Operário Ferroviário Esporte Clube
Operário Ferroviário Esporte Clube é uma agremiação esportiva da cidade de Ponta Grossa, no estado do Paraná, fundada no dia 1º de maio de 1912, sendo o segundo clube mais antigo do estado em atividade. Campeão paranaense em 2015, 2025 e 2026, 14 vezes vice-campeão estadual, apresenta também como destaques entre as suas conquistas duas nacionais, uma da Série D do Campeonato Brasileiro em 2017 e uma da Série C do Campeonato Brasileiro em 2018.
Os anos 50 representaram o início do profissionalismo de fato para o futebol ponta-grossense. Com o Operário não foi diferente, e a situação econômica estável, o transporte facilitado pela rede ferroviária e os lucros do clube advindos principalmente dos sócios, que eram funcionários da malha ferroviária. A dupla ponta-grossense era vista com respeito pelo trio de ferro da capital, Atlético, Coritiba e Ferroviário. Apesar da boa fase, o Guarani, time mais rico, ficou na frente do Operário durante 3 anos consecutivos, contando inclusive com um vice campeonato em 1956. Para reverter essa situação, o Operário monta um time muito forte em 1958. Com o desaparecimento de clubes fortes do interior, como o Jacarezinho e o Monte Alegre de Telêmaco Borba, seus melhores jogadores são vendidos ao fantasma. Como eram equipes bastante qualificadas, sendo o CAMA campeão recentemente e o Jacarezinho, vice, não foi à toa que o time assombrou os tradicionais da capital. Contando com o artilheiro Zeca, o clube ficou a apenas 2 pontos de conquistar o título, disputado em pontos corridos. Um empate em casa contra o campeão Atlético foi decisivo para a perda do título. Nesse mesmo ano o time passou a ser conhecido como "Fantasma da Vila", por assombrar os grandes clubes da Capital. O terceiro lugar geral no ano seguinte confirmava a boa fase do clube.
Origem do clube
Há algumas discrepâncias sobre a real origem do Operário Ferroviário. Para alguns autores, o Operário originou-se de outra equipe esportiva, o Tiro de Guerra Ponta Grossense, enquanto para outros, proveio do Riachuelo Sport Club. Entretanto, a versão comumente mais aceita é que o clube surgiu de um grupo de operários ferroviários que trabalhavam nos escritórios e oficinas da Rede Viação Paraná - Santa Catarina, em Vila Oficinas, não havendo ligação alguma com o Riachuelo e o Tiro de Guerra. Historicamente ficou definida a data de fundação do clube como 1 de maio de 1912, justamente o Dia do Trabalhador. No dia 7 de abril de 1913, o jornal Diário dos Campos trouxe a seguinte matéria em sua primeira página: "Temos a honra de levar ao vosso conhecimento que hoje, em Vila Oficinas, com grande número de pessoas propensas a fundação de uma sociedade esportiva de foot ball, em sessão ordinária foi eleita a primeira diretoria desta associação denominada de Foot Ball Clube Operário Pontagrossense, que deverá reger os destinos do mesmo durante o primeiro ano de sua fundação."
Fundadores
Presidente: Raul Lara; Vice-presidente: Oscar Wanke; Primeiro secretário: Antônio Joaquim Dantas; Segundo secretário: João Gotardello; Primeiro tesoureiro: Joaquim Eleutério; Segundo tesoureiro: Álvaro Eleutério; Primeiro capitão: Victorio Maggi; Segundo capitão: Oscar Marques; Fiscal de campo: João Simonetti. Pioneiros do Operário Ferroviário Esporte Clube, assim como Pedro Azevedo, Henrique Piva, João Hoffman Júnior, Ewaldo Meister, Álvaro Meister, Adolfo Piva, José Antônio Moro, Frederico Dias Júnior, Alexandre Bach, Abel Ricci, João Fernandes de Castro, Michel Farhat, Cesário Dias, Oscar Serra, Inácio Lara, Ricardo Wagner, Alberto Scarpim, Frederico Holzmann, Francisco Barbosa, Holger Mortensen em meio a tantos outros que contribuíram para manter aceso o ideal operário naqueles primeiros tempos.
Primeiro time
Em 1913, foi formado o primeiro time da história do Operário para as disputas de jogos amistosos e das primeiras competições locais e estaduais. A escalação da equipe, neste ano, foi a seguinte: José Moro, Pedro Azevedo, Alexandre Bach, Henrique Piva, João Simonetti, Souza, Ewaldo Meister, Adolfo Piva, Holger Mortensen e Ernesto.
