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Lux (álbum)

Lux é o quarto álbum de estúdio da cantora espanhola Rosalía, lançado em 7 de novembro de 2025 através da Columbia Records. É o seu primeiro álbum completo desde Motomami, de 2022. O disco contém dezoito faixas em suas edições físicas, enquanto as digitais omitem três destas. O disco foi gravado com a Orquestra Sinfônica de Londres sob a regência de Daníel Bjarnason, com múltiplos arranjos realizados por Caroline Shaw e produção executiva da própria artista. O álbum inclui participações de Björk, Carminho, Estrella Morente, Sílvia Pérez Cruz, Yahritza y su Esencia e Yves Tumor.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Antecedentes e gravação

Imagem: Bobby C Rockafella · BY-SA · Openverse

Após o lançamento e a turnê subsequente de seu terceiro álbum de estúdio, Motomami (2022), Rosalía manteve uma agenda apertada, realizando uma série de concertos em festivais pelas Américas e Europa de março a julho de 2023. Em março de 2023, ela lançou o EP colaborativo RR com Rauw Alejandro, seu então noivo. Durante os meses seguintes, ela lançou várias outras colaborações com artistas como Björk, Lisa, Carolina Durante e Ralphie Choo. Rosalía indicou pela primeira vez que estava trabalhando em material novo durante a semana de lançamento de Motomami, afirmando que já estava "mapeando ideias" para seu quarto projeto. Ela começou a dar dicas mais diretas sobre o álbum ao longo de 2024. Em uma entrevista de setembro de 2024 para a Highsnobiety, ela declarou: "Tem sido um processo. Eu mudei muito, mas, ao mesmo tempo, ainda estou tentando entender as mesmas coisas. É como se eu ainda tivesse as mesmas perguntas e o mesmo desejo de respondê-las." Durante o Halloween, ela usou uma fantasia inspirada na arte de capa de Imaginal Disk, de Magdalena Bay, com um CD em sua testa onde se lia "R4". Ela também incluiu "lançar um novo álbum" em uma lista de resoluções de Ano Novo compartilhada em seu Instagram.

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Lançamento e divulgação

Foram anunciadas vinte audições exclusivas do álbum antes do lançamento, voltadas a fãs que se inscreveram pelo site oficial de Rosalía; dezoito delas foram marcadas para o dia 5 de novembro. Rosalía compareceu pessoalmente à primeira sessão, realizada na Cidade do México em 29 de outubro; após o evento, ela circulou pela cidade com o grupo musical Latin Mafia, publicando vídeos do encontro em suas redes sociais. A segunda audição, realizada em Nova York em 1º de novembro, contou com a presença de diversas celebridades; segundo o jornalista Chris Murphy, da Vanity Fair, cerca de cem pessoas participaram do evento. Os fãs receberam isqueiros personalizados com a marca Lux ao final. Durante a divulgação do álbum, Rosalía concedeu entrevistas a Aureliano Tonet do Le Monde, a Joe Coscarelli e Jon Caramanica do The New York Times, e a Anamaria Sayre da NPR.

Singles

O primeiro single, "Berghain", e seu vídeo musical foram lançados em 27 de outubro de 2025. O videoclipe teve a direção de Nicolas Méndez, da empresa Canada, que colaborou em outros projetos visuais da cantora. A faixa apresenta vocais em inglês, alemão e espanhol. "Reliquia" foi brevemente lançada na plataforma de streaming Spotify em 4 de novembro, antes de ser removida no mesmo dia; a equipe de Rosalía não comentou publicamente o upload, nem afirmaram se tratou-se um erro.

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Composição

Temas e influências na composição

“Há toda uma estrutura intencional ao longo do álbum. Eu tinha clareza de que queria quatro movimentos. Queria um em que houvesse mais um afastamento da pureza. O segundo movimento, eu queria que parecesse mais com estar [sob ação da] gravidade, ser amigo do mundo. O terceiro seria mais sobre graça e, esperançosamente, sobre ser amigo de Deus. E, no final, a despedida, o retorno. Tudo isso me ajudou a ser muito estratégica, concisa e precisa sobre quais músicas iriam para onde, como eu queria que começasse, como queria que a jornada seguisse, quais letras fariam sentido. Cada história, cada música é inspirada na história de um santo. Eu li muitas hagiografias — as vidas dos santos — e isso me ajudou a expandir meu entendimento sobre a santidade. Como minha formação é católica, por parte da minha família, você acaba a entendendo através dessa única [lente]. Mas aí você percebe que, em outras culturas e contextos religiosos, é outra coisa. O que me surpreendeu muito foi perceber que há um tema principal, que é o de não ter medo — algo que se encontra em muitas religiões. E acho isso muito poderoso, porque provavelmente os medos que eu tenho, alguém do outro lado do mundo tem os mesmos. E, para mim, há beleza nisso — em entender que podemos achar que somos diferentes, mas não somos.”

Conteúdo e estrutura musical

Alguns críticos e jornalistas classificaram Lux como um álbum de música clássica, enquanto outros o descreveram como um álbum de pop, art pop ou pop experimental, com fortes influências clássicas. O termo “movimento”, utilizado para subdividir a lista de faixas do álbum, é uma referência direta à música clássica, e Rosalía afirmou que a faixa “Mio Cristo Piange Diamante” foi uma tentativa de emular uma ária.

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Repercussão

Crítica profissional

O álbum recebeu aclamação da crítica especializada em análises anteriores ao seu lançamento. No agregador Album of the Year, estreou com 94 pontos de 100 com base em cinco críticas. No Metacritic, alcançou a média máxima de 98 pontos totais com base em seis análises, indicando "aclamação universal". Maria Sherman, da Associated Press, elogiou o distanciamento do disco das tendências contemporâneas e chamando-o de “muito mais complexo e iconoclasta do que óbvio”, afirmando que “há prazeres reais a serem descobertos” para os ouvintes atentos. Kaelen Bell, da Exclaim!, descreve o álbum como “uma experiência genuinamente arrebatadora” e elogiando o equilíbrio entre o som grandioso e “pequenos toques de humanidade e humor”. Alexis Petridis, do The Guardian, descreveu o álbum como “uma experiência verdadeiramente envolvente e cativante” e elogiando os vocais de Rosalía como “exibições espetaculares de talento”. Julyssa Lopez, da Rolling Stone, descreve o álbum como “um álbum transcendente que soa como nada mais na música atual” e “um trabalho de arte atemporal, belo e dilacerante”. Will Hodgkinson, do The Times, descreve-o como “uma catedral sonora grandiosa na qual temas familiares são abordados de forma profundamente tradicional e surpreendentemente original”.

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Equipe técnica

Esta lista de créditos é baseada nas informações atualmente disponíveis antes do lançamento do álbum e pode não estar completa.

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Fontes consultadas

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