Alex Dias Ribeiro
Alex Dias Ribeiro, conhecido como Alex Ribeiro, é um ex-automobilista brasileiro de Fórmula 1, apresentador, palestrante e escritor de sete obras autorais, sendo três best-sellers. Alex é um dos grandes nomes do automobilismo brasileiro e mundial.
Alex passou sua infância em Brasília, onde começou a acompanhar e competir nas provas e "rachas" locais, sendo um dos pilotos de destaque nos 'pegas' noturnos. Alex acompanhava principalmente as corridas de longa duração (endurance) como os 500 e 1.000 Km de Brasília, onde ganhou projeção nacional ao chegar em segundo lugar nos 500km de Brasília de 1967 com um carro protótipo, construído a partir dos restos do fusca acidentado de seu pai, apelidado de "Patinho Feio" pela imprensa local, a oficina e equipe Camber fundada por Alex teve destaque nacional, e por lá se formaram três pilotos para a Fórmula 1: Alex Ribeiro, Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno. Em 1970 e 1971, foi bicampeão brasiliense de kart. Também no ano de 1971, estreou na Fórmula Ford, em 1972 foi contratado pela equipe Hollywood sagrando-se vice-campeão e já no ano seguinte, 1973 conquistou o título da categoria.
Carreira Internacional
Em 1974 iniciou sua carreira internacional pela Fórmula 3 Inglesa pela equipe March, sendo vice-campeão e repetindo o feito em 1975, passando em seguida para a Fórmula 2, também com a equipe March-BMW, último degrau, à época, para a Fórmula 1, já sendo cobiçado por equipes como: Brabham, a pedido de Jose Carlos Pacce (seu mentor e amigo), March Engineering e observado por Hesketch e Frank Williams da equipe Williams e já efetivado como piloto reserva e testes da equipe Fittipaldi.
Fórmula 1
Após sucesso de Alex na Fórmula 3 pela equipe March e uma rivalidade pau-a-pau com Gunnar Nilson e Brian Henton nos anos de 1974 e 1975. Alex chegou no ano de 1976 com inúmeras vitórias, varias polêmicas por conta de sua crença, o emblema 'Jesus Saves' adesivado no seu carro e por seu estilo de pilotagem agressivo e arrojado, vinha também com um belo aporte financeiro de patrocínio da Caixa Economica Federal, Rastro e a marca de tabaco Hollywood, a ida de Alex para maior categória de automobilismo do mundo era certeza e questão de tempo, por conta de seu talento e o aporte financeiro que tinha de seus patrocinadores, receita do sucesso na Fórmula 1 nos seus últimos 70 anos de vida. Alex recebeu propostas concretas deBernie Ecclestone (dono da Fórmula 1 e da equipe Brabham) para se juntar a Brabham a convite de José Carlos Pacce, seu amigo e mentor que o via como o piloto ideal para fazer dupla com ele na equipe. Alex recebeu também o convite da sua equipe atual, a March, que vinha de uma vitória com Ronnie Petterson na temporada de 1976 e bons rumores de alto desempenho para a temporada de 1977 da Fórmula 1.
Volta a Fórmula 2 em 1978 e o Milagre no Grande Prêmio de Nürburgring Nordschleife
A temporada de 1977 de Fórmula 1 chegava ao fim, e com ela Alex não tinha mais patrocinadores, uma vez que a March não fez sucesso, Alex não tinha outra escuderia para ir e nem como continuar com dinheiro do próprio bolso (voltaria em 79 com a Fittipaldi), Alex então fez um "downgrade" em sua carreira, e em 1978, a contra gosto e desiludido com a Fórmula 1, foi se dedicar a Fórmula 2 européia com um restante de dinheiro que tinha da temporada passada cedido pela Hollywood para a temporada anterior que daria somente para comprar o carro e pagar pelas três provas iniciais da temporada. Alex Ribeiro comprou um carro novo com a March Engineering, um carro que ele mesmo tinha ajudado a desenvolver no tempo em que trabalhou na March. Naquela temporada seria difícil pra sequer chegar entre os primeiros, a March BMW era a primeira força na Fórmula 2 com seus motores BMW fortíssimos, e naquela época os pilotos de F1, disputavam a F2 ao mesmo tempo, ou seja, Alex iria duelar com Keke Rosberg, Eddie Chever e Bruno Giacomelli, favoritos ao título, porém, Alex encarou o desafio, e com o dinheiro que ele tinha no bolso, pintou seu carro de vermelho sangue, colocou as escritas 'Jesus Saves' bem grande nas laterais, expos sua fé ao maximo da exposição possível, contratou dois amigos para participar do desafio, e assim, nascia a Jesus Saves Racing Team.
Medical Car
Depois de encerrar a carreira na Fórmula 1 e Fórmula 2 e agora liderando a instituição Atletas de Cristo, voltou à Fórmula 1 a pedido do médico chefe da Fórmula 1, o Professor Sid Watkins para ser piloto oficial do Medical Car (de 1999 a 2001) em todo caledário mundial da Fórmula 1, posição que ele já desepenhava todo ano, porém somente no GP do Brasil. Alex se despediu das pistas oficialmente no GP do Brasil de Fórmula 1 de 2002 como piloto do Medical Car em uma corrida em que quase morreu atropelado após o piloto Nick Heidfeld bater seu Fórmula 1 na porta aberta do carro de Alex que estava aberta, enquanto estacionava para prestar atendimento a um piloto acidentado na pista.
Carreira pós-Fórmula 1
Após sua passagem pela Fórmula 1, deixou temporariamente as pistas para retornar em 1983 no Campeonato Brasileiro de Marcas e no Superkart. Em 1984 também competiu no Brasileiro de Marcas. Ainda na década de 1980 guiou na Fórmula Ford e Fórmula 3 Sul-Americana, em 1988, mesma categoria pela qual competiu em 1992.
Carreira longe das pistas
Por 5 olimpiadas (de 1988 a 2016) e pela Seleção Brasieira na Copa do Mundo (de 1990 a 2018), ele atuou como capelão dos atletas cristãos da Seleção Brasileira. Palestrante, radialista e escritor, Alex tem três best sellers publicados (Mais que vencedor, Atletas de Cristo e Força para Vencer) totalizando mais de 150.000 livros vendidos. Um deles foi traduzido para o inglês, espanhol e árabe e outro ganhou o prêmio ABEC de melhor biografia do ano, totalizando 80 000 livros vendidos. Depois de se aposentar do automobilismo, Alex se juntou à organização “Atletas de Cristo” com diretor executivo durante 22 anos, organização que reúne milhares atletas de diversas modalidades.
Ret = Retirou-se da corrida / NQ = Não se qualificou para a corrida / DSQ=Desclassificado da corrida.