União com o Savóia
Em 1917, após perder um torneio preliminar que definiria o último participante do campeonato paranaense para o Savóia, de Curitiba, os dois clubes resolvem unir forças no estadual. Em 1915 o mesmo Savóia havia impedido o "acesso" do Operário Sport Club para a divisão principal. A parceria durou apenas um ano, e o Operário Sport Club passou a jogar apenas a liga local por algum tempo. Futuramente o campeão da Liga de Ponta Grossa enfrentaria o campeão de Curitiba.
Destaque na Região dos Campos Gerais
O Operário Sport Club se tornou rapidamente o maior campeão da Liga de Ponta Grossa. Infelizmente não há dados exatos sobre quantos títulos o clube conquistou. O que se sabe, porém, é que desde quando o campeão de Ponta Grossa enfrentou o campeão de Curitiba, em 1923, o Operário foi o clube que mais participou de decisões. O time foi campeão ponta-grossense nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1926, enfrentando Britânia, Palestra Itália, Atlético-PR e novamente Palestra Itália nas decisões subsequentes, sendo derrotado em todas. Em 1926, contra o Palestra Itália, uma decisão polêmica: o empate em 2x2 obrigaria um segundo jogo em Ponta Grossa. O encontro não aconteceu em razão dos inúmeros “compromissos” do Palestra. Assim o Palestra, apenas por ser da capital, foi declarado campeão da temporada.
Incorporação em 1933
O nome Operário Ferroviário Esporte Clube, como é conhecido hoje em dia, surgiu da incorporação do Club Athlético Ferroviário (que era o grêmio dos funcionários da Rede Ferroviária) ao Operário Sport Club. Na reunião realizada em 15 de maio de 1933 presidida por Luiz Guimarães, ficou decidido as cores preta e branca e o nome atual. Participaram da reunião 48 associados. A influência dos ferroviários foi decisiva para a formação das equipes de futebol que representaram o clube e também para o crescimento do patrimônio, uma vez que o local onde hoje está erguido o Estádio Germano Kruger pertenceu à Rede Ferroviária, bem como os terrenos da sede social.
Londrina
Além dos clássicos históricos regionais, existe também rivalidade crescente com o Londrina, da cidade de Londrina no norte do estado brasileiro da capital Paraná, por conta de disputas no Século XXI em competições estaduais e nacionais, nas quais os dois clubes disputam posições acirradamente. Essa rivalidade tem raízes profundas no futebol paranaense e tem produzido momentos memoráveis ao longo dos anos protagonizando uma disputa entre capital e interior.
Antiga rivalidade
O Operário rivalizava com o Guarani Esporte Clube — de Ponta Grossa, em um clássico que era conhecido como Ope-Guá. Entre os anos de 1950 e 1960 o clássico agitou a cidade, mobilizando grandes torcidas. Enquanto o Operário tradicionalmente era considerado um time do povo, o Guarani era mais identificado com as elites. A grande rivalidade não impediu a criação da Associação Pontagrossense de Desportos entre 1970 e 1973, basicamente uma parceria entre os dois clubes. Com o fim da Pontagrossense de Desportos, o Operário continuou disputando campeonatos normalmente, enquanto o Guarani virou um clube amador.
Estrelas
Após a conquista do título da Campeonato Brasileiro de Futebol de 2018, Série C, a diretoria acrescentou uma estrela dourada ao escudo oficial. O símbolo já tinha outra estrela dourada pela Campeonato Brasileiro de Futebol de 2017, Série D, e uma estrela prateada pelo Campeonato Paranaense de Futebol de 2015.. Em 2025, uma segunda estrela prateada foi acrescentada, após o título do Campeonato Paranaense.
O Estádio Germano Krüger foi inaugurado em 12 de outubro de 1941 e tem capacidade para 10.632 lugares. Primeiramente, recebeu o nome de Dr. Bento Munhoz da Rocha, posteriormente recebendo o nome do antigo presidente do clube, Germano Krüger. Seu público recorde foi 18.562 pagantes em um jogo contra o Coritiba Foot Ball Club, em 1975. Em setembro de 2018 houve uma tentativa de municipalização do estádio, não aprovada pelos sócios do clube.
A torcida do Operário Ferroviário Esporte Clube sempre se fez presente nos seus jogos assim como as suas torcidas organizadas.
Torcida Trem Fantasma
A Torcida Trem Fantasma é uma tradicional torcida do Operário Ferroviário Esporte Clube, que esteve presente nos jogos nas décadas de 70 e 80 e foi refundada no dia 21 de fevereiro de 2009, como fusão das Torcidas Revolução Operariana, Garra Operariana, Jovem Independente, mais a participação dos Cornetas da Vila e torcedores independentes. Fica na curva da arquibancada geral.
Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol para pontuar todos os clubes do Brasil.
Tabela com o nome dos presidentes do clube.


