recente descoberta de metano na atmosfera de Júpiter e outros planetas gigantes, Oparin postulou que a Terra primitiva também possuía uma atmosfera fortemente redutora, contendo metano, amônia, hidrogênio e água. Em sua opinião, esses foram os elementos essenciais para a evolução da vida.

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Repercussão

Oparin teve sua carreira marcada pela íntima colaboração com a ideologia comunista e com o estado soviético. Suas ideias se coadunavam com o materialismo dialético e eram promovidas no país e no exterior, enquanto Oparin era mitificado como "Darwin do século XX". É notória sua associação com Trophim Lysenko e Olga Lepeshinsakya, pseudocientistas que dominaram o establishment científico soviético no período estalinista. Um aspecto de sua hipótese, a ideia da atmosfera redutora, interessou muito ao químico estadunidense Harold Urey. Urey, que se notabilizara pela descoberta do deutério, encarregou seu aluno Stanley Miller de investigar experimentalmente as proposições de Oparin. O experimento realizado demonstrou que as condições atmosféricas imaginadas por Oparin permitiriam a síntese abiótica de alguns aminoácidos, fato que teve ampla repercussão na imprensa internacional. Embora as concepções de Oparin sobre a atmosfera primitiva tenham perdido o apoio quase unânime de que desfrutavam, alguns pesquisadores, como Freeman Dyson e Doron Lancet, químico do Instituto Weizmann da Ciência de Israel tem investigado mais recentemente a formação de coacervados, outro aspecto original das ideias de Oparin.

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Fontes consultadas

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