Alfredo Caldeira
Alfredo Caldeira foi um político revolucionário comunista, membro do Comité Central do Partido Comunista Português, preso político assassinado no Campo de Concentração do Tarrafal pelo regime do Estado Novo.
Filho de Pedro Caldeira e Sara de Castro, e irmão de Heliodoro Caldeira, o pai e o irmão viriam também a ser presos por motivos políticos pelo regime do Estado Novo.
Militância no Partido Comunista
Começa a trabalhar muito jovem como pintor decorador. Torna-se militante do Partido Comunista Português em 1931, com 23 anos, sendo no ano seguinte nomeado membro da direção do Comité Regional de Lisboa deste partido, e ainda no mesmo ano, escolhido para membro do Comité Central do PCP, cujo secretariado integra por inerência das suas responsabilidades na Organização Revolucionária da Armada, uma das mais importantes organizações do PCP.
Prisão Política
É detido pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado por razões políticas a 27 de outubro de 1933 no Algarve, onde conduzia uma operação de ligação com a Organização do Algarve deste partido. Preso na Penitenciária de Lisboa, é enviado a 20 de novembro para a Prisão de Peniche e dois dias depois para a Fortaleza de São João Baptista em Angra do Heroísmo onde é julgado por um Tribunal Militar Especial que o condena a 690 dias de prisão correcional e perda de direitos políticos por 5 anos. Na cadeia participa da elaboração de jornais prisionais manuscritos clandestinos, como um exemplar que chegou aos nossos dias com o cabeçalho THALMANN, alusivo a Ernst Thälmann. Participante ativo na revolta dos presos contra as péssimas condições prisionais da Fortaleza em dezembro de 1934, no dia 8 desse mês será transferido para uma esquadra da PSP tendo em vista a sua libertação, que acontece no dia 10. No entanto, a decisão da sua libertação é anulada no próprio dia, sendo Alfredo Caldeira de novo enviado para a Fortaleza de Peniche onde ficará detido sem sentença por dois anos.
Alfredo Caldeira foi homenageado com a atribuição do seu nome a uma rua em Loures.


