Alexandria
Alexandria, a segunda cidade mais populosa do Egito, com cerca de 5,2 milhões de habitantes, é um centro vital para o país. Seu porto, o maior do Egito, movimenta 80% das importações e exportações, consolidando-a como um dos principais destinos turísticos e um polo de importância histórica e cultural inegável.
Pontos-chave
- Fundada por Alexandre, o Grande, em 331 a.C., sobre um antigo povoado egípcio.
- Foi um centro intelectual e cultural de renome mundial, abrigando a famosa Escola de Alexandria.
- Testemunhou a ascensão e queda de diversas civilizações, incluindo grega, romana, judaica e cristã.
- A cidade passou por importantes transformações com a chegada do Islamismo, mantendo sua relevância estratégica e comercial.
- Alexandria possui uma rica rede de transportes, incluindo um porto crucial e a mais antiga rede de bondes da África.
A trajetória de Alexandria é marcada por fundação gloriosa, efervescência cultural, conflitos e transformações religiosas e políticas ao longo dos séculos.
A Fundação por Alexandre
Em 332 a.C., Alexandre, o Grande, libertou o Egito do domínio persa. No ano seguinte, fundou a cidade que levaria seu nome sobre o antigo povoado de Rakotis. A localização estratégica no delta do Nilo, conectada ao rio e ao lago Mareotis, facilitou o desenvolvimento de seu porto e o acesso a mercadorias.
A Escola de Alexandria
A Escola de Alexandria floresceu por séculos, especialmente sob o patrocínio de Ptolomeu II (285-246 a.C.), conhecido por seu apoio às artes e administração eficiente, incluindo a construção do famoso Farol. Apesar de ter sofrido saques e depredações, como em 145 a.C. e no século I a.C. durante o reinado de Cleópatra, a escola manteve sua importância intelectual.
Alexandria Romana
Júlio César interveio na cidade em 46 a.C. para resolver uma disputa dinástica, resultando em um incêndio portuário que afetou alguns depósitos de livros. Mais tarde, Marco Antônio buscou o apoio egípcio de Cleópatra, levando à conquista da cidade por Augusto em 30 a.C., que transformou o Egito em sua propriedade particular e encerrou a independência do país.
Comunidade Judaica
Desde o período ptolomaico, judeus da Diáspora se estabeleceram em Alexandria, atraídos pelo Museu e pela tolerância religiosa. Eles formaram um centro intelectual ativo com estudos hebraicos, gozando de direitos civis semelhantes aos gregos e mantendo uma comunidade política autônoma, com seus próprios líderes como arcontes e etnarca.
A Chegada do Cristianismo
Segundo a tradição, São Marcos chegou a Alexandria em 61 d.C. para pregar o cristianismo, convertendo o sapateiro Aniano. Os cristãos enfrentaram perseguições, especialmente sob Nero, mas a partir do século II, com o imperador Trajano, a fé cristã pôde se expandir livremente pela cidade e pelo vale do Nilo.
A Conquista Islâmica
Em abril de 641, Alexandria, uma metrópole mediterrânea, capitulou ante os invasores muçulmanos. Após uma revolta e 14 meses de cerco, a cidade foi reconquistada pelos muçulmanos no final de 642. Um inventário da época descreve a riqueza da cidade, embora a Grande Biblioteca já não existisse, tendo sido vítima de guerras, desastres naturais e fanatismo.
A maioria dos monumentos que marcaram a história de Alexandria desapareceu ao longo do tempo, restando apenas vestígios e ruínas dispersas.
Alexandria se destaca por seu porto vital e uma diversificada rede de transportes que conecta a cidade nacional e internacionalmente.
Aviação
A cidade é servida por dois aeroportos: o Aeroporto El Nouzha, a 7 km do centro, e o Aeroporto Borg al Arab, a 25 km, que opera desde 2003 e mantém uma área militar.
Vias Rodoviárias
Alexandria é um importante entroncamento rodoviário, conectada por diversas vias principais que facilitam a movimentação de pessoas e mercadorias.
Transporte Ferroviário
A principal estação de Alexandria, a "Estação de Misr", oferece extensões de linha para Abu Qir, integrando o transporte ferroviário da região.
Transporte Urbano
Além de autocarros e miniautocarros, Alexandria conta com uma extensa rede de elétricos (bondes), a mais antiga da África, operando desde 1860.
Elétricos (Bondes)
A rede de bondes, dividida pela "Estação de Raml", possui elétricos azuis (al-Raml) e amarelos. Embora lentos, são ideais para viagens curtas e uma forma econômica e pitoresca de conhecer a cidade.
Táxis
Os táxis, pintados de preto e amarelo, possuem tarifas base a partir de 2 libras egípcias (em 2008). Recomenda-se aos turistas que verifiquem o preço da corrida antes de embarcar, pois as tarifas podem variar e os viajantes são frequentemente cobrados a mais.
Alexandria mantém laços de geminação com diversas cidades ao redor do mundo.


